EXPOSIÇÃO

A liberdade é sempre experimental



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E cá está Wlademir Dias-Pino novamente em Cuiabá. O seu eterno ir e vir Rio - Cuiabá, mas não o rio que atravessa esta cidade. E nem a sua pessoa física, somente suas artes.

É a exposição "O olhar cria esquinas para o azul", aberta na última segunda, no Museu de Arte e Cultura Popular da UFMT, que ali permanece até 31 de janeiro. A curadoria é de Regina Pouchain, poeta e viúva do artista ausente. Ela explica que a mostra explora, prioritariamente, a aplicação das artes de Wlademir no seu processo de criação da identidade visual da UFMT.

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Perdi a abertura na segunda-feira. Entonces, fui checar a coisa na terça (4). Sozinho, no espaço museal que adoro e que me traz recordações porretas. Sozinho é melhor para ver e se adentrar nas complexidades da criação desse artista provido de extrema racionalidade e que inaugurou minha trajetória no jornalismo. Sim, ele foi o primeiro artista que entrevistei e a conversa abriu-me as portas para uma relação longeva que jamais deixou de contribuir para o aprimoramento da minha formação.

Presenciar a obra de Wlad me traz sempre uma certeza: a certeza da dúvida. E chega a hora de repetir o que ouvi dele certa vez, e que nunca esqueci. "Lorenzo, você está entendendo?", enquanto me explicava as razões da sua criativa invenção. Ele perguntou, olhou-me e percebeu que de fato eu não estava entendendo tão bem assim, e aí arrematou: "Não tem importância, daqui a 15 anos, você vai entender".

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 Segundo a poética visual de Wlad, a liberdade é sempre experimental

A princípio, achei que o que ele disse era uma espécie de pegadinha, porém, quando se passava o tempo vaticinado por ele, como num clique, eu entendia. Mas, depois, logo vinham outras dúvidas. 

E não foi diferente quando experimentei essa mostra onde o azul bate de trivela. Lá estão as imagens fortes e firmes do artista. Com seus sentidos não tão translúcidos, a dar margens para variadas interpretações. Buscos os breves textos, alguns a lápis, sob as imagens, na tentativa de entender mais. Como se fosse fácil... Não tem importância, como já estou calejado com as artes dele, talvez nem precisem mais 15 anos, talvez 10 ou quem sabe 5 anos. 

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O convite que faço aos internautas é dar uma boa conferida na exposição, mas para que a ela se dirijam com vontade de ver... e pensar. Num dos textos que acompanha a mostra, tá lá: "reverbera em nós uma multiplicidade de sentidos, mostrando que estamos em movimento, não devendo aquietar nosso espírito e pensamento".   

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As mãos mágicas de Wlademir Dias-Pino (Gilberto Mendonça Teles)


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