LITERATURA

Rulfo: Márquez, Borges e Cortázar curtiam



rulfo

Escritor é considerado o principal precursor do chamado Realismo Mágico latino-americano

Juan Rulfo (1917-1986) é nome robusto da literatura latino-americana. Nascido no México, o escritor ainda não alcançou a devida notoriedade, pelo menos no Brasil. Em 2018 foi relançado na terra de de Rosa e Machado nova tradução do seu segundo romance, "O Galo de Ouro" (José Olympio).

Escrito entre 1956 e 1958, lançado pouco tempo depois de seu romance de estreia, "Pedro Páramo", "O Galo de Ouro" foi escrito primeiramente como roteiro para o filme homônimo, cuja estreia ocorreu em 1964.

Organizada pela Fundação Juan Rulfo, esta é a edição mais recente e completa do livro,  com texto corrigido, fiel ao estilo do autor. O volume é enriquecido com textos extras, dos acadêmicos José Carlos González Boixo, Douglas J. Weatherford e Dylan Brennan, e inclui um inédito de Rulfo, a sinopse de "O Galo de Ouro", que escreveu para a produção do filme, e uma nova transcrição de "A fórmula secreta", outra colaboração sua para o cinema.

galo

 

Com 192 páginas, a tradução é assinada por Eric Nepomuceno, que também é escritor e jornalista. Nepomuceno é um dos mais respeitados tradutores brasileiros. Verteu para o português livros de grandes autores latino-americanos, como Jorge Luis Borges, Julio Cortázar e Gabriel Garcia Marques. 

"O Galo de Ouro" narra os acontecimentos que se sucedem após uma célebre noite de rinha de galos, quando a sorte e o destino de Dionisio Pinzón mudam. Ao decidir salvar um galo dourado moribundo, ele, um miserável, torna-se homem rico, conseguindo atrair para os seus braços La Caponera, mulher sensual e fascinante, objeto do desejo de todos. Contudo, Dionisio descobre que a vida dos homens não é muito diferente do destino dos galos de briga: pode-se vencer muitas lutas, mas, também, perder tudo num único revés.

Juan Rulfo

Juan Rulfo (1917-1968) nasceu em uma família de proprietários de terra que ficou arruinada pela Revolução Mexicana. Seu pai e dois tios morreram na época da Guerra Cristera e com a morte de sua mãe, por um ataque cardíaco quatro anos depois, Rulfo foi enviado a um orfanato em Guadalajara, onde viveu entre 1927 a 1935. 

Depois foi morar em Cidade do México, capital do país.  Frequentou um seminário por um breve período e mudou-se para a Cidade do México, a fim de estudar direito. Não pôde terminar os estudos e durante os vinte anos seguintes trabalhou, primeiro como agente de imigração por todo o México e logo como agente da empresa Goodrich-Euzkadi.

Na capital mexicana conheceu Clara Aparício, que passou a ser sua companheira para toda sua vida. 

Em 1944, Rulfo fundou a revista literária Pan. Na década de 1950, o autor publica o livro de contos "El llano en llamas" e o romance "Pedro Páramo". Apesar de ter abandonado a escrita de livros depois da publicação destas obras, Rulfo continuou ativo na cena literária mexicana, colaborando com outros escritores em roteiros (Carlos Fuentes e Gabriel García Márquez), escrevendo para televisão, e dedicando-se à fotografia.

Desde 1962 até sua morte, Rulfo foi diretor do departamento de publicações do Instituto Nacional Indígena do México. Foi membro da Academia de Letras Mexicana e recebeu vários prêmios literários em vida, de entre os quais o Prêmio Príncipe de Astúrias, em 1983. O escritor morreu, de câncer, aos 68 anos.

Rulfo é considerado o principal precursor do chamado Realismo Mágico latino-americano, um movimento que contou com integrantes como García Márquez, Jorge Luís Borges e Julio Cortázar, todos confessos admiradores de Rulfo. (*com assessoria e wikipedia)

 


Voltar  

Confira também nesta seção:

Agenda Cultural

Veja Mais

Newsletter

Preencha o formulário abaixo para receber nossa newsletter:

  • Nome:

  • Email:

  • assinar

  • cancelar


Copyright © 2012 Tyrannus Melancholicus - Todos os direitos reservadosTrinix Internet