RELANÇAMENTO

"1973, o ano que reinventou a MPB"



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Uma dessas incríveis novidades de antigamente que não merece o esquecimento

A Biblioteca Pública do Paraná realizou ontem (7) o lançamento do livro "1973, o ano que reinventou a MPB — a história por trás dos discos que transformaram a nossa cultura", do jornalista e escritor Célio Albuquerque. 

Lançada originalmente em 2013 e reeditada este ano, a obra apresenta um trabalho de arqueologia musical. A partir de uma lista de 50 importantes discos da música brasileira lançados em 1973 — selecionados por Albuquerque —, colaboradores de diferentes pontos do país foram convidados para produzir resenhas sobre as obras escolhidas. Cada resenhista escreveu sobre um disco.

Com o fim da era dos festivais da canção (1965-1972), a música popular brasileira já não estava mais presa à Bossa Nova, à Jovem Guarda, ao Tropicalismo, ou a qualquer movimento estético. E é exatamente nesse instante que a MPB floresce com todas as suas possibilidades. Reinventa o próprio cenário. Esse é o ponto de partida do livro “1973 – O ano que reinventou a MPB”, publicado pela Sonora Editora.

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Odair José, na época, censurado, por conta da "sua" pílula anticoncepcional

O livro reúne alguns dos principais discos lançados naquele ano (cerca de 50), resenhados por nomes de destaque da crônica musical brasileira. Antônio Carlos Miguel, Silvio Essinger, Pedro Só, Beto Feitosa, André Cananéa, José Teles, Rildo Hora, Tavito, Sérgio Natureza, Regina Zappa, Roberto Muggiati, Moacyr Luz, Renato Vieira, e Ricardo Schott estão entre os autores que discorrem, por vezes em tom mais intimista, sobre os discos que marcaram o período.

O ano de 1973 foi singular para a MPB. Quem poderia imaginar, por exemplo, que o país inteiro iria rebolar ao som do “Vira”, embalado por um grupo de músicos seminus, cujo principal vocalista tinha voz feminina e se contorcia no palco feito uma cobra? Nesta mesma época, em plena ditadura, Odair José fez sucesso cantando a pílula anticoncepcional; Elton Medeiros, Raul Seixas, Fagner, Walter Franco, Gonzaguinha, Francis Hime, Sérgio Sampaio, João Bosco, Lula Côrtes, Lailson, e Marconi Notaro lançaram seus LPs de estreia. Caetano nos brindou com seu experimental “Araçá Azul” e o pianista/arranjador/compositor Eumir Deodato consagrou-se como um dos maiores vendedores de discos no mundo, com sua versão para “Zaratustra”, de Strauss.

“1973 – O ano que reinventou a MPB” é um panorama completo — com fatos, relatos, depoimentos e registros — de um momento de grande efervescência no mercado fonográfico brasileiro, e que se tornou marco na memória da nossa música. (*com Jornal do Brasil e assessoria da Biblioteca do PR)

para entrar em contato com o tyrannus, use o email lorenzofalcaomt@gmail.com

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Caetano Veloso lançou naquele emblemático ano o seu experimental "Araçá Azul"

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O jornalista e escritor Célio Albuquerque, organizador da obra, com a sua "cria"


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