CONTO

A incrível história de José dos Anjos



I

Todos os fatos que narro aqui são a pura expressão da verdade. Se bem que não foi nada fácil saber de todos os detalhes de uma existência tão pouco convencional. Colhi-os aqui e ali, revelados meio sem querer... Quero dizer, na articulação de um assunto surgiam coisas que parecem impossíveis, ligados à lendária figura de José dos Anjos. Falar dele mesmo, as pessoas resistiam, mas estando ele ligado a fatos que são de conhecimento geral as verdades foram se revelando, depois de mais de 10 anos de intensa pesquisa. Eu mesmo não o conheci, pessoalmente. 

Nasceu de 15 meses, de um parto de 15 horas. Não chorou. Fixou seus grandes olhos negros à parteira como se a condenasse pelo inevitável feito de tirá-lo do útero. A mulher ficou tão impressionada, contam, que quase deixou que o bebê fosse ao chão e se recusou a atender outras parturientes a partir daquele dia. Nos braços da mãe, José dos Anjos sorriu e quase a estrangulou num abraço. Com um mês de nascido já gatinhava com desenvoltura e com três já conseguia se equilibrar nos pés um tanto quanto desproporcionais ao corpo. Aprendeu a andar logo depois ao mesmo tempo em que aprendeu a correr. 

Os pais dividiam sentimento de orgulho e medo. “Essa criança não deve ser normal”, disse-lhes o Dr. Peixoto quando soube do fenômeno. O próprio médico procurou os pais, por fim, e constatou que o menino parecia bem normal. Um pouco grande para a idade, pés é mãos enormes, mas parecia uma criança como as outras. Tinha então três anos. 

Durante a consulta, a mãe permanecia segurando a mão direita do menino e o pai repousava sua mão no ombro esquerdo dele. Eder Jofre tornara-se campeão mundial de boxe justamente naquele dia. O pai tinha ambições desse tipo para o menino, mas a mãe guardava reservas a força um tanto quanto descomunal da criança. O médico examinava-o apreensivo.

José dos Anjos passou por toda sorte de exames com serenidade, mas a mãe permanecia sempre em contato direto com ele. Quando o médico pediu para que se afastasse um pouco, ela fingiu não ouvir e pairou um clima de estranheza no ar. “Fique tranquila”, disse, “não vou maltratá-lo”. O pai interviu, dizendo que a mãe deveria ficar perto, muito perto. Olhares perplexos, mas o médico avançou nos exames mesmo com a mulher ali. “Saúde de ferro”, concluiu por fim.

O fato é que José dos Anjos já havia feito algumas estripulias muito pouco convencionais para uma criança de três anos, o que preocupava os pais. Só a mãe exercia poder sobre ele. Desde o abraço pós-parto, a mulher sentia a crescente força do menino, temendo morrer sufocada por ele, num dos seus arroubos de ternura.

Quando os três se viram na rua houve um respiro conjunto de alívio dos pais e um sorriso terno do menino que se comportara exemplarmente. “Saúde de ferro”, ele ainda repetiu, já que permanecera mudo, mesmo diante das perguntas diretas do médico.

José dos Anjos nunca ficara doente, apesar de não ser afeito a qualquer pano sobre si. Rasgava a roupa se não conseguisse tirá-la rapidamente. A mãe ralhava com ele, mas acabou condescendendo a que ele ficasse quase nu. Conformara-se e tentava prepará-lo aos poucos para quando tivesse que ir à escola. 

Às vezes, a pobre mulher não o encontrava na cama pela manhã ou mesmo de madrugada. Nas primeiras ocorrências apavorou-se muito, até aceitar este estranho hábito do menino. Era diversificada sua tendência noturna: dormia debaixo da cama com o cachorro, arrastando lençóis e cobertores; encarapitava numa árvore e dormia pendurado, mesmo com braços e pernas caídos; subia com o travesseiro no telhado e dormia no sereno. Pensavam se tratar de sonambulismo. A prática se esvaiu, no entanto, com o tempo.

