KAROLA NUNES

"Tá vendo, seu moço?"



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Karola, preparadíssima para sua hora da estrela

Mais do que um trabalho audiovisual que marca a estreia do primeiro álbum da artista Karola Nunes nesse tipo de mídia, “Tá Vendo, Seu Moço?” é também um verdadeiro manifesto de resistência e visibilidade da sigla LGBTQIA+.

Idealizado de forma independente, e contando com a participação de cerca de vinte pessoas, o videoclipe traz a marca de produtores, cineastas, roteiristas, maquiadores, figurinistas e outros profissionais artísticos independentes de Cuiabá (MT).

Foram mais de 15 horas de gravação, em apenas um dia, para colocar em prática o que o roteirista e diretor Pedro Brites já criava e recriava há sete meses. Com a direção assinada também pela cineasta Juliana Segóvia, o videoclipe de "Tá Vendo, Seu Moço?" desenvolve uma narrativa corporal que preenche e acrescenta ainda mais significado à letra da canção.

Na música, Karola canta sobre um diálogo que não se concretiza, refletindo a angústia de um monólogo forçado pela recusa do outro. Dessa forma a coreografia criada por Filipe Vinhas e apresentada por três dançarinos: o próprio Filipe, Lupita Amorim e Geovane Rodrigues, materializa o manifesto desses corpos exibindo suas diversas possibilidades de ser.

A equipe, além de colaborativa, reflete o cenário artístico cuiabano em se tratando de representatividade e protagonismo em todas as funções. Além de contemplar pessoas de quase todas as letras da sigla LGBTQIA+, a equipe é composta por integrantes do coletivo de cinema negro de Mato Grosso.

A produção audiovisual, assim como as músicas de Karola, trazem referências de diversos cantos do Brasil e do mundo que se somam à cultura mato-grossense. Com o objetivo de cuiabanizar a produção que almeja alçar voo para fora do estado, as gravações aconteceram dentro do casarão cuiabano tombado pelo Patrimônio Histórico, Casa Cuiabana. Local que ambienta a performance dos protagonistas, entre suas largas janelas, típicas das antigas residências cuiabanas.

Além do lançamento online na rede Youtube, previsto para as 21h, a equipe realiza uma festa para exibir o videoclipe no Metade Cheio. Oportunidade para encontrar pessoalmente todos os envolvidos na produção, além de concorrer a brindes da marca apoiadora, Melissa.

Karola Nunes

Nativa do cerrado mato-grossense, Karola Nunes canta, compõe e toca, semeando seu terreno musical em diversas paisagens sonoras. Talvez suas primeiras lembranças sejam o som do afeto que ecoava no peito materno e as batidas do pai no couro do pandeiro, em Rondonópolis (MT), sua cidade natal. Fazer música, para ela, é o mesmo que ser, é a única maneira de existir.

Depois de um período morando em Florianópolis (SC), Karola retornou ao Mato Grosso e graduou-se em Música. Hoje, além de cantora, compositora e instrumentista, ela é educadora e sonoplasta. Além do primeiro disco cheio da carreira, "Somos Som", lançado em abril do ano passado, Karola lançou um EP e um single. 

Integrou diversos projetos musicais trabalhando do samba ao reggae, do baião ao maracatu. Um recorte do seu fazer musical é retratado no documentário “Contrato Musical” (2015) de Perseu Azul, contemplado pelo Prêmio de Circulação SESC Amazônia das Artes (2016). Em 2015, teve um deslumbramento para sua carreira solo a partir da Mostra de Música do Sesc Mato Grosso, circulando com o show “Somos Som” com direção musical de Nelson Faria. O mesmo show foi contemplado por edital de circulação da Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso, garantindo também a gravação do álbum.

