EM CUIABÁ

Educação pra pensar, não pra obedecer



luiz sayão

ensino dentro

 

Profissionais da educação e estudantes de diferentes níveis participaram, nesta quinta-feira (30), do segundo dia nacional de mobilização em defesa da educação pública. A manifestação aconteceu em Cuiabá, na Praça da República, bem como em diversas outras cidades do país, e teve como principal objetivo pressionar o governo a reverter o corte de 30% no orçamento da Educação.

Carregando um cartaz com a frase “lutamos por uma educação que nos leve a pensar e não a obedecer”, o senhor Antônio Benedito Guimarães disse que participava do ato pois seus filhos e netos estudaram na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e no Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT).

Sua filha, Marilza Guimarães, completou dizendo que queria defender o direito da sociedade de ter educação pública. “O IFMT e a UFMT são muito importantes para nós, de classes mais baixas, conseguirmos dar aos nossos filhos uma educação de qualidade”, afirmou.

A estudante Ivana Vitória Rodrigues, do curso de publicidade da UFMT, lembrou que os cortes poderiam inviabilizar o funcionamento da universidade a partir do segundo semestre. “Eu quero me formar, mas eu vejo a situação precária da estrutura lá e, sem esse dinheiro, não vai ser possível continuar estudando”.

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Alunos da educação básica também estavam presentes na manifestação. Entre eles a estudante Emanuele Jasche Quadros, do nono ano, da Escola Estadual Marechal Rondon. “Vim para lutar pela educação e pelo meu colégio, que está cheio de goteiras e onde dependemos da comunidade para fazer pequenos reparos, inclusive no teto das salas de aula”.

Bruno Márcio Spindola, técnico-administrativo da UFMT, salientou que o ato pode pressionar os parlamentares de Mato Grosso em defesa da educação pública. “Não acredito que o governo possa ser sensibilizado por isso, mas espero que a mobilização pressione nossos representantes contra o corte”.

A Pró-Reitora de Pesquisa da UFMT, professora Patrícia Osório, afirmou ser um momento importante para a sociedade, que se manifesta em defesa de toda a educação, desde a infantil até o ensino superior. “Precisamos mostrar que os cortes não vão resolver o problema do Brasil, muito pelo contrário. É pela educação que vamos melhorar o país”, concluiu. (*com assessoria)

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