ESPETÁCULO CÊNICO

Sessões às 19 e 20h30



elizabeth otton

nudes

 

O artista do corpo Lucas Koester, retorna à Cuiabá para reapresentação de seu espetáculo solo "#nudes", concebido no ano passado. Sua volta à terra também enseja o início da construção de uma nova peça.

Bom, enquanto a novidade não chega, vamos de "#nudes", que já foi encenado em Cuiabá, mas quando a criação ainda não estava plenamente cosumada. O espetáculo já apresentado em Teresina (PI), Manaus (AM), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Rondonópolis (MT).

Duas apresentações estão marcadas para a próxima semana, no Cine Teatro. Na segunda-feira (10) e na terça (11), com sessões às 19 e 20h30. Acontecem na sala Anderson Flores, que tem capacidade para 80 pessoas. Os ingressos estão a dez reais.

O artista

Lucas Koester é graduado em design de moda e compreende figurino como texto, camada dramatúrgica potente para experimentações e para este trabalho elaborou o desenho inicial do figurino em parceria com o estúdio Supernova, de Luiz Pita e Joana de Resende, logo no início do processo e foi com ele para a sala experimentar para saber que imagens poderiam surgir.

Foi então nas dobras que um diálogo com o que era proposto ao corpo começou a se permear; pele figurino, figurino pele. Pensar uma coreografia em que o movimento é construtor de imagens, pequenos stills, posturas-menções a outros nus clássicos, um exercício semi-voyeur caracterizado pela pouca luz, que revela parte em vez do todo; como uma troca ao vivo de nudes em tempos de aplicativos. 

"#Nudes" é um desejo de dança pelada, uma dança ‘pelando’ uma dança de pele, de dentro pra fora, desvestida, descolando a pele. Seria uma selfie do self?. Eis uma espécie de conceito do que o espectador verá.

O artista assina seus trabalhos sempre como Lucas Koester & BRECHOCollectives  a entender que mesmo quando dança só é atravessado de vários outros colaboradores que o auxiliam na construção de suas peças e com quem já trabalhou em outros processos, como "BRECHÓ", de 2011; "Sobre Cenouras e Horizontes", de 2012; "F.O.M.O.", de 2015; e também em trabalhos assinados por Luiz Marchetti como os vídeo-performances – "Para Dançar de Olhos abertos e para Dançar de Olhos Fechados", no PAM (Panorama de Artes Mato-grossenses); e "O Silêncio Orgânico das Flores", para o Setembro Freire de 2015.

Lucas destaca que nestes tempos em que há cada vez menos editais de criação e circulação nacional, é importante que se descubram também outras maneiras de continuar criando, e dividindo a responsabilidade com o público de consumir conscientemente produtos de arte e cultura. 

aruã calil

nudes

 

Desnudamentos

Sobre "#nudes", escreveu Ruy Filho, curador responsável pelas ocupações do Centro da Terra (SP):

"vivemos tempos urgentes de desnudamentos. não o de expor o fora, a casaca, a pele, de limitar às formas, de ser a representação de um desejo ao outro. tempos fundamental para encontrarmos o que permanece escondido às diversas vestes que nos vela. sejam tecidos, identidades, culturas, comportamentos, certezas... Lucas Koester minimiza os gestos e movimentos como que reencontrando-os a partir de sua interioridade. observa-os e deixa que surjam. o homem que dança solitariamente, portanto, é mais do que isso, expõe a si próprio frente a todos, faz surgir sem pressa a intimidade de seu corpo em transformações reais e sua potência de realidade ao contexto qual oferece identidade. E é pela luz que a traduz cênica desse gesto particular se valida plural. de forma gentil, apresenta o percurso com inteligência e eficiência simbólica. do pequeno celular ao teatro em si, em uma narrativa expansiva até ser a totalidade, ser ambiência mais do que ambiente. ao final, a sensação é caber a nós, espectadores, o próximo movimento. Lucas nos convida a seguir com o desnudamento, agora com a nossa nudez, como o nosso íntimo ao mundo. deixei o teatro com a sensação de haver sim um mundo que precisava ser urgentemente tomado, invadido.  #nudes , em tempos como os atuais, desnuda, por fim, a urgência por nos percebermos sobretudo vivos, ainda que escondidos em nós mesmos”. (*com assessoria)

 


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