MATAPACOS

Publicação virtual que "tem de um tudo"



matapaco

O cachorro chileno revolucionário que nomina a revista

Com tanto tempo ocioso em casa (ou não), a quarentena é uma ótima oportunidade para colocar a leitura em dia. Por isso, o Coma A Fronteira - coletivo de artes híbridas mato-grossense, teve a iniciativa de lançar uma revista inteira digital e independente: a MATAPACOS (o que significa esse nome a gente explica daqui a pouquinho). 

Com Caio Ribeiro na edição, Marcella Gaioto e Lucas Lemos na revisão e colaboração e também grandes outros nomes da cena artística, como Aclyse de Mattos, Juliana Capilé, Luiz Marchetti, Luz Marina, Livia Bertges, Marília Beatriz Figueiredo, Maurício Mota, Perseu Azul, Sol, Lorenzo Falcão, além de artes visuais de André Gorayeb (GORA) e Marcus Vaz, a primeira edição já está disponível via internet.

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Uma colcha de retalhos cheia de justificativas poéticas

A ideia, segundo o idealizador Caio Ribeiro, é experimentar a poética, colocar as ideias para circular! Sim. Uma revista independente de experimentalismos no centro geodésico da América del Sur. Por que o espanto? Durante o distanciamento social provocado pela COVID-19, muita coisa vem sendo repensada. O normal de antes nos trouxe até aqui. Assim, como uma das ações do grupo, foi decidido criar um selo de publicações experimentais que possam circular digitalmente (por enquanto).

“Estamos construindo seções desviantes, que tentam fugir da curva do que já é cristalizado como revista. Assim nasce, por exemplo, "Entre Vistas", uma seção atípica de perguntas e respostas, onde o leitor entra no jogo de tentar descobrir qual é a pergunta e quem a respondeu, sem saber ao certo essa autoria", diz Caio. 

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sem legenda

Muita gente, incluindo o redator do tyrannus, caiu nessa 'pegadinha', achando que houve equívocos na edição, uma vez que o nome do autor, necessariamente, não está diagramado ao lado de seu próprio texto. Particularmente, gosto disso, pois a iniciativa transfere à publicação um caráter mais coletivo.

Marcella Gaioto, também colaboradora, declara: “fico feliz de estar fazendo algo durante esse tempo, de contribuir para um conteúdo de qualidade pra aquelas pessoas que não terão muito o que fazer nesse tempo estranho em que estamos. Fico mais feliz ainda por fazer isso ao lado de dois artistas que eu admiro demais, é um honra estar com eles. Acho que vai ser um sucesso nessa quarentena cuiabana!”.

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A arte de André Gorayeb está na capa da 1ª Matapacos

Todo o design da revista foi feito por Caio, Lucas e Marcella, a seis mãos, o que valoriza a maneira conjunta da produção. Além de poesias e ensaios filosóficos, o periódico estreante ainda conta com um caderno de dramaturgia, com colaboração do TheatroFúria, um do grupos de atuação mais tradicionais de Cuiabá, e um local destinado à fotografia, com imagens de Henrique Santian. “É um lugar de questionar, de contemplar, mas também de deslimite, a gente é ser controverso, plural, cheio de dúvidas, a arte, a literatura são traduções disso: uma viagem aos nossos conflitos e, mesmo que muitos deles não tenham respostas, a gente segue experimentando essa coisa que nomeamos de vida”, completa Lucas Lemos.

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Marcella Gaioto, fabricante de letras, com o seu gatinho

Matapacos???

Mas, quem é Matapacos? A inspiração para o nome vem de um canino revolucionário chileno! “Negro Matapacos”, como era chamado, foi batizado com este nome pela cor de seus pelos e por suas atitudes nos protestos populares iniciados no Chile em 2010, que pediam melhorias na educação e eram contra os cortes de orçamento do governo no país.

'Mata pacos' significa 'Mata Policiais'. Tudo isso porque, durante as manifestações, Matapacos latia e atacava policiais que tentavam reprimir a população e avançava contra as viaturas, enquanto defendia manifestantes de jatos d'água lançados pela polícia. Apesar de ter uma dona, a sra. Maria, Matapacos vivia zanzando pelas ruas, sempre acompanhado de seus amigos do movimento estudantil - que colocaram o lenço vermelho em seu pescoço. Militou até 2017, quando no dia 26 de agosto morreu de velhice. Em terras chilenas, foi homenageado com uma estátua na praça onde sempre era visto. Também há um documentário sobre a história do herói canino.

fred gustavos

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Lucas Lemos, artista vário, presente nesta primeira edição

Para receber a revista, você pode solicitá-la pelos números (65) 99668-7299 (Caio), (65) 99947-5181 (Lucas) e (66) 98426-3208 (Marcella), ou pelo e-mail comaafronteira@gmail.com. A edição inaugural começou a circular na quinta-feira passada (02/04). O coletivo deixa o convite: “Não precisa fazer essa cara boba. Confia na gente. Abre a revista e vai ler o que tem aí. Separa uma playlist bem gostosa, sai do WhatsApp, passa aquele alquinho em gel nas mãos e vem!”.

Para aqueles que preferirem ir direto ao assunto, vai aqui o link MATAPACOS... https://bit.ly/2w4WD4S . (*com assessoria) 

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A arte de Marcus Vaz bate ponto na revista novidadeira

 


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