ARTEFATOS

Visitação até primeiro de dezembro



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Povos do Xingu

Houve um tempo em que me acostumei a ouvir o papo de que ter artefatos indígenas pelas paredes da sua casa atraíam aquela palavra que sequer deve ser dita. Achava isso estranho, já que desde a infância sempre gostei dessas coisas feitas pelos índios. 

A princípio, gostava pelo simples fato de serem diferentes. Quando amadureci, porém, passei a ter a certeza de que em toda produção de qualquer etnia há uma estética   inapelável que traz serventias e significados da cultura milenar dos nossos ancestrais.

Então, volta e meia, quando há oportunidades, me delicio com a cultura indígena. Nesta quarta (10), sol à pino, lá pelas duas da tarde, "torei" para o Sesc Casa do Artesão só pra dar uma olhadinha em "Artefatos", exposição aberta nesse espaço, atualmente, situado na avenida Tenente Coronel Duarte, 2140, próximo ao camelódromo, no bairro do Porto.

A exposição, que fica em cartaz até o dia primeiro de dezembro, não tem farto material, mas tem aquela beleza toda representativa da diversidade dos povos indígenas.

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Iny (Karajá)

Estão expostos peitorais, grinaldas, cintas, colares, brincos, tangas, pentes e redes produzidas pelos povos Anunsu (Nambikwara), Boe (Bororo), Ikpenge, Iny (Karajá), Ka’apor, Mehin (Krahô), Menkragnotire (Kayapó), Tenetehara (Tembé) e Waiwai, que habitam os estados de Mato Grosso, Maranhão, Pará e Tocantins.

"Artefatos" resulta de uma parceria do Sesc Casa do Artesão com o Centro Cultural Ikuiapá. O público vai conhecer peças produzidas para uso em rituais, utilizadas como ornamento ou, ainda, peças de uso cotidiano.

Além de belas, as peças escolhidas demonstram que cada uma tem seu motivo de ser, para além do seu reconhecido valor estético. Assim, uma tanga pode ser exclusiva para uso em rituais, casamentos e recepção de convidados ilustres. Já um colar de dentes é exclusivo para homens de um determinado clã. Ou ainda, algumas peças são usadas apenas cerimônias religiosas.

Quase todas as peças desta exposição são feitas com arte plumária ou com ossadas de mamíferos e répteis, cuja comercialização é crime federal. As peças da exposição foram adquiridas legalmente pelo Centro Cultural Ikuiapá para promoção e salvaguarda do patrimônio cultural indígena.

A visitação pode ser feita de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 17h15, e no sábado, das 7h45 às 12h45. Mais informações e agendamento escolar através do telefone 3611-0506 ou rlerer@sescmt.com.br. (*com assessoria)

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Ikpeng

 

 

 

 


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