LIVRO

O Supremo, por Felipe Recondo e Luiz Weber



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Livro será lançado em julho

O jornalista Felipe Recondo, especialista na cobertura do STF, acompanha e analisa o cotidiano do Supremo há mais de uma década. Luiz Weber estuda o funcionamento do tribunal e analisa os movimentos e forças políticas que interagem com o STF.

Ao longo de anos, os dois realizaram centenas de entrevistas para escrever "Os onze: O STF, seus bastidores e suas crises", que a Companhia das Letras publica no próximo mês. O livro traz histórias que permitem descrever os contornos, causas e consequências dos grandes casos que envolveram o tribunal, incluindo o recente e polêmico inquérito sobre fake news aberto por Dias Toffoli e comandado por Alexandre de Moraes.

Onze é o número de ministros do Supremo, que atuam como “onze ilhas”. A expressão foi cunhada pelo ex-ministro do STF Sepúlveda Pertence e se consolidou como chave de interpretação para o funcionamento do tribunal, com a proliferação de decisões monocráticas e a sucessão de embates internos. Num momento em que o STF se vê sob o ataque de expoentes do governo federal e de militantes nas redes sociais, entender as dinâmicas da última instância do poder judiciário é mais importante do que nunca. (*com assessoria)

TRECHOS DO LIVRO

“Bolsonaro assumiu a presidência com uma pauta conservadora, moralizadora, de combate à corrupção, de apoio à Operação Lava Jato. O Supremo, que alguns setores consideravam um entrave ao avanço dessa agenda, passou a ser hostilizado por deputados e senadores, ameaçado por pedidos de CPI e de impeachment pela grita informe das redes sociais.”

“Já em fevereiro de 2019, vaza a informação de que o ministro Gilmar Mendes e sua mulher Guiomar Feitoza haviam sido incluídos numa lista de mais cem pessoas politicamente expostas que seriam alvo de uma ‘análise de interesse fiscal’.”

“A apuração começou pela faculdade de Mendes — o Instituto Brasiliense de Direito Público. Ao notar que a investigação tinha objetivos pouco claros, o ministro pediu que seus contadores reavaliassem a sua declaração pessoal de imposto de renda e as contas do IDP. Mendes se viu impelido a apresentar uma retificação de sua declaração. E o IDP teve de fazer o mesmo — conforme seus sócios, a correção dos tributos resultou num pagamento de cerca de 1 milhão de reais.”

 


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