CONTO

Quem escuta, ouve a seus males*



 – Quando erramos – disse um dia certo amigo – se reparar o erro é impossível, resta-nos ao menos a possibilidade de expiá-lo com uma confissão explícita e franca. Gostaria, minha amiga, de ser minha confessora.

– Oh, sim! – me apressei em responder.

– Confessora em plenas condições?

– Sim, excetuando uma.

– Qual?

– O segredo

– Oh! mulheres. Mulheres, não conseguem calar nem mesmo ao preço de vossa vida; mulheres que professam um verdadeiro culto pela conversa sem compromissos: mulheres que... Mulheres que temos de aceitar como elas são.

– Acuso-me pois – começou ele já resignado a minha indiscreta restrição – acuso-me de uma falta grave, enorme, e me arrependo até onde pode se arrepender alguém curioso, por ter satisfeito sua devoradora paixão.

I

Eu conspirava, em um tempo não muito distante, e, denunciado por agentes do governo, fui obrigado a esconder-me. Um amigo me deu asilo, obviamente, que no lugar mais recôndito de sua casa. Era um quarto, ao final do jardim, cuja porta se escondia completamente detrás dos ramos de uma videira. Suas paredes, forradas de um carmesim damasco, davam uma impressão bem antiga. Tinha sido o quarto do avô da casa, cujo imenso leito dourado, vazio por sua morte, ocupava eu... mas de uma forma bem distinta! O ancião cavalheiro, dormia – imaginava eu – um sonho bem-aventurado por trás das espessas cortinas de veludo verde, agitadas agora pela tenaz insônia que circulava por meu sangue de conspirador e de algo mais: de curioso. Mas julgue por si mesma.

Desde minha primeira noite, naquele quarto, escutava, sem que me fosse possível determinar de onde, uma voz. Uma suave e bela voz de mulher que falava, mesclando-se com vozes de homens; e depois, parecendo estar sozinha, lia prosa e versos como os teria declamado Raquel e cantava como Malíbran os trechos mais sublimes do repertório moderno, entre eles uma serenata de Schubert cujas notas graves tinham uma melodia celestial.  

Passei vários dias intrigado, auscultando entre as molduras douradas que sustentavam a tapeçaria, tateando as paredes e buscando por toda parte o lugar por onde penetrava o eco daquela voz.

Pareceu-me que ao me aproximar de um grande armário colocado em um dos cantos, ouvia mas clara e próxima a voz. No entanto aquele móvel era tão pesado que considerei inútil tentar move-lo sozinho; mas de nenhuma forma renunciei a ideia de conhecer o que ele escondia por detrás.

Assim, quando anoiteceu, o velho negro encarregado de servir-me em meu esconderijo trouxe-me o chá, coloquei em sua mão um dobrão e pedi que me ajudasse a mudar aquele armário de lugar.

Ao escutar-me, o negro abriu seus grandes olhos e empalideceu.

– Ai, não senhor – exclamou com voz surda – nem por todo ouro do mundo. A velha senhora ainda está viva; e se chegasse a saber que por ali passara a infidelidade de seu marido, seria capaz de adivinhar também que eu, ai Jesus, que fui eu quem abriu esta porta para que meu amo, pobre senhor, entrasse no mosteiro... Maria Santíssima! Não, não senhor. Ademais, o armário esta incrustrado na parede e é impossível move-lo.

Custou-me muito trabalho acalmar seu espanto e quando lhe prometi um profundo segredo, ele me contou que a casa vizinha, em outros tempos, fizera parte de um convento de feiras onde seu amo teve a temeridade de amar a uma esposa do Senhor e ainda não contente com a enormidade de seu crime, profanara a casa de Deus com o auxílio de seu escravo marceneiro e carpinteiro, abrindo na parede uma passagem que dava para o interior do armário.

 – Assim é, senhor – concluiu o negro – que desde que meu amo morreu, este armário é meu pesadelo. Sempre temendo que tire o diabo da manta; sempre temendo de que uma reforma da casa revele esta passagem e o nome de seu artífice, pois a senhora sem duvida me assaria vivo.

