RESENHA

Filmes de Spielberg e Guillermo del Toro



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Tom Hanks e Meryl Streep travestidos em personagens de filme que retrata uma mídia a serviço dos governados, não dos governantes

Pipoca combina com sessão da tarde e Spielberg. Me lambuzei todo por causa da manteiga da pipoca e dos olhos lacrimejantes de Meryl Streep. Como não se envolver com o carisma dessa mulher incrível que, pela 21ª vez, foi indicada ao Oscar. 

Foi por aí a minha experiência com o conciso “The Post: a guerra secreta”, filme ainda em cartaz na cidade (Goiabeiras), que recebeu duas indicações ao Oscar: melhor filme e melhor atriz.  

O filme foca um pedaço da história de um dos principais e mais antigos jornais dos EUA, o Washington Post, quando, no começo dos anos 70, ele enfrentou o presidente Richard Nixon, divulgando informações bombásticas a respeito do fiasco que foi a estratégia do governo em relação à guerra do Vietnã.

As relações entre o poder e a grande mídia são colocadas na berlinda e narradas de forma bastante didática, sob vários ângulos e perspectivas, mostrando ao espectador os detalhes dessa coisa complexa. 

Além da carpintaria cinematográfica impecável, ficam mensagens que ainda não estão com prazos de validade vencidos, como “um jornal deve ser feito para os governados, não para os governantes”, ou, “o que sai no jornal é o primeiro rascunho da história”. 

forma agua

"A forma da água" é a história de um amor improvável, temperada com drama, suspense e fantasia

 

A forma da água

Fui praticamente obrigado a checar “A forma da água”, depois das 13 indicações que recebeu ao Oscar. Não tenho vergonha de dizer que jamais havia assistido um filme de Guillermo del Toro. Gostei muito.  

Gosto de histórias de amor e o belo filme, no fundo (e na flor d’água) é isso. E mais um universo paralelo de significados e imagens a desfilar diante de nossos olhos ao longo da produção. E nada é goela abaixo. 

“A forma da água”, neste mundo contemporâneo cruel, me soa como a frase de Nietzsche: “temos a arte para não morrer da verdade”.  Como aplicar, sem forçar a barra, verossimilhança e romantismo na relação entre uma mulher muda e uma criatura aquática experimental? 

Em meio a esse entrevero amoroso circundam outros personagens em papéis delicadamente caricatos, mergulhados num maniqueísmo espontâneo. A urdidura da história se desfaz como um novelo diante do espectador, cuja emoção, vai sendo conquistada pelas beiradas.

Uma trilha sonora e referências culturais que remetem a meados do século XX contextualizam o tema central que é esse amor improvável. Imagens poéticas, drama, suspense e o amor (ah... o amor) são elementos conquistadores em "A forma da água". 

Um filme que você precisa assistir pra que "fantasia" seja algo mais do que aquilo que pretendes usar neste carnaval. 

 


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