EXPOSIÇÃO

"Ex África", no CCBB - Rio de Janeiro



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Obra dos cabo-verdianos Mikhael Subotzky e Patrick Waterhouse

Está em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil - Rio de Janeiro a exposição "Ex África", a maior mostra de arte contemporânea desse continente já vista no Brasil. Aberta em janeiro passado, a visitação até 26 de março. 

Pela primeira vez o público brasileiro tem a chance de conhecer um grande e essencial panorama da arte contemporânea do continente e da identidade da África moderna, marcada por uma diversidade de encontros culturais e interações, por processos de intercâmbio e aculturações. 

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Frame de clipe da cantora nigeriana Yemi Alade

O CCBB expõe a recente produção de 18 jovens artistas reconhecidos internacionalmente, de 8 países africanos, e de 2 artistas afro-brasileiros, Arjan Martins e Dalton Paula, promovem reflexões sobre essa herança tão fundamental na formação da identidade brasileira.

São fotografias, pinturas, esculturas, performances, vídeos e uma gigantesca instalação assinada pelo ganês Ibrahim Mahama (em cada cidade ele vai construir uma instalação particular, com materiais usados e doados por trabalhadores locais) se relacionam na exposição por meio de quatro eixos distintos: Ecos da História, Corpos e Retratos, O Drama Urbano e Explosões musicais.

Feições hipnotizantes estampam autorretratos que ironizam vultos de um passado barroco. Metrópoles desoladoras são observadas através de janelas virtuais. Painéis e instalações de dimensões colossais, vídeo-arte e performances sonoras chamam atenção para conexões culturais profundas e permanentes de um continente com o resto do mundo. Essa é a África de hoje.

A interseção desses eixos mostra que o continente africano vive um contínuo e efervescente processo de renovação criativa e artística, sublinha o curador da exposição, Alfons Hug. Ele conta ainda que esse raciocínio, que está por trás do conceito e do nome da exposição, partiu da frase Ex Africa semper aliquid novi, (da África sempre há novidades a reportar), cunhada há mais de 2 mil anos pelo escritor romano Caio Plínio.

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Instalação do artista ganês Ibrahim Mahama

“A arte contemporânea africana deu as costas a dois preconceitos longamente estabelecidos: de um lado o estigma do artesanato e da ‘arte de aeroporto’ e de outro as referências etnológicas. Ainda que não possam ser ignorados os efeitos do colonialismo, não deve ser subestimada a importância do intercâmbio artístico verificado na passagem do período colonial ao pós-colonial e, nesse contexto, a reação dos artistas em relação ao período que antecedeu a independência”, afirma o curador.

De acordo com ele, não causará surpresa, portanto, que as obras que integram Ex Africa apresentem uma relação com suas raízes na cultura nativa, no cristianismo e no islamismo; assim como fortes conexões com elementos da cultura inglesa, francesa, portuguesa, hispânica e árabe. “Em contraste com a arte ocidental, a arte contemporânea africana tem a vantagem de não precisar atender a nenhum cânone e poder orientar-se unicamente pelo aqui e agora”. (*com assessoria)

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Frame de vídeo dirigido pelo nigeriano Clarence Peters

 


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