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2018 marca o centenário de Bulcão



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A força imagética da obra de Athos compõe o visual urbano da capital brasileira

Em 2018 é celebrado o centenário do nascimento de Athos Bulcão, figura fundamental na formação da capital federal como um lugar único. Para comemorar o marco, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), por meio de sua Superintendência no Distrito Federal, lança, nesta segunda-feira (30), o "Inventário da Obra de Athos Bulcão", em Brasília. 

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O livro é fruto do inventário da obra de Athos Bulcão, trabalho realizado pelo Iphan/DF entre 2008 e 2009, e publicado em 2010. Na ocasião, foram documentadas 261 peças, que revelam a sensibilidade, a multiplicidade e a riqueza do universo criativo do artista. Várias de suas criações estão sob tombamento federal desde 2007, por serem obras de arte integradas aos diversos edifícios projetados por Oscar Niemeyer em Brasília, garantindo sua proteção legal e valorização.

O novo exemplar, de mais de 200 páginas, procurou não só atualizar o exemplar anterior, mas torná-lo mais bem ajustado à arte e à sensibilidade do homenageado. Neste novo trabalho, foram reavaliados o inventário e a publicação de 2010, revisando-se os textos e checando-se a existência de alguns painéis e murais. Também foram feitas novas fotos.

A Fundação Athos Bulcão, responsável pela guarda do acervo do artista, acompanhou a produção do livro, esclarecendo dúvidas e atualizando informações. O lançamento da publicação será no dia 30, às 18h, na Sala Mário de Andrade, na sede do Iphan, em Brasília.

História

A convite de Oscar Niemeyer, arquiteto e amigo, Athos Bulcão passou a integrar o corpo oficial da equipe responsável pela construção da nova capital federal do Brasil, em 1957. Seu primeiro trabalho para a cidade foi o painel de azulejos que reveste as paredes externas da Igreja Nossa Senhora de Fátima, conhecida como Igrejinha – construída ainda no mesmo ano, na Asa Sul do Plano Piloto. 

Tratar da identidade imagética de Brasília remete às expressões do modernismo e de personagens icônicos a exemplo de Niemeyer, Bulcão e Lucio Costa. Muitos outros profissionais participaram do período pioneiro de construção da cidade e contribuíram decisivamente para o cenário urbanístico, arquitetônico e artístico da nova capital do país.

No entanto, os três são o símbolo da identidade estética da cidade, cujo conjunto urbanístico é tombado tanto pelo Iphan quanto pelo governo local, e também reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Mundial, desde 1987. Além disso, entre eles, apenas Athos Bulcão fixou residência definitiva em Brasília (em 1958) e, embora carioca, assumiu a cidade como se fosse sua terra natal. (*com assessoria do MinC)

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Athos e o amigo Oscar Niemeyer, que o levou para integrar a equipe responsável pela construção de Brasília, em 1957

 


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