José dos Anjos parecia impermeável ao que não lhe tocasse os sentimentos. Tinha brandura nos olhos.

II

Aos sete anos, como todas as crianças naquele tempo, José dos Anjos foi matriculado no Grupo Escolar.  Muito de ansiedade dos pais em torno de sua adaptação, apesar de que naquela altura lia e escrevia com desenvoltura e resolvia problemas complicados de matemática. A professora ficou verdadeiramente escandalizada com a precocidade dele: “Nunca vi nada igual”. Dispensou-o das atividades de alfabetização e em uma circunstância em que lhe escapou uma frase em inglês ele prontamente traduziu-a para as demais crianças. 

Em uma semana do início das aulas avançaram-no para o quarto ano, com as crianças de 10 anos. Não houve a menor dúvida do Conselho Escolar, nesse sentido. Em uma reunião exclusivamente para estudar tal questão trouxeram o menino para uma espécie de avaliação oral. A professora já havia exibido o seu caderno e revelado a sua desenvoltura em sala. Fizeram-lhe várias perguntas e foi um momento muito angustiante, porque ele permanecia em silêncio a cada uma delas. O Diretor, tentando apaziguar, resolver a situação definitivamente, uma vez que estava quase impossível a permanência do menino no primeiro ano, demorava com ele em cada questão. Silêncio. A professora argumentou que ele poderia resolver por escrito, uma vez que parecia constrangido. No extremo do impasse, José dos Anjos começou a falar e respondeu todas as perguntas em uma única resposta, articulando-as no sentido da completude de cada questão. Parou de falar, bruscamente. A professora se fez em pranto e o Diretor rompeu o silêncio com palmas medidas. Todos aplaudiram. José dos Anjos permaneceu impassível. A questão que perturbava os professores era como uma criança de sete anos conseguira tamanho conhecimento. Na verdade, não conseguiram avaliar precisamente a correção das respostas. 

Não teve dificuldade nenhuma na assimilação dos conteúdos do quarto ano. Naquele tempo um único professor ministrava todas as disciplinas: gramática, matemática, educação moral e cívica, história, geografia, ciências, ensino religioso e educação física. Não sei se ainda funciona assim. Sr. José de Lima era fleumático e generoso, mas um tanto quanto desatento. Ignorou as advertências que lhe fizeram em relação ao menino. Obrigou-o às anotações em sala de aula, como diziam: “copiar da lousa”. José dos Anjos se abstinha de tal prática. Fazia anotações, sim, mas aleatórias e, por vezes, dedicava-se a desenhar. A primeira prova deixou o professor assustado, mas ele foi rigoroso na nota, afinal ele escrevera em português arcaico. O caso alarmou os demais professores. Os dois Josés (o de Lima e o dos Anjos) ignoraram o fato. 

III

José dos Anjos parecia impermeável ao bulling. Naqueles idos, aliás, não existia tal terminologia: os dissabores do cotidiano eram absorvidos com relativa naturalidade. O fato é que o menino aplacava com o olhar a eventual fúria dos colegas. O pai ou a mãe revessavam os cuidados em leva-lo à escola. Temiam que alguma coisa acontecesse com o filho. Como viverá sempre muito preso, apreciava muito o caminho da pequena vila onde moravam até o bairro da estação onde ficava o Grupo Escolar. No horário do recreio, quinze minutos, o menino encontrava um lugar que não chamasse a atenção de ninguém, devidamente instruído que fora. Tudo caminhava bem. Às ameaças dos valentões, ele fingia não ouvir ou respondia “não sei”. Calma se fez, pelo menos, no primeiro mês de aula.