– Não tema Juan – disse para tranquilizá-lo – Quem contaria? Eu permanecerei calado como a morte; e quando partir, o segredo desaparecerá para sempre comigo.

– Ai senhor! – insistiu o negro cedendo, apesar de continuar falando – que tempos aqueles! O amor de meu senhor durou por toda a vida da freirinha, que por outro lado, não foi longa. A pobre pombinha (assim a chamava meu amo e assim chamavam, naqueles tempos, os galãs à suas amadas), a pombinha cativa amava demais e seu amor não podendo respirar mais a mefítica atmosfera do claustro, levou sua alma para outros lugares. Meu amo esteve ao início incontrolável, mas depois, fez o que todos fazem, esqueceu sua pombinha e partiu para a casa de outras que também amou, mas em cujos amores já não interviu seu escravo.

– Juan – disse eu, interrompendo suas confidências – recorde que tens de ajudar-me e partir em seguida.

Então o antigo Mercúrio do sedutor de freiras, como se tivesse entendido bem, abriu o armário; e tirando a madeira do fundo, deixou a descoberto uma entrada fechada por um postigo, do outro lado da parede.

O negro me mostrou o trinco que o abria e fugiu dali aterrorizado.

Ao encontrar-me outra vez sozinho e dono daquela misteriosa porta, meu coração bateu com violência, não sei se de prazer ou de medo. Tinha já na mão a ponta do véu que tanto desejava levantar.

Mas como faze-lo. Com que direito ia eu me meter na vida íntima da pessoa que dormia, confiante, a poucos passos de mim. Com a mão no ferrolho e o ouvido atento, hesitei por alguns segundos entre a curiosidade e a discrição.

De repente, ouvi no quarto vizinho o roçar de um vestido e a mesma voz murmurando.

– Dois meses sem noticias! O ingrato partiu sem nem mesmo me dar adeus. Onde está ele agora? Na sua fria indiferença não lhe pareceu necessário dizer o lugar onde meu amor poderia buscá-lo, mas descobrirei. Esta ciência, cujo poder negam os homens sem fé, e ele como um deles, esta ciência me dirá. Sim, eu o quero – continuou em tom enérgico. Fechou-se a porta e tudo ficou em silêncio.

Como enfrentar a irresistível curiosidade que se apoderou de mim ao ouvir a expressão daquele amor único, revelado naquelas misteriosas palavras? Nada mais poderia me deter; tudo mais se rendeu ante o desejo de tocar com as mãos os segredos daquela estranha existência. Com a cabeça encostada no postigo, esperei por um quarto de hora. O mesmo silêncio: nada se movia ali. Então, afastando de mim todos os pensamentos que pudessem intimidar, empurrei decidido o ferrolho que me mostrara o negro.

O ferrolho, esquecido durante meio século, me assustou com um agudo chiado, mas cedendo ao mesmo tempo, abriu uma entrada estreita, como a porta de uma carruagem e eu, dando um passo, me encontrei na casa de minha vizinha.

II – A alcova de uma excêntrica

A pálida luz de uma lamparina, alimentada com álcool de vinho e colocada sobre uma mesinha na cabeceira de um pequeno leito adornado com cortinas brancas, iluminava suavemente o quarto fechado e vazio. Ao pé da cama, e sobre o mármore de uma cômoda, havia uma pequena biblioteca, em que figuravam os nomes de Andral, Huffeland, Raspail e outros autores, entre dois crânios de estudo e gravados anatômicos, que teriam levado a acreditar que aquela habitação pertencia a um homem de ciência, se uma rápida olhada em torno não persuadira ao contrário; sobre uma cesta de costura, um arranjo de flores inacabado; mais ali um véu pendurado em uma coluna do tocador e mais adiante uma saia de gaze com cintas, jogada as pressas sobre uma almofada; flores colocadas com amor em vasos de vários tamanhos, o suave perfume de extratos ingleses, o fumo azulado do  incenso exalando de um queimador de argila, tudo ali revelava o sexo de sua dona.

