EQUILÍBRIO REGIONAL

250 prêmios para todo Brasil



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Grupos representantes da cultura tradicional gaúcha se apresentaram no lançamento da premiação, ocorrido em Porto Alegre (RS)

O Ministério da Cidadania vai premiar quem faz cultura popular no Brasil. Estão abertas até 16 de agosto as inscrições para o sétimo Prêmio Culturas Populares, que vai dar R$ 20 mil a 250 mestres, mestras ou Pontos de Cultura que estimulem e valorizem as expressões culturais, como o cordel, o frevo, a quadrilha, o maracatu, a capoeira, as culinárias regionais e o bumba meu boi, entre muitas outras.

O lançamento da premiação aconteceu em evento na segunda (24), em Porto Alegre.

Na edição deste ano, 150 prêmios serão destinados a iniciativas de mestres e mestras da cultura popular, 90 a pessoas jurídicas sem fins lucrativos com finalidade ou natureza cultural, já reconhecidas como Pontos de Cultura ou cadastradas na Plataforma Rede Cultura Viva, e 10 para pessoas jurídicas com ações comprovadas em acessibilidade cultural, também reconhecidas como Pontos de Cultura ou cadastradas na Plataforma Rede Cultura Viva. Os premiados nas edições de 2017 e 2018 não poderão concorrer ao prêmio neste ano. Os interessados podem apresentar uma única inscrição em apenas uma categoria.

O equilíbrio regional, um dos critérios estabelecidos pelo prêmio, foi ressaltado pelo secretário especial adjunto da Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania, José Paulo Martins, durante o lançamento: “A gente vai manter uma quantidade de premiação por região. Cada região brasileira vai ter 50 premiados. Isso é bom para a cultura brasileira e destaca personagens importantes. A gente fica muito feliz com isso”.

A avaliação das propostas será feita por uma comissão designada especificamente para o prêmio, composta por profissionais de reconhecida atuação e conhecimento na área das culturas populares, técnicos e servidores do Ministério da Cidadania e de instituições parceiras. A comissão terá 30 membros, sendo 15 titulares e 15 suplentes. Dentre os critérios de seleção estão a troca entre diferentes gerações que o saberes e fazeres da cultura popular tenham proporcionado, a relevância e a contribuição sociocultural das práticas nas comunidades em que são desenvolvidas e a capacidade de perpetuação e preservação dessas atividades tradicionais, gerando emprego e renda, entre outros.

Criado em 2007, o Prêmio Culturas Populares já teve seis edições, com cerca de 11 mil inscrições e 2.045 mestres, grupos e entidades sem fins lucrativos premiados com um total de R$ 28,75 milhões. A premiação ficou suspensa entre 2013 e 2016, tendo sido retomada em 2017. No ano passado, foram agraciadas 129 iniciativas da Região Nordeste, 123 da Sudeste, 99 da Sul, 98 da Norte e 51 da Centro-Oeste.

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Este ano, o homenageado é o cantor, compositor e ator gaúcho Vitor Mateus Teixeira, o Teixeirinha, falecido em 1985, aos 58 anos.

O homenageado

A cada ano, o Prêmio Culturas Populares homenageia um expoente da cultura popular brasileira. Este ano, o homenageado é o cantor, compositor e ator gaúcho Vitor Mateus Teixeira, o Teixeirinha, falecido em 1985, aos 58 anos. 

Natural de Rolante (RS), Teixeirinha nasceu em 1927. Ficou órfão aos nove anos e foi morar com parentes que não tinham condições de sustentá-lo. Para sobreviver, fez um pouco de tudo antes de se revelar grande artista: carregou malas em portas de pensões, entregou marmitas e vendeu jornais e doces como ambulante.

Para Márcia Teixeira dos Santos, filha de Teixeirinha, a homenagem é um merecido reconhecimento à obra do pai. “Esta homenagem mostra a importância que o trabalho do meu pai teve. Ele era um artista popular, ele cantava a história de vida do povo. As músicas dele relatavam a realidade do povo. Ele dizia que a música dele tinha cabeça, barriga e perna, ela era completa e, por isso, eu acredito que ele atingiu um número tão grande de pessoas”, conta. Além de Márcia, o mestre teve outros oito filhos com Zoraida Lima Teixeira, com quem se casou em 1957. Depois de passarem por Passo Fundo, se mudaram para o bairro da Glória, em Porto Alegre, onde viveram juntos até a morte do cantor.

A carreira de cantor de Teixeirinha teve início nas rádios das cidades do interior do Rio Grande do Sul, como Lajeado, Estrela e Rio Pardo. Apesar de nunca ter cursado aulas de música ou canto, contava com seus dons naturais: a bela voz e a improvisação, que fizeram com que se tornasse um exímio repentista. Carismático, escrevia canções simples que tocavam o público. Em 1959, aos 32 anos, Teixeirinha foi convidado pela gravadora Chantecler para gravar seu primeiro LP em São Paulo. As músicas “Xote Soledade”, “Briga no Batizado” e “Coração de Luto” foram grandes sucessos e, em 1961, o LP alcançou a marca de 1 milhão de cópias vendidas, um feito inédito no País. O recorde era apenas uma mostra do que estava por vir: Teixeirinha vendeu mais de 100 milhões de discos.

Sua carreira obteve repercussão internacional, com excursões por Estados Unidos e Canadá. Em Portugal, recebeu o troféu “Elefante de Ouro” pelas vendas expressivas de discos. Fez shows na maioria dos países da América do Sul. (*com assessoria do governo federal)

INSCRIÇÕES
http://culturaspopulares.cultura.gov.br/

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http://culturaspopulares.cultura.gov.br/


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