Talvez a sensibilidade de José dos Anjos tenha chegado ao limite possível diante dos fracos e oprimidos. Jeremias era um negrinho muito esperto e de riso fácil que punha alegria em certos momentos tensos. Quando o empurraram contra a parede, automaticamente José dos Anjos empurrou o agressor que ficou muito machucado, tamanho foi a força que levou-o a se chocar com a mesma parede. O caso foi para a diretoria. Os pais do agredido foram pedir explicação. José dos Anjos foi suspenso por três dias. Repreensão de todos os lados. 

Quando retornou às aulas notou que todos se afastaram dele. Bem, já vivia meio solitário. Até Jeremias não conversava mais com ele. Foi pedir desculpas ao menino agredido que correu dele como de um monstro. Bem, já houvera outro momento complicado da relação dele com os colegas durante a aula de educação física. Quando a coisa se restringia aos exercícios individuais conseguia passar quase ileso aos olhares, apesar do desempenho muito além das possibilidades de uma criança de sete anos. O problema foi quando o professor, Senhor Jair, resolveu promover um jogo de futebol. José dos Anjos pediu para não participar, porque não estava se sentindo bem. O mestre ignorou a apelo do menino. Nardão e Alemão, os melhores no esporte, puseram-se a escolher o time. Ninguém o escolheu. Pensou-se salvo quando Jeremias, que ficaria no gol, foi embora sem explicação. “Coloca o Zé no gol”. Ele foi. Houve certo desanimo dos demais jogadores, mas a partida começou. Dizer que José dos Anjos era uma muralha intransponível talvez seja a mais clara verdade, apesar de parecer um exagero. Seus reflexos eram precisos. O menino pensou que seria oportuno deixar que o adversário fizesse um gol, porque o placar estava cinco a zero para o seu time, mas não houve oportunidade de simular um fracasso e o placar acabou em seis a zero. O time comemorou muito, mas esqueceram do goleiro e suas defesas espetaculares. Quando todos voltavam para a sala José dos Anjos deu de cara com Jeremias sorrindo. “Ninguém pode com você, Zé”. E caminharam juntos, em silêncio.

VI

A maior preocupação de José dos Anjos era manter-se invisível. Os pais alcançaram confiança suficiente para deixar que ele fosse sozinho para a escola. Sentava-se ao fundo da sala e permanecia sempre em silêncio, em qualquer circunstância. Aprendera a não chamar atenção, continha-se para não adiantar resposta ou demonstrar conhecimento que, sabia, muito além dos outros alunos. Aprendera a ler por meio de uma Bíblia Sagrada que a família mantinha, presente do avô. Por conta disso o português arcaico com que conquistará a primeira nota baixa. Tratava de demonstrar surpresa quando contava a professora de ensino religioso a história de Ester ou Davi. Quando das provas, simulava que gastava muito mais tempo do que na verdade necessitava para evitar os comentários. As brigas em que se envolveu, tratou de não humilhar por demais os eventuais desafiadores. Não foram muitas, mais exemplares. Atirou Nardão dentro do riacho, impedindo que ele o seguisse; simplesmente correu quando foi provocado por Alemão e chegou a levar um forte murro rosto sem reagir. Só revidou quando fortemente coagido. Devolveu o soco e aniquilou o outro, bem mais velho e maior que ele. 

O professor José de Lima não corrigia mais as provas dele. Lia para admirar a notável inteligência do menino. E foi ele que indicou que poderiam passar para série mais adiantada. Era um prodígio. Quando José dos Anjos ficou sabendo disso entrou em pânico. Não porque não se sentisse seguro, mais por conta de Maria Aparecida da Silva a que todos chamava de MAS. Ela passou a participar das aulas no meio do semestre e encontrou carteira no fundo da sala, ao lado dele. Era viva, alegre, bondosa e gentil, e tratava o Zé com uma normalidade que o encantou desde o primeiro dia. Todos queriam estar com ela e ela queria esta com ele. E lentamente assimilaram o esquisitão. 

