Leonardo Yule


 
Atire a primeira pedra aquele que nunca foi a um teatrinho de escola? Numa apresentação de balé de menininhas, de tutu rosa, dançando o inexorável Danúbio Azul? Ou em festinhas juninas, da primavera e de final de ano, a convite de uma criança? Claro que os pais vão, mas não escapam os que não têm filhos porque existem sobrinhos, primos, filhos de amigos, filhos de namorada(o)s etc. É difícil não se apegar a uma criança, pelo menos quando ela está naquela idade da inocência e a vida ainda não a endureceu.

Só de pensar que há uma criança no palco, te procurando com aqueles olhinhos desesperados, pra mostrar seu trabalho... Coisa de  derreter o gelo de qualquer coração. E quando os olhos se encontram, vem um sorrisinho sem graça, um tchauzinho disfarçado, um cochicho com o coleguinha do lado para te mostrar. São momentos importantes na vida de ambos.
Além de nossos filhos, acompanhamos o nascimento e crescimento de filhos de nossos amigos e parentes. O mais bacana é ver que todos, sem exceção, estão se tornando pessoas especiais. Vimos crianças levadas, choronas e birrentas tornarem-se homens e mulheres éticos, responsáveis. Gente cuidadosa no trato com as pessoas e com o ambiente em que vivem.
É bom ver os amigos felizes, principalmente quando a felicidade vem de seus filhos. Essa é uma sensação recorrente quando a gente vai conferir os concertos que o Léo protagoniza. Afinal, Leonardo Boabaid Yule é filho de Louriza e Juliano, amigos de longa data, lá se vão mais de trinta anos.
Então, ele subiu lá no palco do Sesc Arsenal e mandou ver com seu violão acompanhado por seu pai, Juliano Yule, Sandrão, Daniel Bayer e Fidel Fiori. O Léo desenvolve um projeto que tem como objetivo formar novos concertistas. Pela segunda vez ele e seus pupilos se apresentam no palco do Sesc: André Hirooka, veterano, pois se apresentou com ele no ano anterior, e os irmãos Gabriela e João Carlos do Vale, estreando este ano. Não precisa nem dizer da emoção dos pais, né?





Passearam pelo concerto violões, xilofone, viola de cocho, baixo e percussões. E músicas de Manuel de Falla, Tom Jobim, Roberto Victório, Garoto e Abel Carlevaro, entre outros. Não acho que vá caber aqui elogios ou mesmo comentários mais ao estilo de resenhas. E nem prolongar muito a conversa.

Lembramos que o Léo é o primeiro dos muitos filhos de nossos amigos. O primeiro bebê que o Lorenzo pegou no colo e que lhe deu uma mijada. Só pra avisar, tem muito pra vir ainda, gente boa e competente. Cada qual com seu estilo, fazendo acontecer.





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1 Comentário(s).
para um poeta de meias
palavras bastam.

(Tiranus, larga mão de ser melancólico, hasuahsuahsuahshua - é fria!)
enviada por: Eduardo Ferreira    Data: 22/10/2012 10:10:10

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