EXPOSIÇÃO

40 obras de 39 artistas



romulo fialdini

morta

Aldo Bonadei (1906-1974)

"Alegria – A Natureza-Morta nas Coleções MAM Rio" é a exposição em cartaz no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, permanecendo aberta para visitação até o dia sete de julho. Com curadoria de Fernando Cocchiaralee Fernanda Lopes, a mostra reúne mais de 40 obras – entre pinturas, esculturas, vídeos, fotografias e instalações – produzidas por 39 artistas de diferentes gerações. 

A exposição busca revelar não só a dimensão mais histórica do gênero natureza-morta, mas também “possibilidades de releituras contemporâneas desse conceito”, informam os curadores. O conjunto de obras não foi reunido “somente com base no enquadramento estrito das obras nas características evidentes deste gênero, mas também na livre correlação dos trabalhos com o sentido mais geral da exposição”, explicam. “Sob tal licença, ‘Alegria’ também transborda do âmbito da pintura, da gravura, do desenho e da fotografia, para aquele, expandido, da escultura, do vídeo e de instalações para traçar um panorama aberto desse gênero da pintura no Brasil no exterior”, contam Fernando Cocchiarale e Fernanda Lopes.

fabio ghivelder

morta

Iberê Camargo (1914-1994)

Os artistas que integram a exposição são de várias gerações, como Guignard, Milton Dacosta, Vicente do Rego Monteiro, a portuguesa Lourdes Castro, Wilma Martins, Ivens Machado, Karin Lambrecht, Artur Barrio, Raul Mourão e Iberê Camargo e Adriana Varejão.

Natureza morta

Assim como a paisagem e o retrato, a natureza-morta foi um dos grandes gêneros em que foi dividida a pintura europeia, entre os séculos 15 e 16, na Renascença. Esses gêneros ganharam corpo como alternativa às pinturas de cenas religiosas, proibidas nos países que aderiram à reforma protestante, como a Holanda, que viu nascer o primeiro mercado de arte de que se tem notícia.

As naturezas-mortas podem ser caracterizadas pela representação de objetos inanimados, vistos de uma curta distância. Sua escala intimista, somada à composição feita com base em motivos banais, mas agradáveis — frutas, flores, alimentos e objetos familiares ao olhar burguês — não significava, porém, que tais pinturas tivessem um teor laico-secular, apenas contemplativo, função que somente se consolidaria no começo do modernismo. Ainda que tratassem de cenas domésticas, essas pinturas, a despeito de sua fatura naturalista, tinham um teor simbólico então acessível a todos: evocavam o agradecimento pelo pão nosso de cada dia, conquistado pelo trabalho humano, sob a bênção divina.

vicente de mello

morta

Alberto da Veiga Guignard (1896-1962)

Nos primórdios da arte moderna, na segunda metade do século 19, as naturezas-mortas já haviam se libertado de sua simbologia protestante inicial, razão pela qual se tornaram fundamentais para a revolução que permitiu à pintura superar a ênfase no tema que a havia marcado no romantismo e no neoclassicismo — tendências cujo foco, indiscutivelmente celebratório, incidia sobre eventos históricos (batalhas, coroações, funerais e casamentos reais) pintados em formatos grandiosos que direcionavam o olhar para a narrativa e não para a própria pintura.

A banalidade temática das naturezas-mortas abriu caminho para a contemplação exclusiva de elementos cromáticos, formais, espaciais e compositivos, que não só se tornaram essenciais para a fruição modernista, como abriram caminho para a arte abstrata com Wassily Kandinsky, em 1910. (*com informações de vários sites)

romulo fialdini

morta

Milton Dacosta (1915-1988)

 


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