MAS não tinha nenhum embaraço em elogiá-lo publicamente, como alguém que limpa uma vidraça para que se veja a realidade lá fora. Levou-o a sua casa para que seus pais  conhecessem o menino genial e foi a casa de José dos Anjos para externar sua admiração aos pais dele. Poucos dias depois Zé estava na sala da oitava série, em outra escola, mas MAS nunca mais sairá de sua vida.

V

José dos Anjos, aos oito anos, já estava na oitava série e arrancava de todos comentários de assombro. Tinha folego para longas leituras e escrevia ensaios de filosofia e poesia. Os pais tinham ilimitado orgulho, mas, por vezes, insegurança por não estarem à altura da genialidade e força do filho. Foi por essa época que ele se negou a participar de um programa de televisão. Fizeram uma reportagem, mas o filmaram de longe, voltando da escola e alguns depoimentos dos seus colegas. MAS brilhou como uma espécie de agente do prodígio. 

José dos Anjos alcançou mais independência em relação à proteção dos pais. Momento memorável foi quando esteve no Jardim Zoológico, levado pelo tio. A cidade de São Paulo causou-lhe espanto e perplexidade e o sentimento combinou-se à dor de ver os animais presos. O tio ficou até triste, porque esperava que o menino ficasse alegre ao ver os animais selvagens pela primeira vez. “Fiquei tio”. Mas estava triste. O tio entendeu, sem mais palavras. Zé ficou longamente olhando para um leão que há um determinado momento parecia olhar fixamente para ele, também. A temperatura caíra um pouco. O ruído de vozes, o canto dos pássaros, o farfalhar das folhas criavam uma melodia amarga e aquela imobilidade. O tio foi tomado de um estranho incômodo e resolveu comprar um saquinho de pipoca no sentido de tentar alegrar o sobrinho. Há poucos metros havia um daqueles carrinhos. Saiu nesse intento. Demorou alguns minutos, mas quando retornou presenciou a cena mais inusitada de sua vida: José dos Anjos estava dentro do grande cercado, muito próximo do leão. “Olha o menino com o leão”, alguém gritou. O velho quase desfaleceu. Pairou um silêncio monstruoso e uma multidão se acercou da grade. “Silêncio ou assustamos o bicho”. O menino, como se ignorasse o perigo, aproximou-se mais do leão que, parece, não via problema na invasão. De repente, a fera se levantou e urrou e José dos Anjos, para espanto de todos, aproximou-se mais ainda. Neste momento dois empregados do zoológico invadiram a espaço, afastaram o leão e um deles carregou o menino pelo abdômen. A multidão respirou. José dos Anjos foi severamente admoestado pelo veterinário e pelo seu tio. “Ainda estava vivo por milagre”. O tio interpretara o evento como uma tentativa de suicídio do menino, mas não fez maior esforço para desvendar a complexa razão que o levou à perigosa aventura. Por fim, José dos Anjos, sem muito esforço, conseguiu que ele guardasse segredo do ocorrido.

A acessibilidade de José dos Anjos aos animais era inexplicável. Cachorros o seguiam pela rua; gatos adentravam pela janela do seu quarto para dividir o ambiente com ele; pássaros enfrentavam perigos para pousar no seu ombro em situações esdrúxulas e corria até boatos que ele promovia cura de animais com o toque das mãos. Acontecera mesmo. No empório do Venceslau. José dos Anjos foi, a pedido da mãe, comprar pão. Do corredor, atrás do balcão ele pode ver o cachorrinho e, como se adivinhasse o problema invadiu a casa do comerciante sem autorização e estava com as duas mãos postas sobre o corpinho debilitado do desenganado animal e parece que orava, de olhos fechados, quando a mulher de Venceslau presenciou o ritual. O fato é que no outro dia a bichinho estava lépido e fagueiro como sempre fora. Aquele tempo não havia o que hoje chamamos de cesta básica, mas o Venceslau presenteou o menino com muita coisa e não cobrou os pães. Passarinho machucado ele curava; curou um burro, uma vez, gatos, coelhos... Grande a lista. Chegaram a levar os bichos doentes para os seus benzimentos, mas a mãe se comportava rispidamente em tais ocasiões, afugentando as pessoas com os animais. Arrependeu-se depois, mas sua ira ganhou fama. O povo se acostumou a ver José dos Anjos passando a caminho do ginásio, seguido por uma fila de cachorros e, por vezes, pássaros de variadas espécies sobrevoando o local. Quando alguém estranhava tinha sempre quem lembrasse: “é o santinho dos animais”. 

