Escola de Fotografia




Com toda essa tecnologia disponível, cada um de nós é um fotógrafo. Potencialmente falando. Um dos grandes lances de uma foto é a perpetuação do momento. O instante que fica gravado. Cravado. Que vontade que dá sair por aí fotografando tudo que a vista alcança. Técnica e sorte contam para que uma foto vingue. Estar diante do flagrante e conseguir manipular a câmera com a precisão cirúrgica ajuda muito. Conhecimento nunca se despreza. Quanto à sorte, a gente tem que estar sempre disponível pra ela.

Para se aprofundar nessa história toda, o fotógrafo Walter Firmo chegou a Cuiabá na última sexta (26/11) e compartilhou seus conhecimentos com um seleto grupo de 18 fotógrafos locais. De sexta até segunda-feira (29/11), uma carga horária animal, com teoria, prática e, acima de tudo, muita disposição. Essa armação foi do Zé  Medeiros, entenda-se José Medeiros Imagem, pessoa física/jurídica. E para 2011 vem novidade por aí: uma Escola de Fotografia, com atividades ao longo do ano inteiro.

Walter Firmo, uma referência em matéria de fotografia, conhecido especialmente pelo seu trabalho com a cor, chegou sexta de manhã e foi comer peixe em Bonsucesso, onde se emocionou. Ele viveu parte da sua infância em Corumbá e é conhecedor das delícias e imagens que uma beira de rio em região pantaneira ostenta. Depois de uma peixada, um descanso. O sol baixou, é hora de arrebanhar os alunos e falar um pouco sobre o tripé ‘ladrão, arquiteto e o invisível’. Não, não é um nome de filme. São estilos: o ladrão é aquele que rouba a imagem, o arquiteto prepara sua imagem e o invisível é uma mistura dos dois. Sem alongar muito, é isso.

Sábado de manhã a trupe de fotógrafos zarpou para o Centro Histórico de Cuiabá, em busca do movimento da cidade. À tarde, um pouco de teoria com foco no universo e na criatividade em torno da cor. Domingo, na feira livre do CPA, foi a hora de colocar a teoria em prática. Firmo, que já é um senhor, deu a maior canseira na gurizada, mostrando que fotografia é, sim senhor, trabalho físico também. Durante a tarde, uma paradinha pra olhar as fotos da feira e avaliar.

Segunda de manhã teve uma espécie de aula extra. Parte da galera tocou pra Chapada em busca de mais experimentos práticos. Lá a equipe foi reforçada por Izan Petterle, fotógrafo renomado, com um pé em São Paulo e outro aqui mesmo em Chapada. E pronto. Ponto final. A gente registra aqui os nomes dos fotógrafos que investiram nesse final de semana que não foi bem pra descansar: Anderson, André, Biro, Cristina, Duflair, Elisa, Gabriel, Jana, Juliana, Júnior, Lucas, Luis, Márcia, Márcio, Marcos, Marcus, Rafael e Rai. Ao longo deste texto, algumas fotos que surgiram ao longo do curso, sem comentários, legendas ou créditos... É só uma pequena mostra do que é a fotografia com qualidade.




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