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Cinema chinês contemporâneo



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O chinês Bi Gan tem apenas 31 anos e já acumula indicações e prêmios em eventos do cinema mundial. Além de cineasta, é também roteirista, fotógrafo e poeta. Já dirigiu dois longas, sendo que o segundo, "Longa jornada noite adentro", ganha exibição na próxima sexta (20), em Cuiabá.

A sessão é gratuita e acontece na Sala Névio Lotufo, do Cineclube Coxiponés (UFMT). Para  maiores de 12 anos, às 14h. É exibido através da curadoria e mediação de João Pedro Régis.

O drama traz o personagem Luo Hongwu, que volta para sua cidade natal depois ter ficado impune por um assassinato que cometeu há 12 anos. As memórias da mulher que matou voltam à tona. O passado, o presente, a realidade e a imaginação começam a se confrontar, enquanto as lembranças dessa mulher enigmática e bonita ressurgem, e ele começa sua busca por ela. 

A crítica recebeu o filme de maneira razoável, mas com algumas ressalvas. Sua longa duração (138 minutos), com direito a passagens onde a narrativa não entrega de graça o que acontece verdadeiramente na história, são coisas que jamais conquistam unanimidade entre os críticos, além de espantarem o público que prefere o cinema de entretenimento. 

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No meu caso, tais características funcionam mais como atrativos e até sinto vontade de conferir "Longa jornada noite adentro", produção homônima da dramaturgia de Eugene O'Neill (EUA), ganhador do Nobel de Literatura. O texto de O´Neill também foi adaptado para o cinema, mas o novo filme chinês nada tem a ver com a criação do autor estadunidense, a não ser o nome.

Sobre este seu segundo longa, em entrevista, disse Bi Gan: "Nunca fiz cursos de roteiro, então desenvolvi meus próprios hábitos de escrita. Originalmente, 'Longa jornada noite adentro' era um filme noir, próximo de 'Pacto de sangue', de Billy Wilder. A partir desse meu processo de ‘destruição’ de cena após cena, o filme finalmente assumiu o estilo que tem hoje.”

Pesquisando sobre o cinema de Bi Gan descobri que ele se assemelha com a criação de Wong Kar-Wai, um cineasta chinês de Hong-Kong, cuja cinematografia sempre admirei. Mas hão de dizer, e com razão, que isso é uma questão de gosto. O tyrannus gosta sim de narrativas arrastadas e que flertam com a inverossimilhança, com paletas de cores expressivas e elaboradas, que normalmente resultam de cineastas autorais, originais e... premiados. (*com informações de vários sites)

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