VI

Com 10 anos, José dos Anjos estava apto para entrar na Universidade. O seu caso não era inédito. Sabia que era superdotado, mas não era o único. Havia outros adolescentes na mesma situação e universidades preparadas para recebê-los, no entanto, não no Brasil. O Conselho Estadual de Educação interessou-se pelo caso. Levaram-no para uma reunião em São Paulo em que participaram outras crianças na mesma situação. A mãe chorava diante da possibilidade quase certa de perdê-lo para uma universidade em Portugal ou na Holanda.

Durante a entrevista em que participaram, além do Secretário de Educação, um pedagogo e uma psicóloga, José dos Anjos permaneceu impassível. Aliás, a confusa genitora permaneceu no corredor, sob orientação da banca de entrevistadores. Ele respondeu prontamente todas as perguntas com certo tédio e com monossílabos. Recebeu panfletos coloridos das instituições que poderia acolhê-lo, mas não deu atenção. Em determinado momento, o Secretário parou de falar ao perceber que o menino não estava prestando atenção no seu entorno, uma vez que olhava fixamente para uma estante de livros; o pedagogo fez um gesto largo de incompreensão e a psicóloga foi peremptória: “é necessário, primeiramente, que ele queira abraçar o desafio”. O silêncio pairou constrangedor. “Bem, foi neste sentido que o trouxeram, não é?” Perguntou-lhe, então, o pedagogo: “o que está acontecendo, senhor José dos Anjos?” Silêncio. Voltou a psicóloga: “É! É preciso querer”. 

O menino levantou-se e se dirigiu à estante e tirou um livro de Fernando Pessoa. Procurou um pouco, folheando as páginas e se pôs a ler:

Não basta abrir a janela 
Para ver os campos e o rio. 
Não é bastante não ser cego 
Para ver as árvores e as flores. 
É preciso também não ter filosofia nenhuma. 
Com filosofia não há árvores: há ideias apenas. 
Há só cada um de nós, como uma cave. 
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora; 
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse, 
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela. 

Entreolharam-se. O pedagogo aquiesceu, a psicóloga sorriu e o Secretário, no entanto, demonstrou clara perplexidade, aguardando que alguém explicasse o que estava acontecendo. José dos Anjos, mesmo, respondeu: “Mandem-me para Portugal. Vai dar tudo certo”.

Apesar do pronto deferimento do Secretário de Educação, ninguém ficou sabendo para onde foi o santinho dos animais. Quando Maria Aparecida da Silva esteve, na manhã seguinte, em casa da família Anjos, para ver o amigo antes que ele viajasse não encontraram José em parte alguma. Desaparecerá por completo, sem rastros ou pistas. Abraçara forte a mãe, na noite anterior, como há muito não fazia. 

Coisa sinistra. Todos os seus animais desapareceram também.

gatto

Dante é natural de São Paulo, capital. Professor aposentado da Unemat e colaborador do Programa de Pós-graduação de estudos literários. Reside em Tangará da Serra (MT) desde 1998. Sua peça "A noite dentro da noite", em 1990, recebeu o Prêmio "Textos inéditos do interior", do Projeto "Oswald de Andrade de Dramaturgia". Publicou três livros de poemas: "Poesias" (1980); "Unimultiplicidade poética" (2005) e "A Ferida e outros poemas" (2015)


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