OSCAR 2019

Melhor Filme de Língua Estrangeira



circo

O longa conta a história de cinco gerações de família proprietária de um circo, desde 2010, até os dias atuais

"O Grande Circo Místico", de Cacá Diegues, é o longa-metragem brasileiro que concorrerá a uma das vagas entre os cinco indicados ao prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira do Oscar 2019, que será realizado em fevereiro, em Los Angeles (EUA). O anúncio foi na terça (11) pela Comissão Especial de Seleção, indicada pela Academia Brasileira de Cinema (ABC).

"O mundo está precisando de um pouco de poesia, de magia, e o filme do Cacá traz isso para nós, nossa brasilidade, a música brasileira, a alegria do brasileiro. Precisamos de poesia, então todos os membros da comissão acreditam que foi uma boa escolha", afirmou a produtora Lucy Barreto, presidente da Comissão Especial de Seleção. Para a atriz Bárbara Paz, além "da beleza e da poesia musical, a mensagem de esperança foi determinante para a escolha da obra".

Cinco gerações devotadas ao circo

O longa conta a história de cinco gerações de uma mesma família proprietária do circo. Da inauguração do Grande Circo Místico, em 1910, até os dias de hoje, o público pode acompanhar, com a ajuda de Celavi, mestre de cerimônias que nunca envelhece, as aventuras e amores da família Kieps, do seu auge à sua decadência, até o surpreendente final. Durante todo o tempo, o filme mescla realidade com fantasia em um universo místico.

"O filme se refere diretamente à cultura brasileira. Está com boas críticas internacionais, está com uma distribuidora internacional, nos Estados Unidos, e isso conta muito também. É uma grande produção", destacou Lucy Barreto. 

O secretário do Audiovisual do MinC, Frederico Mascarenhas, informou que o Ministério investirá R$ 200 mil para a circulação do filme.

A Globo Filmes, produtora do longa, tem até 1º de outubro para enviar à Academy of Motion Picture Arts and Sciences uma cópia em 35mm ou 70mm, juntamente com os demais documentos estabelecidos no edital do concurso. Até o momento, 35 países já indicaram suas produções para concorrer à categoria de melhor filme estrangeiro. O anúncio final dos indicados ao Oscar será no dia 22 de janeiro de 2019.

Comissão Especial de Seleção

Formada por membros indicados pela Academia Brasileira de Cinema (ABC), a Comissão Especial de Seleção foi criada exclusivamente para a escolha do candidato ao Oscar. Presidida pela produtora Lucy Barreto, que integra o Conselho Deliberativo da ABC, a Comissão também teve como membros efetivos a atriz Bárbara Paz, os diretores Flávio Ramos Tambellini, Jeferson De, Hsu Chien Hsin, a diretora e produtora de festivais Kátia Adler e a produtora Cláudia da Natividade. O produtor e diretor Ricardo Pinto e Silva foi o suplente. 

Participação feminina

Durante o anúncio, a presidente da Comissão ainda anunciou que os membros estavam muito felizes com a qualidade dos 22 filmes que participaram da seleção. A atriz Bárbara Paz ressaltou que houve muita discussão, pois os filmes eram belíssimos. Já o diretor Jeferson De chamou a atenção para o elevado número de mulheres diretoras presentes na seleção deste ano. Dos 22 filmes habilitados, nove foram dirigidos ou codirigidos por mulheres, um percentual de 40,9%. Em 2017, dos 23 longas selecionados, apenas quatro tiveram mulheres na direção.

Os longas dirigidos por mulheres que participam da disputa são "O Caso do Homem Errado", de Camila Lopes de Moraes; "Encantados", de Tizuka Yamasaki; "Aos Teus Olhos", de Carolina Jabor; "Paraíso Perdido", de Monique Gardenberg; "Como é Cruel Viver Assim", de Julia Rezende; "O Desmonte do Monte", de Sinai Mello e Silva Sganzerla; e "O Animal Cordial", de Gabriela Amaral Almeida. Além desses, "Alguma Coisa Assim", de Mariana Bastos e Esmir Filho; e "As Boas Maneiras", de Juliana Rojas e Marco Dutra, foram codirigidos por cineastas mulheres.

Participaram do processo seletivo os longas "Ex-Pajé", de Luiz Bolognesi; "Dedo na Ferida", de Silvio Tendler; "Ferrugem", de Aly Muritiba; "Antes Que Eu Me Esqueça", de Tiago Arakilian; "Yonlu", de Hique Montanari; "Não Devore Meu Coração", de Felipe Bragança; "Talvez Uma História de Amor", de Rodrigo Spada Bernardo; "Canastra Suja", de Caio Sóh; "Entre Irmãs", de Breno Silveira; "O Grande Circo Místico", de Cacá Diegues; "Benzinho", de Gustavo Pizzi; "Além do Homem", de Willy Biondani; e "Unicórnio", de Eduardo Nunes. De acordo com Lucy Barreto, "mostrou-se um cinema brasileiro muito rico nesta seleção". (*com assessoria)

cacá

Cacá Diegues já realizou mais de trinta filmes, entre curtas e longas. É um dos mais premiados cineastas brasileiros, incluindo eventos internacionais


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