CIDADE VIVA

Traços e cores sobre o concreto urbano



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Benedito Nunes, mestre na reprodução das coisas do cerrado, participa

Embelezar a cidade é o papel de qualquer alcaide. E gosto quando transito pelas ruas cuiabanas e me deparo com tais providências. É que, sejamos sinceros: Cuiabá é uma cidade feia. Sua paisagem urbana, no geral, apresenta incompatibilidade diante do exuberante visual característico do cerrado.

O show de cores e a luminosidade espetacular do nosso pedaço, com o "pogresso", acompanhado pela explosão demográfica, foi cedendo lugar a um urbanismo improvisado, sem nenhum critério estético.

O resultado dessa história é que, prestes a completar 300 anos, a cidade tem apenas um centro histórico com casarios bonitos, mas que não são devidamente cuidados, e um ou outro bairro, ou logradouro público, com alguma proposta urbanística provida de intenções. Mas não é por aí o teor desta matéria.

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Os motivos regionais segundo a arte de Benedito Silva



Na contramão dessa situação vem o projeto Cuiabá Cidade Viva, da Prefeitura de Cuiabá, que está em sua segunda edição. Longe de ser uma solução para contornar a paisagem urbana da cidade, o Cidade Viva é aplicado em alguns pontos estratégicos de Cuiabá, onde nossos artistas aplicam a sua verve criativa com seus traços e cores, evocando a iconografia da terra.

No ano passado, os artistas deixaram sua marca no viaduto do Despraiado, na avenida Miguel Sutil. Agora, está em vias de finalização um trabalho semelhante que revitaliza o viaduto Jornalista Clóvis Roberto de Queiroz, popularmente conhecido como rotatória da UFMT, na avenida Fernando Côrrea da Costa. Aquela obra ao lado do Shopping Três Américas, convenientemente chamada também de “Piscinão do Silval”, que costuma  alagar durante a chuvarada.

“Esse projeto consiste em transformar o cinza do concreto em um espaço que simboliza a alegria e a arte cuiabana, desenvolvida e criada por esses artistas de talento e vocação. Valorizaremos essa região, e daqui partiremos para o próximo viaduto, da entrada do bairro Parque Cuiabá, que dá entrada para rodovia de Santo Antônio do Leverger, porque queremos transformar cada cantinho da cidade em expressões cuiabanas”, diz o prefeito Emanuel Pinheiro.

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Índio estilizado de Régis Gomes



O projeto é considerado uma medida importante dentro do planejamento de melhorias da Cuiabá dos 300 anos, além de apresentar baixo custo de execução, já que, grande parte dos trabalhos são feitos por meio de mão de obra própria, as mudas utilizadas na jardinagem são do Horto Florestal, e a pintura fica por conta do talento dos artistas plásticos. 

O artista plástico Fred Hortelli Fogaça coordena o grupo de sete artistas regionais que estão pintando as 23 colunas do viaduto Jornalista Clóvis Roberto Queiroz. A cada coluna pintada, o artista recebe dois mil reais. Além das pinturas, o viaduto pode ainda ganhar esculturas representando a fauna do pantanal.

Participam desta segunda etapa do Cuiabá Cidade Viva os seguintes artistas: Benedito Nunes, Benedito Silva, Linalva Alves de Souza, Régis Gomes, Sebastião Silva, Valdemar Souza e Zilda Barradas. (*com assessoria)

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O ator Lioniê Vitório (Nico, de Lau), habita uma das colunas




 

 


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