ARTE CONTEMPORÂNEA

No Arsenal, até 28 de outubro



BISPO DO ROSÁRIO

rosário

"O Grande Veleiro" com artes navegando pelo Brasil

Duas exposições em cartaz no Arsenal merecem a atenção de quem visita este site. Uma dupla de artistas contemporâneos: o lendário Arthur Bispo do Rosário (SE) e a espevitada Vitória Basaia (MT) oferecem ao público possibilidades múltiplas para o público interagir e se adentrar nesse complexo e saboroso território da arte contemporânea. 

As exposições - germinadas - por assim dizer, permanecem abertas para a visitação até 28 de outubro. "O Grande Veleiro", de Rosário; e "Arqueologia dos Meus Mares", de Basaia. O tyrannus foi, viu e curtiu bastante. E, claro, recomenda.

As mostras resultam de uma parceria entre Sesc Nacional e o Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea. Em cada Estado onde aporta, o Veleiro de Bispo compõe com artistas convidados, uma farra visual. Uma farra pra se ver e entender, na medida do possível. E do impossível. Ou do jeito que se pretender.

"O Grande Veleiro" chega a Cuiabá como convite ao público para interagir com diversos elementos que constituem a poética do Bispo do Rosário, artista de reconhecimento nacional e internacional. Inaugurada em 2017 em Sergipe, estado natal de Bispo do Rosário (1911-1989), a exposição apresenta a vida e obra do artista, que levou ao debate os limites entre a insanidade e a arte. 

BISPO DO ROSÁRIO

BISPO

"Atenção veneno"... uma colcha de retalhos sempre tem muito a dizer

Rosário recusava o rótulo de contemporâneo. Era e ainda é considerado louco por alguns e gênio por outros. Sua produção durou 50 anos dentro da Colônia Juliano Moreira e já foi apresentada em renomadas bienais. Sua figura viabilizou discussões sobre arte e loucura, identidade e territórios.

A exposição propicia às pessoas vivenciar o universo do artista. É uma mostra interativa e educativa de objetos que representam seu mundo em miniaturas. São colagens, instalações, tapeçarias, bordados, estandartes etc.

VITÓRIA BASAIA

BASAIA

Quanta expressão cabe numa lata de sardinha

Vitória Basaia

Artista inquieta, também jornalista. Nasceu no Rio de Janeiro mas estabeleceu-se em Mato Grosso no longínquo ano de 1981. Há uma imagem dela que carrego cravada na minha memória: Basaia, no cerrado chapadense procurando e pesquisando pigmentos naturais para aplicá-los em suas obras. Lá se vão mais de trinta anos que a vi assim.

E de lá pra cá sua arte praticou uma incrível expansão, resultando sempre em produtos interessantes, questionadores e insatisfeitos com os limites de uma tela. 

"Arqueologia dos Meus Mares" também esbanja propostas interativas. E revisita as várias fases de Vitória, ao apresentar  um compilado de obras reinventadas, em formato de instalação. Justo, justíssimo, portanto, que ela tenha sido a artista local convidada a compor com Rosário.

VITÓRIA BASAIA

BASAIA

Desdobramentos em torno (e ao centro) de uma roda de bicicleta

A pintora, gravurista, conceitualista e escultora soube, com louvor, dialogar com a obra de Rosário. A estrada do sergipano icônico em itinerância pelo Brasil, está diante de uma encruzilhada onde os destinos são perfeitamente compartilhados e evidenciados pela linguagem.

Entre temáticas variadas, Vitória vem criando formas que também retratam  aspectos da poética feminina, realizadas a partir de materiais cotidianos e pigmentos naturais, reciclando e ressignificando rejeitos como madeiras, latas e plásticos, desde 1985.

Sua casa, considerada um museu de suas obras, é uma grande instalação em constante mudanças que expressa tanto seus processos criativos, quanto seu modo de viver.

Visitação

As exposições têm classificação livre e estão abertas à visitação até o dia 28 de outubro. De terça a sábado, das 13h às 23h, e nos domingos e feriados, das 15h às 21h. (*com assessoria)

VITÓRIA BASAIA

BASAIA

Não interprete literalmente esse papo de interagir com as obras

 

 

 


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