 Na cabeceira da cama, ao pé de um quadro que representava ao menino Deus, estava o retrato de um belo jovem, e estas imagens, das duas idades em que tanto amor se prodiga ao homem, pareciam dominar naquela simples e pobre morada artística.

As paredes daquele quarto desapareciam completamente sob sombrias talhas de madeira esculpida; e a misteriosa passagem era um baixo relevo, cercado de uma coroa de rosas entalhada.

Encontrava-me pois na antiga câmera da freira: era um santuário de seus amores, templo agora de um amor não menos apaixonado. Havia nesta coincidência, motivo para que a imaginação se pusesse a voar rememorando cenas passadas, e ante os olhos imóveis das robustas estatuetas cariátides e os bochechudos querubins daquela vetusta escultura. Mas eu não tinha tempo a perder. Se já era um criminoso não queria sê-lo à meias e tinha decidido abrir uma fresta para que meus olhares pudessem penetrar a qualquer momento na morada da minha excêntrica vizinha.

Olhei, pois, em sua cesta de costura, que, diga-se de passagem, estava em uma espantosa desordem. Dedos nervosamente crispados haviam enredado os pedaços de seda ao arrancar, ao invés de cortar as pontas; e mais de dez agulhas, que se misturavam entre rendas e fitas, me picaram os dedos quando buscava o par de tesouras que finalmente encontrei, e com as quais fiz um orifício no centro de uma das rosas entalhadas no medalhão

Era já tempo; pois apenas fechei a porta e voltei ao meu quarto saindo do armário, meu hospedeiro entrou para me fazer a companhia de todas as noites.

Confesso que nunca a presença de um ser mais antipático me foi tão insuportável como a de meu amigo naquele momento. Sua conversa, tão interessante e animada, pois era um homem de talento e muitos conhecimentos, parecia-me cansativa e monótona. Meu mal estar cresceu quando senti que no quarto vizinho se abria uma porta. Sem dúvida era ela, Sua misteriosa moradora. Teria cumprido o seu desígnio? Qual era a ciência de que falava e que lhe haviam revelado seus arcanos?

O silêncio que se seguiu me parecia de mal agouro e eu cravado em uma poltrona, diante de meu amigo não podia averiguar! Consumia –me de ansiedade, e respondia a meu amigo com ar distraído, o que ele finalmente se deu conta.

– Sofres? – me perguntou.

– Não, de maneira nenhuma – me apressei em responder.

– Pareces preocupado. De qualquer forma é melhor que durmas.

– Até manhã!

– Até manhã! – respondi com uma euforia tão pronunciada que o surpreendi e ele se foi sorrindo.

Apenas me vi sozinho, corrí a entrar no armário e olhei pela fresta aberta pela ponta da tesoura.

Tudo continuava do mesmo jeito; mas o quarto agora não estava vazio. No centro, sentado em uma poltrona, um homem passeava seu olhar assombrado. Nada dizia aquela olhada e nada tampouco revelava a expressão de sua grande boca de lábios finos e pálidos. Apenas sua testa, larga e elevada teria preocupado muito a um observador frenólogo.

Abriu-se se de repente uma pequena porta coberta por uma cortina vermelha e no fundo escuro se desenhou a figura de uma mulher. Era alta e esbelta. Coberta por um largo roupão branco, cujas dobras ondulantes mantinham a meio laço um cinturão azul; com seus negros cabelos arrojados em cacheados que caiam sobre suas costas; com passo rápido e movimentos ligeiros que podiam passar a impressão de que era o ser mais feliz da terra; mas que, uma observação mais atenta poderia revelar as lagrimas por trás de seus sorriso.

