DOCUMENTÁRIOS ONLINE

Quatro produções com a cara do Araguaia



xavante

"Xavante: memória, cultura e resistência", doc. de 2016

Das telas de cinema para as telas dos smartphones, tablets, computadores. Essa é a proposta da seleção “NPD em Telas”, que envolve compartilhamento de documentários do NPD (Núcleo de Produção Digital) do Campus Araguaia da UFMT, na Temporada de Filmes Online, ação do Cine Teatro Cuiabá organizada em substituição à programação presencial cancelada em atenção às medidas de contenção e prevenção à COVID-19. 

A Temporada de Filmes Online difunde conteúdos audiovisuais independentes, com ênfase na produção realizada em Mato Grosso, através das redes sociais do Cine Teatro Cuiabá e do Cineclube Coxiponés da UFMT. O compartilhamento de novos filmes acontece sempre a partir das 19h30 das terças-feiras, mantendo o dia da semana e horário em que tradicionalmente acontecem as sessões de cinema do Cine Teatro Cuiabá. A partir das 19h30 dessa terça (2), e até o final do mês, serão compartilhados os documentários “Catireiros do Araguaia”, “Xavante: memória, cultura e resistência”, “Ser tão Araguaia” e “Giramundá: o Congo e a diáspora”. Todos os filmes têm classificação indicativa livre. 

A ação envolve parceria entre realizador@s, o Núcleo de Produção Digital (NPD) do Campus Araguaia da UFMT, o Cine Teatro Cuiabá, o Cineclube Coxiponés da UFMT e a REC-MT (Rede Cineclubista de Mato Grosso).

A Temporada de Filmes Edição Especial integra a Programação Cultural Online da Quarentena do Cine Teatro Cuiabá que, semanalmente, compartilha pela internet conteúdos culturais diversos, com atrações diárias. Para acessar os filmes e saber mais sobre o restante da programação, acesse https://www.facebook.com/cineteatrocuiaba/ , link publicações.

catireiros

"Catireiros do Araguaia" (2016), doc. de Carina Benedeti

Sobre o NPD - Araguaia

O Núcleo de Produção Digital (NPD) da UFMT – Campus Araguaia, foi implantado em 2014 através de uma parceria com o extinto Ministério da Cultura e a Secretaria do Audiovisual. Junto com o Cineclube Roncador, o NPD tem atuação marcante em Barra do Garças e região. Coordenador do NPD e professor do curso de Jornalismo do Campus Araguaia da UFMT, Gilson Costta assinala que desde sua fundação o NPD vem produzindo narrativas audiovisuais sobre as histórias da Região do Médio Araguaia, apoiando a realização de projetos autorais e, notadamente, possibilitando a formação de mão de obra técnica e criativa, contemplando as diferentes etapas da cadeia produtiva do audiovisual. “Hoje o NPD possui papel relevante no promissor polo audiovisual em formação na Região do Araguaia, criando possibilidades alternativas para produção, circulação e exibição de documentários independentes”, enfatiza Costta.

As obras compartilhadas na seleção “NPD em Telas” para a Temporada de Filmes Online retratam diversas perspectivas que compõem a identidade cultural da região do Araguaia: a influência indígena no passado e na atualidade, a importância do meio ambiente como fonte de riqueza, costumes e sustentabilidade, o multiculturalismo e a diversidade étnica gerada pelos ciclos de migração ocorridos no leste de Mato Grosso. Enriquecendo este universo, a ancestralidade africana é representada pelo teatro-ritual do Congo de Livramento, na baixada cuiabana. 

Sobre os filmes  

"Catireiros do Araguaia" (Carina Benedeti, 2016, 27’, classificação indicativa livre) mostra grupo de catira homônimo, que com seus cerca de 60 integrantes, é considerado o maior grupo de catira do Brasil. São filhos, netos e bisnetos que seguem a tradição do casal Joana de Araújo e Orlando Fernandes.  Mato-grossenses de coração, há mais de 40 anos encontraram na região do Araguaia inspiração musical e uma forma suave de viver. 

"Xavante: memória, cultura e resistência" (Gilson Costta, 2016, 19’, classificação indicativa livre) acompanha o ritual WaptéMnhõnhõ, uma cerimônia que marca a passagem dos jovens xavante para a vida adulta iniciando uma nova e importante fase de sua inclusão no meio social. Cantos, danças, pinturas corporais e a religiosidade são componentes que simbolizam a preservação da memória e o processo de resistência cultural passado de geração para geração.

giramundá

"Giramundá: o Congo e a diáspora", produção de 2018

Em "Ser tão Araguaia" (Amauri Tangará, 2016, 5 episódios de 13’ cada, classificação indicativa livre), o Rio Araguaia, possuidor de uma sabedoria universal, conta ao amigo violeiro histórias de suas margens, compondo o mosaico de riqueza e diversidade no entorno da Serra do Roncador. Em cinco capítulos (O rio; A revolta de Aragarças; Valdon Varjão: o visionário; Paralelo 15; Terra de índio), a série revela a construção do multiculturalismo que compõe a identidade da região.

"Giramundá: o Congo e a diáspora" (Cláudio Dias & Gilson Costta, 2018, 52’, classificação indicativa livre) revela personagens urbanos de uma mesma origem: o Quilombo de Mata Cavalo. Desterritorializados, eles se reúnem todo ano na festa de São Benedito, no município de Nossa Senhora do Livramento (MT) para encenar a Dança do Congo. Esse teatro-ritual é apropriado como instrumento para preservar a memória e fortalecer a identidade quilombola em um ritual sagrado e de resistência cultural.

Cine Comentário Sonoro sobre “Giramundá: o Congo e a diáspora” 

Para complementar a difusão online das obras do NPD (Núcleo de Produção Digital) do Campus Araguaia da UFMT, os realizadores Gilson Costta e Cláudio Dias participam da série “Cine Comentário Sonoro”, compartilhando memórias sobre o processo de realização do filme “Giramundá: o Congo e a diáspora”. De acordo com Cláudio Dias, um dos diretores do documentário, “Giramundá nasce da necessidade de divulgar uma manifestação cultural tão importante e pouco conhecida no estado de Mato Grosso, que é o congo de Livramento”. Segundo Dias, “O processo de realização durou dois anos, com filmagens feitas basicamente em Livramento; a narrativa é construída a partir das pessoas que participam da dança do Congo, um teatro-ritual que ocorre todo ano durante a festa de São Benedito”. 

O filme tem como base a pesquisa feita por Herman Oliveira e sua produção contou com apoio do edital Tradições da antiga Secretaria de Cultura de Mato Grosso. O episódio (23º da série Cine Comentário Sonoro) poderá ser acessados na página do Facebook do Cineclube Coxiponés (link Publicações) a partir das 19h de sexta, 05 de junho. A série Cine Comentário Sonoro é uma parceria entre realizador@s, o Cineclube Coxiponés da UFMT e a Rede Cineclubista de Mato Grosso (REC-MT). Todos os episódios estão disponíveis no canal do YouTube do Cineclube Coxiponés. (*com assessoria)

ser tão

"Ser tão Araguaia", de Amauri Tangará, tem 5 episódios

 


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