LITERATURA

Humor ácido e virulento



patrik stollarz-afp

michel

Michel Houellebecq é um dos mais traduzidos autores franceses contemporâneos. E está entre os agudos e perspicazes analistas do século XXI

Com previsão de lançamento no Brasil para este mês, "Serotonina" (Alfaguara) é o mais recente livro de Michel Houellebecq, autor que merece o rótulo de enfant terrible da literatura francesa atual. A tradução é de Ari Roitman e Paulina Wacht.

Houellebecq, um niilista lúcido, nesta nova obra, constrói um personagem obsessivo e autodestrutivo, que analisa a própria vida e o mundo que o rodeia com um humor ácido e virulento.  

serotonina

Romance tem 408 páginas e foi traduzido por Ari Roitman e Paulina Wacht

Assim é Florent-Claude Labrouste, de 46 anos, que detesta seu nome e toma antidepressivos que liberam serotonina e causam três efeitos colaterais: náusea, falta de libido e impotência. 

O périplo desse personagem começa em Almeria (Espanha), segue por Paris e depois pela Normandia, onde os agricultores estão em luta. A França está afundando, a União Europeia está afundando, a vida de Florent-Claude está afundando. O sexo é uma catástrofe. A cultura não é mais uma tabua de salvação — nem mesmo Proust ou Thomas Mann são capazes de salvá-lo.

Nesse contexto, Florent-Claude descobre vídeos pornográficos assombrosos em que sua atual companheira aparece, e isso é a gota d’água para que ele deixe o trabalho e passe a viver em um hotel. Perambula pela cidade, visita bares, restaurantes e supermercados. Repassa suas relações amorosas, marcadas sempre pelo desastre, que transitam entre o cômico e o patético. Ao se reencontrar com um velho amigo aristocrata, que parecia ter uma vida perfeita, mas que foi abandonado pela esposa e se vê falido, Florent-Claude aprende a manejar uma arma de fogo — que vai mudar sua vida para sempre.

O autor

Michel Houellebecq nasceu em 1958, na França. É ficiconista, poeta, ensaísta, realizador, argumentista; sendo um dos mais traduzidos autores franceses contemporâneos, e também um dos mais controversos. Aquela história: amado por uns, odiado por outros.

Sobre ele, já escreveram no Le Monde: “Se há qualquer um hoje em dia, não só na literatura francesa, como na mundial, que reflita sobre a enorme mutação em curso que todos nós sentimos, e que não sabemos como analisar, esse escritor é Houellebecq.” (Emmanuel Carrère)

Seus romances "Partículas Elementares" e "Plataforma" lhe valeram uma reputação internacional de provocador, embora sejam também frequentemente considerados como um sinal de renovação da literatura francesa. Com o livro "La Carte et le Territoire", Michel Houellebecq recebeu o prêmio Goncourt de 2010, o mais prestigioso da literatura francesa. (com informações de vários sites)

 


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