Entrando no quarto, seus olhos pousaram nos olhos do homem  com uma expressão grave, fixa e profunda que o fez estremecer.  Rapidamente, os olhos do jovem, como que fascinados por aquele olhar, permaneceram cravados nela, enquanto uma estranha languidez foi caindo sobre eles até que as pálpebras se fecharam. Então aquela mulher, se aproximou e com passos lentos, mas seguros, passou três vezes sua mão direita sobre os olhos fechados do jovem baixando depois ao longo de seu rosto e desviando em seguida em direção ao ombro, para eleva-la de novo. Em seguida, alargando horizontalmente seu braço a esquerda na altura de seu peito, disse com um tom suave mas imperioso. 

– Samuel!

– O que queres? – respondeu o jovem com uma voz reprimida.  

Ela levantou de novo repetidas vezes a mão sobre o peito e ele repetiu – O que queres? Estou pronto a te obedecer.

– Pois bem – disse ela colocando sobre a testa do jovem o polegar e o dedo indicador de sua mão direita – penetra agora em meu coração e procura nele uma imagem.

O jovem inclinou a cabeça sobre o peito e parecia dormir profundamente. Depois uma convulsão violenta sacudiu seu corpo e seus lábios murmuraram um nome. Ela sorriu com tristeza olhando com ternura para o retrato que tinha em frente. Em seguida, segurando a mão do jovem que dormia:

– Samuel! – disse – penetre com teus olhos este imenso horizonte (e com sua mão apontou para o Norte) e procure aquele cujo nome acabas de pronunciar.

A cabeça do jovem dormindo caiu outra vez sobre o peito; sua respiração se tornou gradualmente cansada e um copioso suor molhou sua testa.

A mulher de pé e com os braços cruzados, seguia com um olhar tenaz e imperioso as emoções que, rápida e sucessivamente, se vislumbravam naqueles olhos fechados.

A hora, o lugar e os objetos que ali apareciam, contribuíam para dar a aquela cena um caráter verdadeiramente fantástico, e ao contemplar aquele ser frágil, dominado com uma influência misteriosa por um ser mais forte, ao ver aquela mulher envolvida nas pregas de sua flutuante e vaporosa túnica, de pé com a mão estendida sobre a cabeça daquele homem submetido ao poder de seu olhar, terias acreditado ver uma maga celebrando os mistérios de um culto desconhecido.

A mesma convulsão veio interromper a imobilidade do jovem que dormia.

– Congele ai – exclamou.

– Onde?

– Os raios prateados da lua jogam com as ondas deste imenso rio que passa sua plácida corrente entre o bosque e uma cidade fantástica como num sonho febril. A seus pés, e preso por pesadas âncoras, um navio movido suavemente por uma frágil brisa envia até as folhas da margem oposta os reflexos de uma iluminação cheia de brilho. Sobre sua ampla coberta, adornada com verdadeiras e perfumadas grinaldas, cem lindas mulheres, vestidas de branco e coroadas de flores, se abandonam languidamente nos braços de seus companheiros em ardentes emoções da dança. Oh! Como são belos teus olhos! Pareceria que roubaram do sol dos trópicos seu deslumbrante fulgor.

– Mas ele, onde ele está?

 – Oh! – replicou o jovem que dormia com uma voz suplicante – deixe me admirar o quadro mágico desta dança sobre as águas baixo um céu de fogo. Como são formosas! Tão formosas! Vejo ali uma que se separa deste encantado redemoinho. Se distancia em direção a proa com seu cavalheiro e inclinando-se sobre a borda estende a mão para mostrar lhe a tremula imagem das estrelas refletidas em agua profunda. Ah!

– Samuel – disse ela interrompendo, quando uma convulsão violenta contraiu repentinamente as feições imóveis do jovem que dormia – Samuel, o que você vê?

– É ele quem a acompanha.

– E por que tremes?

– Oh! – respondeu o que dormia com uma surda voz – não me perguntes... melhor que não saibas.

– Não importa: quero que digas. Diga!

Ele então abaixou a cabeça com uma resignação cheia de pesar mas ao falar utilizou uma língua estrangeira, talvez para que suas palavras soassem menos dolorosas ao coração daquela a quem obedecia com tão visível penar.

