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Curta é finalista de prêmio nacional



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Majur e Rafael no filme no Festival Internacional de Diversidade Sexual e de Gênero de Goiás (DIGO), onde o filme estreou e recebeu o prêmio Melhor Curta-Metragem pelo Júri Popular

O audiovisual mato-grossense projeta-se novamente em nível nacional. "Majur", de Rafael Irineu, de Rondonópolis (MT), está selecionado para o primeiro turno do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2019. 

A produção é finalista na categoria ‘curta-metragem documentário’, ao lado de outras quatro produções nacionais, que foram selecionadas entre 21 curtas inscritos nessa categoria. A cerimônia de entrega do prêmio ainda não tem data definida e vai acontecer no Rio de Janeiro.

"Majur" faz o registro do cotidiano de uma indígena LGBT, sendo protagonizado pela chefe de comunicação da Aldeia Poboré, em Mato Grosso. Indígena transexual da etnia bororo, ela é a figura responsável pela interlocução das reivindicações de seu povo com a cidade.

A equipe do curta é 100% formada por profissionais mato-grossenses, sendo indígenas, gays, mulheres e transexuais nas principais funções. O filme vem trilhando uma trajetória de sucesso, inclusive, com reconhecimento internacional. 

O curta foi selecionado para mais de 50 festivais, sendo 8 internacionais e conquistou 14 prêmios – só no primeiro ano de lançamento.

“Acho que o ponto alto disso tudo, além do tema, é a forma como o filme é feito. Cinema considerado de guerrilha, com orçamento baixíssimo, equipe afinada e local de fala, o que pode causar estranheza, porque a ‘ânsia de exploração’ por meio dos estereótipos é automática. Usamos equipamentos considerados amadores. Sem câmera alugada de fora, sem homens brancos e héteros dominando o set. Isso tudo influência muito”, destacou o cineasta Rafael Irineu, em entrevista ao site O Livre.

"Majur" é o segundo filme de Rafael Irineu. Sua produção de estreia, "Meu Rio Vermelho" (2016), também um curta documental, foi muito bem recebido com seleções para eventos internacionais e nacionais, e premiações. Fica registrada aqui a torcida do tyrannus para que o jovem cineasta continue nessa batida.  

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O curta foi selecionado para mais de 50 festivais, sendo 8 internacionais e conquistou 14 prêmios

Ficha técnica de "Majur"

Direção, Câmera e Montagem: Rafael Irineu
Produção Executiva: Patricia Ribeiro
Assistente de Direção e Produção: Ayrton Senna Amaral
Som Direto: Matheus Lazarin e Isabelle Almeida
Making of: Cezar Rondon
Motorista: Nalme Mendonça
Desenho de Som: Matheus Lazarin
Correção de Cor e Finalização: Isabela Padilha
Trilha Sonora Original: ''Urucum'' - Gontcha
Faixa Musical: "Vem" - Jaloo
Tradução Libras: Túlio Gontijo
Audiodescrição: Thayana Bruno, Cida Leite e Valentim Félix
Ilustração Cartaz: Stainner Rylle
Apoio: Luiz Marchetti

O Prêmio

O Grande Prêmio do Cinema Brasileiro é uma premiação anual organizada pela Academia Brasileira de Cinema e concedida ao melhor filme estrangeiro e aos melhores do cinema brasileiro em diversas categorias. Este prêmio recebeu o nome de Grande Otelo para homenagear o renomado ator. 

É um prêmio diferente de todos os outros porque é organizado e votado pelos próprios profissionais, uma forma da própria classe celebrar o seu trabalho e dar o devido reconhecimento ao talento de seus profissionais.

Desde 2004, a votação passou a ser feita via internet, pelo site da Academia, e cada sócio recebe uma senha eletrônica para votar. A apuração é feita pela PricewaterhouseCoopers, a mesma empresa de auditoria que faz a apuração do Oscar.

Na fase de indicação, as cinco obras de cada categoria que passarão para a etapa seguinte são escolhidas pelos membros do Conselho Acadêmico da Academia, por meio dede uma cédula de votação eletrônica com a lista completa de todos os concorrentes. Terminado o processo de apuração do primeiro turno, uma nova relação com os cinco escolhidos em cada categoria é enviada ao Conselho Acadêmico, que escolhe, então, os vencedores. Nas duas etapas, a votação é secreta e a abertura das cédulas é realizada pela Price.

As obras e nomes vencedores em todas as categorias serão divulgados somente na cerimônia de premiação do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2019, a ser realizada em data e local decididos, anualmente, pelo Conselho Deliberativo. (*com informações de vários sites)

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"Majur" registra o cotidiano de uma indígena LGBT, sendo protagonizado pela chefe de comunicação da Aldeia Poboré

 

 

 

 


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