LANÇAMENTO

Uma fábula fantástica e mórbida



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Margaret Atwood atua é canadense. Atua como romancista, poeta, contista e ensaísta. Tem cerca de 60 livros publicados, em diferentes gêneros

A editora Rocco anuncia para este mês o lançamento do livro "Oryx e Crake", da premiada autora canadense, Margaret Atwood. Com 352 páginas, a tradução é de Léa Viveiros de Castro. A obra foi lançada, pela mesma editora, em 2003, e agora chega com nova edição.

Compõe uma trilogia da escritora, ao lado dos livros "O Ano do Dilúvio" e "MaddAddam", ssendo este último ainda sem tradução no Brasil. 

Nada de carros voadores ou raios verdes que desintegram pessoas e coisas. Em "Oryx e Crake", Margaret Atwood explora a ficção especulativa que a consagrou em "O conto da Aia" e cria uma distopia absolutamente original, um lugar onde a civilização e a linguagem - e tudo mais que seja próximo ao que conhecemos como humanidade – desapareceram quase completamente. 

O livro consolidou Margaret Atwood como um dos grandes nomes do gênero ficção científica, com histórias marcadas por questões éticas e morais sobre o futuro da humanidade. 

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Atwood viaja até um futuro próximo, ainda bastante familiar, mas ao mesmo tempo estranho e bizarro para o leitor. O mundo é apresentado como um lugar pós-apocalíptico e melancólico, habitado por criaturas biologicamente modificadas e tomadas pelo vício. O narrador do romance é o Homem das Neves, um sobrevivente do antigo planeta, que um dia chamou-se Jimmy. No início da trama, ele está em cima de uma árvore, vestindo um velho lençol, lamentando a perda de sua amada Oryx e de seu amigo Crake. Os flashbacks de Jimmy acabam revelando ao leitor que ele testemunhou as experiências genéticas que ajudaram a transformar o planeta num território devastado.

Como tudo decaiu tão depressa? É o que o Homem das Neves tenta entender junto com o leitor, enquanto a narrativa retrocede algumas décadas, até sua infância ao lado de Crake. Descobre-se que o grande amigo de Jimmy tornou-se um gênio de caráter duvidoso, cuja personalidade enigmática e ambígua é uma chave para a trama. 

Crake e Jimmy vão formar um tumultuado triângulo amoroso com a bela Oryx, uma ex-criança prostituta que não está muito acostumada a dar ou receber afeto. A delicada relação entre os três gera um ciclo de desamor e desencontro e é um pano de fundo dramático e extremamente simbólico para a derrocada do planeta e da espécie humana.

No presente da narrativa, porém, como único ser humano a sobreviver, o Homem das Neves tem apenas a companhia dos Filhos de Crake, crianças de laboratório criadas pelo amigo. Elas o tratam como um ídolo, já que ele é o único capaz de decifrar a utilidade e o nome de objetos simples como canetas e bonés, vestígios arqueológicos do mundo "de antigamente" e que elas encontram pelo caminho. 

Não é por acaso que as epígrafes escolhidas por Atwood para este livro citam Jonathan Swift, autor de "As viagens de Gulliver", e Virginia Woolf, de "Orlando" e "Rumo ao farol". Com a maestria de sempre, a autora consegue conjugar uma fábula fantástica, mórbida e cheia de ação, com personagens cujo mundo interior é misterioso e uma constante descoberta.

A autora

Margaret Eleanor Atwood nasceu em Ottawa (Canadá) em 1939. Atua como romancista, poetisa (seu verso está presente na seção Poesia do tyrannus), contista e ensaísta. Já publicou cerca de 60 livros, em diferentes gêneros.

É reconhecida com inúmeros prêmios literários internacionais importantes. Recebeu a Ordem do Canadá, a mais alta distinção em seu país. Em 2001, ela foi incluída na calçada da Canada's Walk of Fame de Toronto. Muitos de seus poemas foram inspirados por contos de fadas europeus e mitologias euroasiáticas.

Desde 1976, é membro fundadora do Writers' Trust of Canada, uma organização não-governamental que atua em apoio da comunidade de escritores canadenses ou que residem no país.

Foi ganhadora do Prêmio Arthur C. Clarke e do Prémio Príncipe das Astúrias na categoria "letras". Foi indicada várias vezes para o Booker Prize, tendo o ganhado no ano 2000 com o romance "O Assassino Cego", e para o Governor General's Award, vencendo duas vezes. (*com assessoria e wikipedia)

 


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