STARTUP BRASILEIRA

TransmediaStorytelling, além da leitura



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A tecnologia era aplicada em ações de marketing, treinamento corporativo e seleção de profissionais. Agora, passa a ser explorada em "experiências narrativas"

Criar uma nova experiência de leitura. Foi pensando nisso que a startup brasileira LifeLike (https://www.lifelike.net.br/) encontrou uma nova tecnologia para levar conteúdo e ao mesmo tempo trazer entretenimento para o leitor. Usando técnicas de cinema, a TransmediaStorytelling cria uma narrativa que faz com que o leitor pareça estar dialogando com outra pessoa. “Criamos essa tecnologia focada na área da educação, porque com essa interação conseguimos levar mais conteúdo para o aluno”, explica Homaro Lima, cofundador da LifeLike Experience.

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O primeiro teste neste sentido está sendo feito com o livro acima

A empresa quer que a tecnologia, até então aplicada em ações de marketing, treinamento corporativo e seleção de profissionais, evolua para o que chamam de “experiências narrativas” e o primeiro teste neste sentido está sendo feito com o livro "Um cara qualquer" (Primavera Editorial), da (também atriz) Amber Tamblyn, a Martha M. Masters da série House. “A tecnologia é nova e o leitor ainda precisa se acostumar com a ideia, pensamos em utilizá-la em livros comentados por especialistas, por exemplo. Outra ideia é o autor colocar dentro da narrativa, o personagem interagindo com a audiência”, completa Lima.

Semanas antes do escândalo envolvendo assédio sexual em Hollywood, Tamblyn publicou o artigo "I’m Done With Not Being Believed" no New York Times. Nele, classificou a indústria cinematográfica dos EUA como cúmplice no abuso sexual de mulheres; tendo sido ela mesma, vítima aos 16 anos. E o livro segue por esse caminho ao combinar gêneros de poesia, prosa e elementos de suspense para dar forma às narrativas chocantes das vítimas de violência sexual, mapeando as formas destrutivas pelas quais a sociedade contemporânea perpetua a cultura do estupro. Como a obra trata de temas pesados, a ideia é que o leitor possa interagir com outras pessoas e dar suas opiniões sobre o texto lido.

Cada livro impresso vem com um livreto que explica a tecnologia e onde há um QRCode que leva até uma página na internet onde acontecem as interações. No caso de e-books, há uma explicação nas primeiras páginas e os leitores são convidados a enviar um e-mail à editora que libera um código para acessar a plataforma.

As experiências simulam uma conversa com pessoas reais, que interagem com o usuário conforme a resposta dada à cada etapa da leitura; a interação se dá naturalmente, como em uma conversa de WhatsApp por meio de áudios, vídeos selfies, textos, chamadas de celular, entre outros. Essa interação desperta uma emoção que funciona como fator de engajamento para as narrativas propostas, aposta a editora.

A LifeLike está em busca de parceiros e empresas que queiram apostar na tecnologia e levar conteúdo e entretenimento de uma forma nova, mas a ideia é lançar ainda no primeiro semestre uma nova obra que utilize a TransmediaStorytelling. (*reproduzido de https://www.publishnews.com.br)


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