Enquanto falava, uma nuvem escureceu o rosto daquela mulher. Seus olhos brilharam como relâmpagos de uma tempestade e seus lábios murmuraram palavras confusas e inarticuladas.

Mas se acalmando de repente:  

– Samuel – disse – leia no coração deste homem.

O jovem se concentrou profundamente mais uma vez : parecia que seu espírito descera para um abismo.

Depois, seus lábios verteram lentamente como gotas de chumbo estas palavras:

– Ele ama aquela mulher.

Mas uma nova convulsão afogou suas palavras como se o tivesse ferido o mesmo golpe que ele acabara de desferir na alma daquela mulher.

Ela, no entanto, permaneceu imóvel e silenciosa; nem mesmo um músculo de seu rosto se contraiu; e se não fosse a extrema palidez que cobriu seu rosto, ninguém teria percebido a dor naquele coração de uma estranha fortaleza.

Passeou duas ou três vezes ao longo do quarto se aproximou do retrato,  contemplou por um longo tempo com um olhar indefinido, e em seguida, como se arrancasse uma recordação querida, levou a mão à testa , jogou para trás  seus cabelos, cobriu o retrato com um véu negro e caminhando para abrir a porta em frente àquela pela qual tinha entrado, regressou ao jovem que dormia estendendo a mão e  trazendo-a de volta em sua direção, enquanto ele se levantava e seguia na direção que aquela mão indicava.

Quando cruzaram o umbral, a porta se fechou atrás dele e ainda escutei a voz daquela mulher que dizia:  

– Samuel, desperte!

Ainda a vi depois sentar ao pé da cama e esconder o rosto entre as mãos.

Não tinha mais nada a ver ou averiguar ali; a lamparina tinha apagado, eu já não via mais aquela mulher e permanecia ainda colado àquele postigo que me separava dela; o silêncio reinava em torno; não obstante em meu cérebro ainda zunia um ruído tumultuado como aquele das ondas do mar em uma tempestade. Eram as batidas de meu coração, era uma raiva imensa, desesperada, que rugia em minha alma, era... eram os ciúmes, era que eu amava àquela mulher com o amor ardente que inspira o impossível; que a cobiçava para mim, enquanto era outro que possuía a sua alma.

A luz do dia, penetrando em seu quarto, mostrou que ela estava no mesmo lugar. Nem ela e tampouco eu tínhamos mudado de posição...

III

– Quem escuta, ouve seus males  – disse eu com o ar sentencioso de um confessor.

– Mas... você não escuta  – disse meu penitente interrompendo de improviso – Você não escuta?

–  O que?

– O apito do trem. Hoje chega o vapor do Sul e devemos ter notícias importantes de Arequipa.

Disse e sem escutar meus pedidos, meus gritos, meus protestos e a formal ameaça de lhe negar a absolvição, o ímpio pegou seu chapéu e em seguida ganhou a rua, embarcando imediatamente para Islay de onde, dirigindo-se a Arequipa, lutou nas trincheiras no sete de março e livrando-se milagrosamente do garrote "libertador", passou ao Chile, onde contam que para não perder o costume, tomou parte ativa na revolução que pouco depois começou naquele país. Quando a revolução fracassou, foi a Europa, acompanhou a Garibaldi em sua expedição a Sicília. Ele o seguiu e caiu com ele em Aspromonte, não morto, mas sim prisioneiro. Fugiu e agora anda perdido como uma agulha neste mundo de Deus.

Incorrigível conspirador! Que o guarde bem os céus e que um dia ele termine sua confissão e possamos saber, bela Cristina, o fim de sua recriminável e bem castigada espionagem.

 

*Reproduzido de http://contosquevalemapena.blogspot.com, tradução de Marcelo Antinori

 

gorriti

Juana Manuela Gorriti (1818-1892), uma argentina, que está entre as primeiras grandes escritoras latino-americanas


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