MAIOR VIAGEM

Segall, Millôr e Andujar



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"Mãe com recém nascido", obra que integra a exposição "O Desenho de Lasar Segall", aberta para visitação até três de junho de 2019

São Paulo já era. Estamos no Rio, mas falta coisa que vem parar na edição de hoje, sobre a andação pela baita metrópole. E belos programas paulistanos onde nada se desembolsa pra conferir. 

Três exposições: os desenhos de Lasar Segall, as artes gráficas e Millôr Fernandes e as fotografias de Claudia Andujar. Totalmente diferentes, mas de ótimo nível, provocando reflexões e emoções no público.

"O  Desenho de Lasar Segall" está em cartaz no museu que leva o nome do artista e permanece nesse espaço até três de junho, com curadoria de Giancarlo Hannud, que também é ditetor do Museu.

A mostra é uma espécie de roteiro abstrato da biografia criativa do artista, denotando que angústias e preocupações estéticas encontram-se sobrepostas aos acontecimentos e narrativas de sua vida.  Organizada a partir de uma cronologia flexível, a exposição apresenta lado a lado e de maneira não-hierárquica uma seleção de trabalhos. Todos eles, da mais singela anotação ao mais acabado desenho, nos revelam suas inesgotáveis possibilidades expressivas e seu extraordinário virtuosismo técnico.

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Foto de Segall datada de 1915, quando ele ainda vivia em Vilna, cidade onde nasceu, na região atual da Lituânia

Lasar Segall (1891-1957) foi pintor, escultor e gravurista judeu nascido no território da atual Lituânia. As artes de Segall tiveram influências do impressionismo, expressionismo e modernismo. Seus temas mais significativos foram representações pictóricas do sofrimento humano: a guerra e a perseguição.

No ano de 1923, Lasar Segall mudou-se definitivamente para o Brasil. Já era um artista conhecido. Contudo, foi aqui que, segundo suas próprias palavras, sua arte ficou como o "milagre da luz e da cor". Foi um dos primeiros artistas modernistas a expor no Brasil.

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Millôr Fernandes e aquele eterno jeito de tocar com humor no tema, não importando se a sua natureza é delicada ou grotesca. Em cartaz até final de janeiro

IMS

Instituto Moreira Salles de São Paulo é colossal. Perdi a conta de quantos andares tem. Sete, oito, nove? Passei a tarde de terça-feira lá, saí exausto. O filme novo do Spike Lee (que fica pra outro texto) entrou no programa.

"Millôr: obra gráfica" é a exposição de um dos maiores intelectuais da história do Brasil. Há poucos dias o tyrannus reproduziu antigo txt dele, com aquele humor todo, sobre como "se virar" com ladrões.

A exposição fica no IMS até 27 de janeiro e tem curadoria de Cássio Loredano, Julia Kovensky e Paulo Roberto Pires. O trabalho selecionado mapeia os principais temas que estiveram presentes ao longo de 70 anos de produção do artista. 

Os desenhos, feitos principalmente para publicação na imprensa, revelam a força e a complexidade de uma obra fundamental para a arte brasileira. Acompanha a mostra um livro que, além de reproduzir os originais, traz ensaios críticos e uma cronologia de vida e obra de Millôr.

A mostra divide em cinco grandes conjuntos a obra gráfica de Millôr, dos autorretratos à crítica implacável da vida brasileira, passando pelas relações humanas, o prazer de desenhar e a imensa e importante produção do “Pif-Paf”, seção que manteve na revista O Cruzeiro entre 1945 e 1963. O acervo de Millôr, que reúne mais de seis mil desenhos e seu arquivo pessoal, está sob a guarda do Instituto Moreira Salles desde 2013.

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A seleção do material de Andujar para a exposição resulta de pesquisa de muitos anos do curador Thyago Nogueira, num acervo com mais de 40 mil imagens da artista

Os Yanomami

Por último, uma imersão nas lindas fotos da suíça Claudia Andujar, também no IMS. A mostra é uma retrospectiva dedicada aos Yanomami, povo indígena ameaçado de extinção, que está em dois andares do IMS Paulista com aproximadamente 300 imagens e uma instalação da fotógrafa e ativista, além de livros e documentos sobre a trajetória da tribo em busca de sobrevivência. 

O conjunto traça um amplo panorama do longo trabalho de Andujar junto aos Yanomami, retomando aspectos pouco conhecidos da luta da fotógrafa pela demarcação de terras indígenas, militância que a levou a unir sua arte à política. A seleção do material exposto é resultado da pesquisa de muitos anos realizada pelo curador Thyago Nogueira, coordenador da área de fotografia contemporânea do IMS, no acervo de mais de 40 mil imagens da artista.

Fica em cartaz até abril e, a partir de janeiro estão previstos novos eventos relacionados à exposição, entre seminários, conversas e visitas. (*com assessorias)

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Fotografias da suíça Claudia Andujar, em torno dos índios Yanomami, estão em exposição no IMS de São Paulo até abril de 2019

 

 

 


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