ESPAÇOS NOVOS

Cão Latino e Raro Ruído



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Quis o destino que o bar e o sebo, que têm públicos possivelmente semelhantes, surgissem vizinhos

Experimentei uns anos deliciosos de intensa agitação cultural no Coxipó. Bairro, rio e/ou região de Cuiabá. Por essas bandas está situada a UFMT e é natural que, por conta disso, surgisse e vigorasse uma espécie de boemia intelectual.

O tempo passou. Sou forçado a reconhecer que também passei. Um pouco, não muito. E nem vou ficar revolvendo o passado. Mas, é que na noite da sexta (3), resolvi botar o focinho pra fora de casa e fui parar naquele mesmo pedaço onde me permiti, nos anos 70 e 80 e 90, ser tragado ou quase isso, por uma efervescência cultural. 

(Eu e um bando de gentes da minha faixa cronológica, gentes testemunhas dessa agitação toda)

Sem mais delongas, após convite de uma amiga fui parar no Cão Latino, um bar alternativo, bastante e totalmente avizinhado de um sebo descolado, Raro Ruído. Aquela coincidência bravia que engloba algo mais do que a fome com a vontade de comer. E de beber. 

Ambos na rua 1 do Boa. Ainda há Esperança, mas a galera mais recente costuma chamar o lugar só de Boa mesmo. Assim como, a UFMT, virou UF. É tudo simplificado e abreviado hj. Sacou a msg?

(No problem)

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Camila Fidélis soltando a voz, acompanhada pelo violão de André Prado

Fui ver a Camila Fidélis mandar seu repertório de rock e otras cositas. Mandou bem a moça, como sempre. O violão de André Prado acompanhou-a bem. Não é que eu durma cedo, mas apenas não fico até tardão na rua. Quando saí do pedaço o Gabriel Henriques, bom músico notúrnico, estava no comando do som ao vivo.  

O som (aparelhagem) disponível, aliás, poderia ser melhor, ou mais regulado (não entendo muito dessas coisas). Percebi que, dependendo das canções dos repertórios, a coisa não ficava tão audível. Mas o povo parece que não tava nem aí - e eu também. Ora, quem sai pra noite, tem mais (e quer) é curtir mesmo. 

Os detalhes sobre isso e aquilo em torno do som, coisa pros músicos. Tim Maia sabia bem disso. 

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Thales de Paiva, músico e agora empresário da noite

Aí, falta registrar que conversei com o Thales de Paiva, músico e empreendedor do Cão Latino. Gostei da conversa dele e do estilo que pretende emplacar no espaço. E também pude rever o Edson Xavier, antigo conhecido, militante da cultura cuiabana, responsável pelo Raro Ruído.

Na maior torcida eu aqui para que Xavier (e Thales também) tenham vida longa em seus empreendimentos. Ora, se o Coxipó ressuscitar como point/pedaço pra efervescer as noites cuiabanas, poquentando um caldo cult, belezura...

E minha passagem por essa geografia urbana que nos antigamentes chegamos a chamar de baixo coxipó também se prestou para reencontrar o Marinaldo Custódio, gente boa e de competência que labuta há muito tempo nas letras cuiabanas. E o cara (Mari), fez até um investimento adquirindo algumas publicações lá na banca do Xavier. 

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Marinaldo Custódio dando uma banda no Raro Ruído, proseando com Edson Xavier, proprietário do estabelecimento

 


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