VEM AÍ

"Nossa Alegria Triste"



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Entre a Alencastro e a República, ao armar uma mesa com livros em cima, num dos calçadões do centro do centro um rapaz estende um cartaz, que diz: “e se amanhã não houvesse poesia?” Os olhares foram, desde a montagem da mesa, ainda que em meio ao horário de pico para se chegar ao serviço, sempre curiosos. Alguém, em meio ao caos urbano, sentado numa mesa com livros e uma planta causou estranheza de cara. A ação fazia parte da divulgação do lançamento de “Nossa Alegria Triste”, livro estreante de Lucas Lemos, artista mato-grossense, que vai acontecer durante todo o dia 15 de outubro, no Instituto de Linguagens da UFMT. 

“Ainda se lê poesia hoje em dia? Onde, como?”, “Para quê serve a arte?”, “É possível viver sem literatura?” Essas foram algumas das questões que Lucas trouxe ao público por meio de sua performance na semana passada (26/09). “O objetivo era a experiência, levar poesia pra rua, conversar com as pessoas de perto, sair da bolha das redes sociais, e tentar entender qual é a visão da arte, da poesia nesse caso, pra cada um que estivesse passando por ali”, completou ele. 

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Um senhor conversava com Lemos e acabou por responder o seu questionamento: “Se não houvesse poesia? Moço, me desculpa, mas você tem quantos anos mesmo?”, “26”, o poeta respondeu. “Você já viu o vento alguma vez na vida? Eu tenho 76 e nunca vi”. Lucas balançou a cabeça negativamente. Continuou o senhor, “pois é, o vento tá aqui, tá no mundo todo agora mesmo sem a gente ver. A poesia é viva, e o amanhã a Deus pertence. Ela (a poesia) não morre, não”. Rafaela, que esperava as portas do local onde trabalha abrir para começar o expediente, disse, “posso ficar com esse exemplar? Eu adoro poesia”. Enquanto a moça tinha seus olhos atentos nas páginas, Lucas esclareceu que ainda era um boneco (a impressão teste do projeto), e completou “estou na fase de orçamentos e de angariar fundos para a impressão, mas me passa o seu número, vou entrar em contato e te entrego assim que tiver mais cópias em mãos”. Foi o que a moça fez. 

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Como muitos sabem, lançar um livro em uma editora de renome não é tarefa fácil. Inúmeras proposições de escritores de todo o país chegam à caixa de e-mail de grandes editores todos os dias, mas somente algumas obras ganham o passe para a publicação. “Hoje em dia, acontece de lançarem pessoas já consagradas, ou mesmo conhecidas em outras áreas de atuação da cultura, como, por exemplo, as biografias de autores, atores e atrizes, ou outros famosos. Falta um pouco de espaço pro escritor e a publicação independente é uma opção. Nada fácil. Mas, que tem sido amplamente explorada e abre caminho pra quem, como eu, ainda tá começando”, afirmou Lemos. 

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Ana de Mello, fotógrafa e parceira de atuação do escritor, acompanhou a intervenção e comentou “A gente quer fazer essa perfomance e cobrir com vídeo mais algumas vezes. Depois, vamos divulgar nas redes sociais como apoio pra divulgação do lançamento do livro. Se dependesse de mim, faria isso todo dia. Esse contato com o público é muito potente artística e socialmente. E viver da arte ainda é um sonho possível”. Além dela, que fez a cobertura de vídeos, Titoferas complementou a manhã de divulgação com uma cobertura fotográfica. Para quem ficou curioso, a produção foi publicada nas redes sociais do criador de “Nossa Alegria Triste” (Instagram @aquelelemos e www.facebook.com.br/lucaslemosss)

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O primeiro trabalho literário de Lucas Lemos, que traz suas reflexões sobre o digital, a cidade e o cenário político atual, contém fotografias do autor; outros cliques do fotógrafo Fred Gustavos, destaque no reality show Arte da Fotografia (canal Arte 1) em 2018; ilustrações de Marcella Gaioto, selecionada com o trabalho “Dentro do Ser” (em parceria com o Coletivo Coma a Fronteira), para a 3º Feira Interativa de Zine e Afins (FIZ) e o 4º Festival de Leitura e Literatura de Bauru (FELELI), em 2019; e capa assinada pela também estreante Carla Renck, acadêmica de Letras na UFMT-Cuiabá. 

O lançamento de “Nossa Alegria Triste”, vale lembrar, acontece no Instituto de Linguagens (IL) da UFMT-Cuiabá, durante todo o dia 15 de outubro de 2019, pela manhã, tarde, e com finalização em uma noite de atrações culturais com artistas cuiabanos, com teatro, música e poesia. 

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Sobre o autor:

Nascido em Juína-MT, Lucas tem 26 anos, é acadêmico formando em Letras Literaturas pela Universidade Federal de Mato-Grosso-Cuiabá. Como fotógrafo e social mídia já assinou a linguagem visual e escreveu roteiros para o Studio 202, a Loja Zaffir, a Loja Fave; fez produções para o Shopping Pantanal, a Pizzaria Padrino, o Chef Juliano, e o Sindicato Intermunicipal de Hoteis, Restaurantes, Bares e Similares de Mato Grosso (SHRBS-MT), além do canal de humor Não Convém. Atualmente, é diretor cultural do Grupo Cena Livre de Teatro, onde já escreveu, encenou e dirigiu três espetáculos: Factóide (2017), Cápsulas de Humor (2019) e Ele é Quem Quer (com estreia dia 19 e 20 de outubro no Teatro Universitário da UFMT). No momento, sonha em vender livros de forma independente. (*com assessoria)

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SERVIÇO:

O QUE: lançamento do livro de poesias “Nossa Alegria Triste”
QUANDO: 15 de outubro, terça-feira, das 8h às 20h
ONDE: Instituto de Linguagens (IL), UFMT-Cuiabá 
INFORMAÇÕES: instagram @aquelelemos  e www.facebook.com.br/lucaslemosss
PRÉ-VENDA: (65) 99947 5181 - whatsapp

 


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