SESC ARSENAL

Literatura em pauta, no sábado



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"Reparando no que eu estava escrevendo, comecei a gostar dessa unidade da diferença, de colar um monte de peças  estranhas umas às outras. Reunir pela diversidade e não pela semelhança" (Pujol)

O escritor gaúcho Reginaldo Pujol Filho aterrissa em Cuiabá a convite do projeto Arte da Palavra, do Sesc, para coordenar um laboratório de criação literária. E aproveita sua passagem pela cidade para  lançar o seu quarto livro, "Não, não é bem isso". O lançamento, que terá um bate-papo entre o autor e o escritor Eduardo Mahon, acontece no sábado (17), a partir de 18h, no Núcleo de Artes Cênicas do Sesc Arsenal.
 
Mas, que livro é esse, que saiu pelo selo Não Editora, braço da Dublinense para a literatura brasileira de ficção?

O conjunto de experiências narrativas transita por uma vontade incontornável de querer começar do zero após cada ponto final. E, diante de um mundo onde dizem que tudo já foi dito, que tudo já foi tentado, a cada novo texto Reginaldo segue a busca por uma forma diferente. Surgem no livro uma página de Wikipedia, fotografias, um monólogo teatral, uma especulação dentro da Arca de Noé.

O resultado é uma diversidade de formatos e estilos, que impressionou o escritor Sérgio Sant'Anna, que se mostrou taxativo: "sem nenhum exagero, é das melhores coisas que li de literatura brasileira nos últimos tempos". E o autor carioca vai ainda mais longe no comentário: "Chega a espantar-me que alguém possa ter alcançado esse nível de enredo e linguagem".

O livro reflete um exercício intenso. Nos últimos seis anos, Pujol aprofundou os estudos de literatura concluindo um mestrado e um doutorado em Escrita Criativa, curso em que discutiu várias formas radicais no uso da língua dentro de uma narrativa. "Reparando no que eu estava escrevendo, comecei a gostar dessa unidade da diferença, de colar um monte de peças estranhas umas às outras. Reunir pela diversidade e não pela semelhança", observa Reginaldo, para quem a busca aqui é por relação cada vez mais dinâmica com aquele tipo de leitor que não foge ao desafio.

“Marcelino Freire, falando de poesia e de construções de frases, sempre faz um elogio àquela escrita em que não se consegue adivinhar a próxima palavra. Acho que ele diz assim ‘Se o leitor adivinhar a próxima palavra, se ele completar antes de você, lascou’. Penso agora que eu posso ter buscado isso no âmbito do livro, não só da frase, mas da composição do livro, sua ordem, sua edição", completa Pujol. (*com assessoria)

SERVIÇO
O QUE: bate-papo entre os escritores Reginaldo Pujol Filho e Eduardo Mahon e lançamento do livro "Não, não é bem isso"
QUANDO: sábado (17), 18h
ONDE: Núcleo de Artes Cênicas do Sesc Arsenal

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