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"Diamantino" parece as coisas chatas da Xuxa. Eu achei

Cinema não é um priograma cultural tão caro assim, porém, se você exagerar, vai sangrando seu bolso. Como emplaquei 60 no lombo, agora só pago meia. Ebaaaa. Mas acho que peguei corda. Me atrevi a assistir "Diamantino", fui na onda da crítica sem raciocinar devidamente e me dei mal.

Elogiado pela crítica e ganhador de prêmios no último Festival de Cannes, "Diamantino" é uma produção luso-brasileira-francesa, classificada como comédia dramática, dirigida por Gabriel Arantes e Daniel Schmidt. 

O filme é muito bem fechado em todos os aspectos do fazer cinema. Mass o grau de infantilização da sua narrativa me incomodou demais, ao ponto de após dez minutos de projeção, eu desejar me retirar da sala, mas resisti bravamente. E infelizmente. 

O drama de uma grande estrela futebolística, o sofrimento dos migrantes, a engenharia genética, os parentes interesseiros, e talvez mais alguma coisa que me esqueci agora, estão na trama. 

"Diamantino" me fez lembrar aqueles filmes horrorosos da Xuxa ou dos Trapalhões, que nada têm a ver pra quem entende cinema como arte. 

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"Infiltrado na Klan" reverbera o talento único de Spike Lee

Mas, segundo a minha (humilde) opinião, foi a única porcaria que assisti. Antes, ainda em São Paulo, fui conferir o ótimo  "Infiltrado na Klan", o novo filme de Spike Lee, cineasta que não costuma decepcionar. 

Um filme lindo e atualíssimo, apesar de baseado em fatos verídicos que aconteceram há 40 anos. A história se passa no final dos anos 70, quando um policial negro, nos EUA, infiltra-se na perversa Ku Klux Klan, uma organização estadunidense surgida no século 19 que reunia um monte de brancos imbecis, que se achavam superiores. 

A KKK, aliás, apesar de bastante enfraquecida, ainda existe. Com o crescimento da extrema direita no mundo, grupos simpáticos a essas ideologias doentes, têm ganhado força. No filme de Spike Lee, imagens de conflitos reais recentes, coisas do governo Trump, são usados na narrativa. O filme é divertido, além de revelador e denunciador, devido a sua pegada caricata que leva o espectador a rir, apesar da tensão impregnada na história.

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"Maria Callas..." não está nada calada neste documentário

"Maria Callas - em suas próprias palavras", documentário sobre a icônica diva das óperas matou a minha sede de canto lírico. Dirigido por Tom Volf, esta produção francesa de quase duas horas de duração faz um mergulho na trajetória da artista que teve altos e baixos em sua trajetória.

A greco-americana Maria Callas (1923-1977) aparece em filmagens nunca antes vistas, em diferentes entrevistas e takes. Seus percalços profissionais e pessoais, narrados por ela e outras pessoas, além de suas cantorias, pontuam o filme. 

Sempre fui fã da cantora, o que me torna um pouco suspeito pra avaliar o filme. O excesso de informações que são passadas ao longo do documentário colocam o espectador diante de uma avalanche de fatos. Como nunca me interessei muito pela vida particular dos artistas, ancorei minha atenção nas inúmeras árias que são reproduzidas através da voz e dos encantos dessa diva.

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Gostei tanto de "Em chamas", que acho que não entendi bem

Mexeu muito comigo o filme "Em chamas", produção sulcoreana, um drama de suspense dirigido por Lee Chang-Dong, com quase duas horas e meia de duração. Vai representar seu país na disputa pelo oscar estrangeiro e foi indicado para vários prêmios.

Minha leitura dessa pérola contemporânea do cinema oriental é um triângulo amoroso onde um dos homens está em vias de se tornar escritor, fato que parece abrir (ou escancarar) uma brecha para que o rumo da história em si seja envolvida por viagens nebulosas, assim como, a narrativa ganhe contornos literários.

A própria força imagética do filme parece carecer de um foco mais preciso em determinados momentos, isso quando os takes não estão demasiados escuros. A trilha sonora traz um silêncio que valoriza muito os trechos onde a musicalidade invade a cena e torna-se soberana. 

Se alguém conseguir descobrir, afinal de contas, qual era a profissão do misterioso personagem Ben, e o que de fato aconteceu com Hae-mi, por favor, informe aqui. 

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"Culpa", filme dinamarquês que vai incomodar muita gente

De um filme da Coréia do Sul para um da Dinamarca. "Culpa", filme incomodador que marca a estreia de Gustav Möeller em longas-metragens é aquele tipo de coisa que deixa a gente meio pregado na poltrona enquanto a história se agiganta diante do nosso olhar.

Para o redator do tyrannus, a loucura mais próxima é dar com a língua nos dentes e fazer abundar os spoillers no texto, mas não vou fazer isso. Se vire e dê um jeito de assistir "Culpa".

A única coisa que vou dizer é que a ótima qualidade do filme deve ser  inversamente proporcional ao orçamento da produção e você vai entender isso quando assistir. 

 


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