DOCUMENTÁRIO

O percurso musical do artista



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Documentário explora coisas antigas do cantor, em contraponto com as performances atuais

Terça-feira (6) tem sessão no Cine Teatro. A partir das 19h30, com ingressos a dois e quatro reais, será exibido o documentário brasileiro "Olho Nu", classificação indicativa para maiores de 12 anos. A direção é de Joel Pizzini, cineasta nascido em Mato Grosso do Sul, estado que também é a terra natal do artista em torno do qual foi realizada a produção.

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Ney: todo mundo conhece e quase todo mundo gosta

A vida e a obra de Ney Matogrosso, retratada a partir do conjunto de imagens e sons que o artista reuniu até hoje em sua casa e existentes em arquivos públicos, em contraponto com as performances atuais.

Trata-se de um espetáculo síntese de seu percurso musical que, na montagem do filme, evoca cenas e situações da história de Ney Matogrosso nos palcos e na sua vida cotidiana. Evitando o tom nostálgico e reverente, o longa busca a dimensão humana e sensível de um personagem cuja história se confunde com a melhor tradição do cancioneiro latino-americano.

Pizzini é um cineasta autoral e bastante resolvido. Tem uma linguagem própria e é criativo, um artista da imagem. Seus filmes não chegam a ser herméticos, mas ele também não entrega tudo de bandeja ao espectador. 

Sua câmera já vasculhou vidas de outros artistas como Manoel de Barros (Caramujo-flor - 1988) e Glauber Rocha (Glauber Rocha - 2004) e Rogério Sganzerla (Mr. Sganzerla – Os Signos da Luz - 2012). 

Ficha técnica

Joel Pizzini assina o roteiro e a direção. A produção é de André Saddy, além de Paloma Rocha e Sara Rocha, com fotografia de Luís Abramo. Adivinhem quem está no elenco e na trilha sonora. O filme contou com os estúdios do Canal Brasil e Paloma Rocha Produções Artísticas e Cinematográficas.

Uma curiosidade

A respeito de "Olho Nu", que esmiuça a trajetória de um dos maiores intérpretes da música brasileira - sujeito quase unanimidade, há uma curiosidade que, não posso afirmar que seja verdade e também não fico à vontade para citar a fonte. Só posso dizer que é bastante confiável.

O problema todo surgiu por causa do nome do artista alvo do documentário. Ora, Ney Matogrosso é natural de Mato Grosso do Sul e, segundo um passarinho me contou, o título original do filme traria o nome desse cantor que, logicamente, não passou a se chamar Ney Matogrosso do Sul, em 1977, quando o antigo Mato Grosso foi dividido. E isso gerou um desconforto em algumas pessoas poderosas no estado vizinho. Uma bobagem, vamos combinar.

 


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