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Sons de diferentes gerações



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Baco Exu do Blues, nascido em Salvador (BA), no ano de 1996, é um cantor, rapper e compositor

Uma das mais tradicionais revistas de música do planeta, a Rolling Stone, que surgiu nos EUA em 1967, tem sua versão em vários países. Fonte, portanto confiável. No Brasil, sua primeira edição foi em 2006.

Fuçando pautas, uma passadinha por lá é sempre de bom tom. Hoje catapultamos informações da revista para o tyrannus, com base em reportagem assinada por Pedro Antunes. A meticulosa matéria reporta os 50 melhores discos brasileiros lançados em 2018.

Porra, 50 discos é muita coisa. Não combina com a tradicional preguiça deste site, "entonces", selecionamos aqui apenas os 10 primeiros colocados, segundo o ranking da revista. E lá no final está o link onde você pode conferir todos os 50 discos selecionados e, melhor do que isso, ouvir todos.

Maravilha essas tecnologias modernas. Enquanto ia lendo e pesquisando sobre os artistas contemplados, também fui ouvindo e me esbaldando com a diversidade sonora brasileira, ritmos e sons que chegam de todas as regiões brasileiras. 

Composições de musicistas que estão aí, arrebentando no cenário sonoro tupiniquim, nestes tempos onde a tecnologia nos permite uma acessibilidade praticamente infinita. E, preciso registrar, adorei que entre os autores selecionados há um intervalo etário de seis décadas.

É preciso registrar que os textos abaixo (entre aspas) foram escritos por Pedro Antunes.

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Elza Soares nasceu nos anos 1930, no Rio de Janeiro. É uma consagrada cantora e compositora brasileira

OS DEZ MAIS 

1º lugar: Bluesman, Baco Exu do Blues
"Ele conseguiu de novo. E, talvez, você não acreditava que fosse possível. Mas o desafio é combustível para Baco Exu do Blues. 'Esú', que sacudiu o ano passado, trazia questões hereditárias, fazia a ponte entre o hip-hop soteropolitano e suas raízes africanas. Exu do Blues se aprofunda nessa temática ao fazer o que ninguém esperava dele, um disco de blues sem necessariamente trazer o blues como gênero. É um disco que exalta as suas raízes, que desafia padrões estéticos e ainda mostra que sabe sofrer de amor dolorosamente, mas sem perder a elegância".

2º lugar: Deus É Mulher, Elza Soares
"Faça o exercício de desassociar 'Deus É Mulher', o mais recente álbum de Elza Soares, com 'Mulher do Fim do Mundo', o disco anterior, que fez justiça à grande artista que é Elza. São álbuns irmãos, é claro, mas 'Deus É Mulher' é também um grande disco sozinho, um novo grito de independência, de feminilidade e negritude. E atualíssimo".

3º lugar: Tônus,  Carne Doce
"Viciante, cheio de libido e hipnótico como as trocas de olhares antes de uma transa. Carne Doce faz um álbum que arde amores, carnais, apaixonados, profundos e leves. Lascivos ou agonizantes. Um disco que goza, seja lá o que possa vir depois, se são lágrimas, o sono, o cigarro na beirada da janela, a despedida ou a próxima transa".

4º lugar: OK OK OK, Gilberto Gil  
"Os primeiros segundos de 'OK OK OK', o novíssimo disco de Gilberto Gil, são de colocar as lágrimas nos olhos. Marejados, ouvimos Gil aceitando os novos tempos, de acordo com a velocidade de um mundo que não é mais a dele, um sobrevivente que levou a melhor sobre a doença que tentou interromper-lhe a existência. Grato, célebre, nunca frágil. Que disco, Gilberto, que disco". 

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Gilberto Gil nasceu em 1942, na Bahia. Grande artista que, OK³, mostra que não perdeu o bonde do tempo

5º lugar: Não Para Não, Pabllo Vittar  
"Pabllo Vittar tinha a difícil missão de ser capaz de entregar hits e batidas viciantes, por ter ficado no topo do pop em 2017. Não Para Não é feito para sacudir, com elementos eletrônicos fundidos a gêneros como o tecnobrega, o carimbó e o pagode baiano. A mistura é viciante. E Pabllo acertou de novo."

6º lugar: O Menino Que Queria Ser Deus, Djonga   
"'Heresia', do ano passado, já era um petardo, O Menino Que Queria Ser Deus é outro tabefe bem dado pelo rapper. Diamante bruto, Djonga se refinou, lixou as arestas e entrega um álbum sobre combate, autoconhecimento e aceitação. Ambicioso até o talo - e isso é ótimo".  

7º lugar: Azul Moderno, Luiza Lian  
"Um novo passeio pelo caminho sempre carregado de ancestralidade de Luiza Lian soa mais pop, mas, calma lá, é um pop próprio. Porque Lian conseguiu erguer, com sua discografia, uma certeza de que ela não se enquadra em qualquer caixinha musical. Criou um estilo próprio e 'Azul Moderno' desconstruiu as bases já criadas ao violão, flertou com o eletrônico, cantou mil vozes em uma, e, ainda assim, mostra-se palatável, pessoal e introspectivo". 

8º lugar: Sinto Muito, Duda Beat  
"A melhor surpresa da música pop brasileira de 2018, Duda Beat pegou seus desamores, jogou num liquidificador, acrescentou graça, raiva, teclados e beats arrojados e serviu, para os interessados em boa música, uma vitamina reforçada de deprê-pop-songs que revigoram os corações mais sofridos. Remédio daqueles caseiros, sabe? Tiro e queda".

9º lugar: Para Dias Ruins, Mahmundi   
"Mahmundi, ou Marcela, faz um disco de teletransporte. Um álbum que pode funcionar como uma playlist pronta para alegrar as horas mais cinzas. Seu pop, eletrônico sem perder a organicidade, é de trazer leveza só encontrada depois de um mergulho na piscina pela manhã".

10º lugar: … Amor É Isso, Erasmo Carlos   
"Erasmo, romântico até a ponta dos fios de cabelos já brancos, é dirigido por Marcus Preto e produzido por Pupillo. Soa como o bom e velho Tremendão, mas sem estar fora do tempo. É um afago novo, contemporâneo e carinhoso, ao tratar o maior dos temas, o amor".  

carne

Salma Jô, integrante e criadora da banda goiana "Carne Doce", na estrada desde 2013

CONFIRA A MATÉRIA DA ROLLING STONE

https://rollingstone.uol.com.br/noticia/rolling-stone-brasil-os-50-melhores-discos-nacionais-de-2018/


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