EXPOSIÇÃO

"Tomie Ohtake: Poesia se medita"



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divulgação

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Haroldo de Campos (1929-2003) e Tomie Ohtake (1913-2015), em foto de 1990: parceiros para sempre


Tomie Ohtake (1913-2015) nasceu no Japão, mas naturalizou-se brasileira. É um dos principais nomes do abstracionismo no Brasil, ao lado de outros japoneses, como Manabu Mabe e Tikashi Fukushima. 

Teve uma trajetória consagrada no Brasil e também recebeu reconhecimento internacional. Uma pequena parte da sua produção pode ser conferida em mostra que acaba de ser aberta em São Paulo, no Instituto Tomie Ohtake, onde permanece em cartaz até o final de março de 2020.

Em "Tomie Ohtake: Poesia se medita" a proposta curatorial relaciona a sua obra com a poesia oriental, sobretudo o haicai – poesia de síntese, a arte da forma elementar, dos gestos conscientes e objetivos. “Como na obra de Tomie, o haicai busca atingir a experiência pela essência da linguagem”, completa a curadora Luise Malmaceda, do Núcleo de Pesquisa e Curadoria do Instituto Tomie Ohtake.

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O título da exposição "Tomie Ohtake: poesia se medita", foi retirado de um poema de Haroldo de Campos, em “Teoria e prática do poema”, 1952:

“o Poema se medita
como um círculo medita-se em seu centro
como os raios do círculo o meditam
fulcro de cristal do movimento.”

Segundo a curadora, foram selecionadas obras que se estruturam verticalmente, como nos haicais japoneses, gravuras e pinturas de gestos sintéticos e objetivos, que por vezes denotam traço caligráfico, e o álbum YU-GEN, com 12 gravuras (1997). Na série que compõe o álbum, a arte de Tomie é sobreposta com poemas concretos inspirados no Japão de Haroldo de Campos. Uma obra realizada a quatro mãos, em que o texto manuscrito pelo próprio poeta e reconhecido tradutor de poesia japonesa também vira imagem e contracena em equilíbrio com os desenhos impregnados pelas formas e cores da artista.

As gravuras reunidas na mostra refletem como Tomie soube inovar também nesta técnica, pela qual ganhou reconhecimento internacional a partir de 1972, quando foi convidada a participar da sala Grafica D’Oggi na Bienal de Veneza - exposição que contou com a presença dos mais importantes artistas do mundo, como os norte-americanos da Pop Art -, além de sua participação na Bienal de Gravura de Tóquio, em 1978, tradicional mostra internacional desta linguagem.   

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Algo mais sobre Tomie

Tomie Ohtake é definida como pintora, gravadora e escultora. Veio ao Brasil com 23 anos para visitar um irmão, mas acabou ficando por aqui. Em 1952 iniciou-se na pintura, a princípio criando obras figurativas, mas logo migrou para o abstracionismo.

Nos anos 50 e 60, participou de salões nacionais e regionais, tendo sido premiada na maioria deles. A partir dos anos 1970, trabalha com serigrafia, litogravura e gravura em metal. Surgem em suas obras as formas orgânicas e a sugestão de paisagens.

A influência de seu país de origem é notória em sua criação. "Essa influência se verifica na procura da síntese: poucos elementos devem dizer muita coisa", chegou a dizer a própria. (*com assessoria e vários sites)

 

 


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