PAPO LITERÁRIO

Três horas e meia de conversação



feijo

 

Manhã de sábado. Pauleira demais pra escritores, considerando que essa turma costuma ser notívaga. Mas a tentação é grande por causa de uma tal "feijoletra". Somemos a isso a presença de comunidades estudantis de duas escolas públicas mato-grossenses: uma de Cuiabá, outra de Santo Antônio de Leverger.

Um pequeno auditório no bairro cuiabano Morada do Ouro, que comporta cerca de 100 pessoas, estava lotado. Cerca de 20 autores atuantes das letras contemporâneas de MT, e o restante dos assentos ocupado por estudantes adolescentes e professores das escolas presentes.

feijo

 

Um acontecimento que joga lenha na fogueira efervescente que envolve a cadeia produtiva do livro, da literatura, das letras... essa somatória que resulta da sede de escrever e de ler, e da interação espontânea que deságua naquilo que disse Caetano Veloso certa vez: "É impressionante a força que as coisas parecem ter quando elas precisam acontecer".

Algo que passa ao largo de eventos relacionados com a literatura que andam polemizando na mídia e nas conversas e discussões em torno daquilo que vou grafar aqui como questiúnculas  culturais, como o manifesto "Procura-se", que estampa rostos de escritores em cartazes espalhados por Cuiabá; e a eleição para a diretoria que vai assumir a Academia Mato-grossense de Letras nos próximos dois anos.

São assuntos que têm o seu devido valor e merecem repercussão, porém, vão ficando para trás, assim como, gerando desdobramentos. A parte isso, outras novidades vão pintando. E bordando...

feijo

 

Opto por não citar nomes aqui, pois não se trata disso. Prossegue o "Procura-se" e o disse-me-disse a respeito do recente episódio na AML. Acho interessante que esses lances factuais continuem a proliferar em registros e opiniões na mídia e nas cabeças. Pensar faz bem.

Durante aproximadamente três horas e meia o tal espaço foi o cenário de troca de ideias e compartilhamentos, através dos quais, palavras e gestos diagnosticam uma situação, uma verdade irreversível: a literatura brasileira produzida em MT segue seu caminho. 

"De onde viemos - O que somos - Para onde vamos" é uma história que vai sendo feita. É também o nome de uma obra de Paul Gauguin, criada no finalzinho do século 19, intitulada originalmente, sem pontos de interrogação. (?)   

feijo

 

 OBS: disse que optaria por não citar nomes, mas devo mencionar aqui os alunos e professores das escolas Oswaldita Eliza Teixeira Couto (Leverger) e Alcebíades Calhao (Cuiabá). À essa turma, todo o meu carinho e a minha atenção. Obrigado pelo prestígio que têm dedicado à literatura.

 


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