LANÇAMENTO

Visão satírica e afetuosa do povo russo



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A tradução é de Rubens Figueiredo, escritor e tradutor, ganhador de expressivos prêmios nas duas funções

"Almas mortas" (Editora 34), obra prima do russo Nikolai Gógol (1809-1852), é uma beleza de novidade que chegou à livrarias brasileiras. Publicado pela primeira vez em 1842, é considerado o livro precursor do romance clássico russo.

A narrativa traz a história de um especulador de São Petersburgo que chega a uma cidade provinciana e procura conquistar, com suas boas maneiras, a simpatia da sociedade e dos senhores de terras locais. Seu objetivo: comprar "almas mortas", ou seja, servos já falecidos, mas que ainda não haviam sido declarados como tal no último censo. 

É em torno desse tema - que lhe teria sido sugerido por Púchkin - que Gógol tece um dos retratos mais certeiros, a um só tempo satírico e afetuoso, do povo russo. Destaca-se na obra a voz do narrador, alter ego do autor, que imediatamente nos cativa pela imaginação e irreverência de suas descrições e observações. Mesmo que pareçam escapar ao fio da meada e ao bom senso, elas acabam compondo um quadro extremamente perspicaz de um país que ainda buscava sua identidade e os caminhos para se modernizar.

Esta nova tradução, realizada por Rubens Figueiredo, tem por base a mais recente edição crítica russa. É acompanhada de quatro textos publicados em 1847, inéditos em português, em que Gógol comenta seu processo de criação e as reações causadas pelo romance. 

O volume inclui ainda os rascunhos que restaram da segunda parte de "Almas mortas", além de um ensaio de Donald Fanger, professor emérito da Universidade de Harvard, que analisa em detalhe a prosa exuberante do genial autor russo.

O autor

Nikolai Vassílievitch Gógol nasceu em 1809, na Ucrânia. Em 1829 muda-se para Petersburgo, onde publica os poemas "Itália" e "Hanz Küchelgarten", de caráter romântico. Em 1830 frequenta a Academia de Belas-Artes, dá aulas em um colégio para meninas e considera tornar-se ator. Baseado em lembranças da Ucrânia, elabora os dois volumes de Serões numa granja perto de Dikanka, publicados em 1831 e 1832 e recebidos com entusiasmo pela crítica. Deixa a universidade e dedica-se integralmente à carreira de escritor, publicando em 1835 duas coletâneas de contos e novelas: "Arabescos", que traz "Avenida Niévski", "Diário de um louco" e "O retrato"; e "Mírgorod", que inclui "A briga dos dois Ivans" e o épico "Tarás Bulba". 

No ano seguinte publica os contos "A carruagem" e "O nariz", além da comédia "O inspetor geral", considerada um marco na história do teatro russo. Ainda em 1836 parte em viagem para o exterior, passando pela Suíça e França, e fixando residência em Roma. Se dedica então ao projeto de um ambicioso romance, Almas mortas, que seria publicado em 1842. 

No ano seguinte, em uma edição de suas obras completas, aparece pela primeira vez "O capote", um dos contos mais influentes da literatura russa. A última década de sua vida é marcada por crises de depressão e um ascetismo religioso exacerbado. Adoece constantemente, e em 1847 publica Trechos selecionados da correspondência com amigos, textos ensaísticos muito criticados por seu conservadorismo. Retoma então a redação da segunda parte de "Almas mortas", iniciada ainda na década de 1840, mais queima todos os manuscritos em 1852, ano em que morre em Moscou. (*com assessoria)

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Nikolai Gógol (1809-1852), nascido na Ucrânia, escritor inesquecível, profundo conhecedor da alma do povo russo

 


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