LIVRO BADALADO

"Crônica da Casa Assassinada"



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Clarice Lispector e Lúcio Cardoso em fotomontagem. Amicíssimos e afinados literariamente. Não foram além da amizade por um capricho do destino

O livro "Crônica da Casa Assassinada", do brasileiro Lúcio Cardoso (1912-1968), teve sua primeira publicação em 1959. A obra, que se tornou um clássico da literatura nacional, conta a história de uma família por meio de cartas, diários e memórias escritos pelos próprios personagens. Apesar de escrita há quase sessenta anos, continua sendo lembrada.

Versões do livro para o teatro e o cinema foram realizadas. O romance, que já despertou interesses nesse mundão sem porteiras, está voltando às paradas de sucesso. 

Através de articulações recentes, o livro de Cardoso voltou a internacionalizar. Foi traduzido para o inglês por Margaret Jull Costa, a mesma que verteu Saramago, e, a partir daí, passou a ser assunto nas rodinhas internacionais. Na Inglaterra, foi indicado pela BBC, em dezembro de 2016, entre os dez livros que deveriam ser lidos. Nos EUA ganhou o prêmio BTBA de melhor livro de ficção traduzido, no ano passado. 

E acaba de ampliar sua abrangência internacional, com seus direitos vendidos para a editora holandesa Arbeiderspers. O negócio foi intermediado pela agência literária Villas-Boas & Moss, de Luciana Villas-Boas, que participou, em Paraty (Flip), da mesa "Livros que viajam: a internacionalização da literatura brasileira".

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Capa da recente versão para o inglês do famoso livro, que mereceu destaque nos meios literários da Inglaterra e dos Estados Unidos

 

Lúcio Cardoso

Lúcio Cardoso nasceu em Curvelo (MG) e faleceu no Rio de Janeiro aos 58 anos. Foi escritor, dramaturgo e poeta. Um artista das letras bastante celebrado, mas apenas nos meios mais intelectualizados e bem informados a respeito da literatura nacional.

Junto com os romancistas Otávio de Faria e Cornélio Pena, e o poeta Vinicius de Moraes, Lúcio Cardoso é considerado expoente da literatura de cunho intimista e introspectiva que despontou no Brasil na década de 1930. 

Sua obra inaugurou na literatura brasileira um mergulho no cerne do indivíduo moderno, em que os dramas, as dúvidas e os questionamentos existenciais se sobrepujam à descrição naturalista ou à crítica social.

Seu mais badalado livro, "Crônica da Casa Assassinada", que volta a projetá-lo mundialmente, já havia sido traduzido para o francês, italiano e inglês. É uma das obras  mais cultuadas da literatura brasileira. As letras de Cardoso tiveram imenso impacto sobre a obra de Clarice Lispector, de quem foi amigo e mentor. 

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Carlos Kroeber e Norma Bengell na adaptação para o cinema do livro, realizada em 1971, sob a direção de Paulo Cesar Saraceni. Tom Jobim assinou a trilha

Lúcio Cardoso foi, no Brasil, uma das primeiras figuras culturais de destaque a assumir sua homossexualidade. Deixou em seu "Diário" (1958), escrito entre os anos de 1949 a 1958, relato bastante contundente sobre sua orientação sexual, assim como as dúvidas e culpas geradas por sua formação católica.

Seu talento foi reconhecido pela Academia Brasileira de Letras, que lhe conferiu, em 1966, o Prêmio Machado de Assis pelo conjunto de sua obra. (*com informações dos sites Publishnews e Wikipedia)

A poesia de Cardoso está presente no tyrannus e pode ser conferida no link  http://www.tyrannusmelancholicus.com.br/poesia/9695/lucio-cardoso

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Murilo Mendes (1901-1975) e Lúcio Cardoso

 

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Lêdo Ivo (1924-2012) e Lúcio Cardoso, em 1945

 

 


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