CULTURA ISLÂMICA

Museu "Dar Al Medina"



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O "Dar Al Medina" conta com rico acervo em torno da história de Maomé, a cultura urbana de Medina e a civilização islâmica

O profeta Maomé (571-632) ganhou, semana passada, o seu primeiro museu dedicado à sua vida. Foi inaugurado na cidade de Medina, na Arábia Saudita, o "Dar Al Medina". Fica aberto para a visitação de sábado a quinta-feira e o custo do ingresso para adentrá-lo está em torno de sete dólares.

"Este é o primeiro museu especializado na história, no patrimônio cultural de Medina, e um passo importante na história do profeta", afirmou Hassan Taher, diretor executivo do museu, ao "Arab News". 

O museu tem quatro salas e nelas estão disponíveis, no geral, as obras mais importantes sobre o profeta, imagens de Medina, pinturas raras e coleções da história islâmica. Através desse rico acervo, os visitantes terão acesso à história de Maomé, a cultura urbana de Medina e a civilização islâmica.  

Além disso, há um salão a pátio aberto para os visitantes desfrutarem da natureza e da antiga arquitetura da cidade e um espaço para a realização de seminários e fóruns para o público. 

O Dar Al Medina é um dos vários museus que surgiram na tradicional cidade saudita, após a Comissão de Turismo e Patrimônio Nacional daquele País ter iniciado a emissão de licenças para a inauguração de museus privados. 

Medina

Medina, atualmente com 1,4 milhão de habitantes, é uma cidade já citada pelos assírios seis séculos antes de Cristo. É considerada uma cidade sagrada do islamismo. Sua importância no contexto histórico e religioso advém do fato de ter sido a primeira cidade regida por princípios teocráticos adotados pelo profeta Maomé, difusor do islamismo.

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O profeta

Maomé é o principal nome do islamismo. Ele nasceu em Meca, e era conhecido como Mohammad. Até os 40 anos foi mercador e analfabeto, mas, com essa idade, passou a receber  revelações do arcanjo Gabriel, o que lhe acometeu nos 23 anos seguintes. Esse conhecimento que lhe acometeu gerou o Corão, livro sagrado dos islâmicos.

Pregando a devoção a um Deus único (Alá), o profeta lutou contra o infanticídio e defendeu a divisão de terras dos ricos com os pobres. Essa postura contrariou a classe dominante de Meca, levando-o a mudar-se para Medina (cidade onde morreu), e ali arregimentou uma poderosa tropa.

Voltou a Meca dois anos depois e tornou-se um proeminente líder político. E pode se afirmar que Maomé unificou a sociedade árabe que, antes dele, era dividida em tribos e clãs. Para essa finalidade, se valeu da religião. 

Mas, para além dos aspectos da fé, a atuação dele como liderança política foi o start para que a nação árabe conquistasse o reconhecimento de pioneira cultural e científica, 200 anos depois.

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Maomé nasceu em Meca (571) e morreu em Medina (632), cidade saudita que inaugurou o 1º museu dedicado à sua vida

 

 


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