LANÇAMENTO

"Dona" é obra muito bem vinda



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A poeta e Ramon Carlini (editor), nos preparativos finais da obra

Conheci Luciene Carvalho talvez há uns 30 anos. Quem me apresentou a poeta foi o compadre Chico Amorim, vulto emblemático da cultura cuiabana, já ausente deste mundo. Ao longo de todos esses anos, como jornalista, venho esbarrando com ela e reportando sua fazeção performática de versos. 

Uma aproximação de fato, que nos tornou amigos em nível do exercício pra valer da amizade, rolou mesmo neste ano de 2018, quando me adentrei na Academia Matogrossense de Letras, onde ela já estava. Tenho me encontrado mais com ela e conversado como convém. Que bom, por que ela sempre tem coisas boas a compartilhar.

E na próxima quarta (14), no Sesc Arsenal, a partir das 20h, Luciene (mulher poesia) Carvalho lança "Dona" (Carlini & Caniato), livro que, se eu não estiver enganado, é a sua nona publicação solo. Muito bem vinda, portanto, "Dona" Luciene. 

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Luciene, a primeira negra a integrar a Academia Matogrossense de Letras

O livro é dividido em cinco capítulos. São vários poemas que transitam em diferentes situações que acometem uma mulher que está em torno dos cinquenta anos. Uma mulher, uma ova. "Dona" traz personagens múltiplas e multifacetadas. Empoderadas e trabalhadoras. Despachadas e autoaceitadas...

"Uma mulher libertada?", quis saber eu papeando com ela pelo telefone, angariando fundos e mundos poéticos, para compor este texto. Responde ela: "Uma nova crisálida, uma nova adolescência na rebeldia", tasca a poeta.

Indago também sobre a "Cênica Literária", um agito de cerca de trinta minutos que vai preceder o lançamento do livro. "Sempre apostei na oralidade poética como ferramenta de construção de plateia", conceitua ela.

Aí, inevitável, lembro-me de algumas vezes em que ela me acompanhou no Projeto Saudarte, que desenvolvo desde abril deste ano, levando artes a pacientes internados no Hospital Metropolitano de Várzea Grande. Luciene é a cara da sua poesia, e a sua poesia é a sua cara. A reciprocidade superlativa e benfazeja entre o verso e quem o escreve. Cara de um, focinho de outro, só pra lembrar o dito popular.

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Mano Raul e Luciene em ação no Projeto Saudarte, humanizando a medicina

Luciene acrescenta coisas sobre a tal "Cênica Literária" na conversa telefônica. A trilha sonora é de Ebinho Cardoso, brilhante músico de Cuiabá que foi exportado para Boston (EUA) há vários anos. O artista plástico Adriano Figueiredo fará um happening lá na hora, no local do crime. Alexandre Matos vai comandar a sonoplastia. As imagens são de Emerson Alves. O experiente Wagton Douglas está envolvido nessa parada, que tem a produção de Mano Raul, parceiro de artes e vida da poeta. 

A Secretaria de Cultura de Cuiabá banca a participação dos artistas envolvidos e recebe como contrapartida  performances de Luciene em três locais ainda a serem definidos pela Prefeitura. 

No livro, textos de amigos das letras da autora.  "O que vem à tona, por essa Dona, e de tudo talvez o mais importante dessa poética de existir com e após os cinquenta anos, é que há já marcas nas mãos, mas as mãos fazem poesia!" (Mario Cezar Silva Leite).

"Entre muitas Lucienes moradoras do texto poético ressaltam duas – uma que fala da peculiaridade do singular materno e outra que abusa no sentimento amoroso de fundura física: uma espécie plural para o erotismo." (Marília Beatriz de Figueiredo Leite).

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