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A equipe envolvida na produção

FICHA TÉCNICA DO CLIPE:
Direção: Juliana Segóvia e Pedro Brites
Roteiro: Pedro Brites
Direção de Fotografia: Rosano Mauro Jr.
Assistente de Câmera: Marcelo Sant'Anna
Assistente de Iluminação e Efeitos Cênicos: Karina Figueredo
Gaffer: Jean Carlos 'Batata'
Montagem: Juliana Segóvia e Pedro Brites
Color e Finalização: Marcelo Sant'Anna
Produção Executiva: Larissa Sossai
Direção de Produção: Luiza Raquel
Produção: Isabela Sanders
Direção de Arte: Amanda Nery Figueiredo e Fred Gustavos
Ilustrações: Hugo Alberto
Direção de Coreografia: Filipe Breno Vinhas
Dançarines: Filipe Breno Vinhas, Geovane Rodrigues e Lupita Amorim
Styling: Eduardo Solano, Einstein Halking e Hugo Alberto
Beleza: Álison Rangel
Still: Fred Gustavos
Making of: Júlia Muxfeldt

FICHA TÉCNICA DA MÚSICA
Música e voz: Karola Nunes
Voz poema: Mariela Lamberti
Arranjos de metais: Gustavo Ruiz e Amilcar Rodrigues
Baixo: Paulinho Nascimento
Bateria Rominho Moreira
Guitarra: Augusto Krebs
Synth e programação: Gustavo Ruiz
Percussão: Virgílio Ribeiro
Trompete, flugelhorn e bombardino: Amilcar Rodrigues
Produzido por Gustavo Ruiz
Mixado por Victor Rice no Estúdio Copan (SP)
Masterizado por Felipe Tichauer no Estúdio Red Traxx Mastering (FL EUA)
Gravado em 2018 no Estúdio Brocal (SP) por Gustavo Ruiz e Estúdio Well Ribeiro (MT)
Fotografia e projeto gráfico: Fred Gustavos

Entrevista com Karola

Com quantos anos você começou a se interessar por música, e com que idade decidiu que a música seria o seu caminho?

Meu interesse musical iniciou muito nova, minha primeira lembrança de uma "apresentação" sou eu em cima de uma mesa no aniversário de uma amiga da família cantando pra alguns convidados "A Carta" de João Mineiro e Marciano. Quando eu tinha 6 anos, minha irmã, Kalinca que estava com 12 anos, ganhou um violão e a partir daí sempre que ela pegava o violão pra tocar/estudar eu estava junto, cantando com ela. Nessa época ela me ensinou alguns acordes mas foi aos 12 anos que comecei a levar sério o estudo do violão e foi com essa idade que decidi viver da música. O plano era de tocar nos bares de Rondonópolis, minha cidade natal, o que se concretizou 4 anos mais tarde, quando comecei a tocar profissionalmente.  

Como você define as sonoridades que partem de Karola Nunes?

Minha sonoridade é uma miscelânea de referências de música brasileira. Sempre ouvi muita coisa, majoritariamente nacional, de Luiz Gonzaga a Chico Science, Marisa Monte a Planet Hemp, Elis Regina a Lia de Itamaracá. Tenho uma paixão maior que é a música nordestina, xote, baião, maracatu...A única referência gringa que conheci e absorvi realmente foi o reggae. Então acho que isso se reflete muito no resultado sonoro do que componho. Minha música é um caldeirão com essas influências.

Percebo que você é uma artista engajada em questões sociais contemporâneas. Fale um pouquinho sobre isso

Acredito que a arte é política. Minha arte é política, assim como minha existência, impossível dissociar uma da outra. Pela minha arte eu exponho a minha visão do mundo, das coisas. Penso que já que eu tenho o "poder do som", no sentido de que em algum momento algumas pessoas estarão atentas ao que eu estou dizendo, eu não posso desperdiçar esse momento com um discurso vazio, essa é oportunidade de expressar as minhas ideias e tocar quem estiver na mesma sintonia. 

E agora vamos atacar de spoilers. Diz aí alguma coisa sobre "Tá vendo, seu moço?"

Esse clipe é resultado de um monte de artistas muito competentes e engajados com suas lutas, portanto ele se torna mais que uma produção audiovisual, ele é o manifesto de artistas negros, lgbts, independentes e opositores a todos esses desmontes que o atual governo federal vem fazendo com a cultura e com essa parcela da população. É um aviso pros conservadores e retrógrados, nós existimos, resistimos e produzimos!

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O trio que dança em "Tá vendo, seu moço?"

 

SERVIÇO

O QUE: Lançamento do videoclipe ‘Tá vendo seu moço?’, de Karola Nunes
QUANDO: Quinta-feira (20), às 20h, no Metade Cheio e às 21h no youtube 
ENDEREÇO: o Metade Cheio fica na rua Comandante Costa, 381, centro de Cuiabá
QUANTO: ingressos a 10 reais

 


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