AGOSTO LILÁS

Em cartaz, a partir desta 3ª, dez filmes



rosas

"Nó de rosas" (Glória Albues, 2007, 15´)

O Cine Teatro Cuiabá, o Cineclube Coxiponés e a Rede Cineclubista de Mato Grosso compartilham em suas redes sociais nesta terça-feira (25), às 19h30, uma seleção de obras audiovisuais mato-grossenses realizadas por mulheres, que abordam o protagonismo feminino ou que colocam em cena situações relacionadas à violência e/ou o combate à violência contra mulheres, com o objetivo de conscientizar a população sobre essas situações e reforçar as ações da Campanha Agosto Lilás, uma iniciativa com abrangência nacional.

controvérsias

"Controvérsias" (Vitória Molina, 2018, 15´)

De acordo com o supervisor do Cineclube Coxiponês, Diego Baraldi, a ação tem parceria com Conselho Estadual de Direitos da Mulher da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (SETASC/MT). ‘’As exibições fazem parte da Edição Especial da Temporada de Filmes, que acontece em substituição à temporada presencial que foi cancelada devido à pandemia’’, explica ele.

Todas as obras ficarão disponíveis para acesso do público até o final de setembro de 2020, por meio de links na página do Facebook do Cine Teatro Cuiabá ou do blog do Cineclube Coxiponés da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

pequi

"Licor de pequi" (Marithê Azevedo, 2016, 15´)

Confira os filmes que serão exibidos nesta terça-feira: ‘A gente nasce só de mãe’ (Caru Roelis, 2017, 20’), ‘Contidas nunca mais’ (Cena Livre de Teatro, 2019, 42’), ‘Controvérsias’ (Vitória Molina, 2018, 15’), ‘De volta pra casa’ (Danielle Bertolini, 2016, 61’), ‘Duas em um’ (Ana de Melo, 2018, 2’), ‘Inexorável Marilza’ (Carol Araújo, 5’, 2013), ‘Licor de pequi’ (Marithê Azevedo, 2016, 15’), ‘Making of Mata Grossa’ (Cia D’Artes do Brasil, 2020, 11’), ‘Nó de rosas’ (Glória Albues, 2007, 15’), ‘Poemargens’ (Anna Maria Moura & Sol Ferreira, 2020, 25´)

Os filmes

A gente nasce só de mãe (Caru Roelis, 2017, 20’)
Sinopse: O curta retrata a história de Emilly Barbosa (Edilaine Duarte), uma adolescente de 17 anos vivendo em situação precária com seus dois irmãos e o filho recém-nascido na periferia de Várzea Grande-MT. Desde que a mãe (Bia Corrêa) foi morar com o namorado, a pobreza de Emily se agrava e um corte de energia incita uma enorme tragédia. Exibido em dezenas de mostras no Brasil e exterior, “A gente nasce só de mãe” foi eleito o melhor curta mato-grossense pelo júri oficial da MAUAL 2018 (17ª Mostra de Audiovisual Universitário e Independente da América Latina, realizada pelo Cineclube Coxiponés da UFMT).

marilza

"Inexorável Marilza" (Carol Araújo, 5´, 2013)

Contidas nunca mais (Núcleo de Mulheres Cena Livre de Teatro, 2019, 42’)
Sinopse: Registro audiovisual do espetáculo teatral homônimo que mostra, de forma poética e performática, os estágios de violência sofridos por mulheres vítimas do feminicídio. A encenação critica a banalização e naturalização promovidas pela mídia em suas abordagens escandalosas sobre o feminicídio e propõe a união entre as mulheres como solução para confrontar o desrespeito da sociedade com a mulher. Com Ana de Mello, Manuela, Luana Ercília, Wenni Justo, Bárbara Biguinatti, Thalita Bastos e Líndice Moraes. Direção do espetáculo: Anna de Mello. Dramaturgia coletiva do Núcleo de Mulheres Cena Livre de Teatro. Registro do espetáculo: Luis Fernando Fernandes (câmera), Carla Renk (som) e Ana Carolina de Mello (edição). Teaser de divulgação: João Pedro Regis (câmera) e Ana Carolina de Mello (direção de arte e edição).

Controvérsias (Vitória Molina, 2018, 15’)
Sinopse: Gabriela (Marcela Vieira) é uma estudante de letras que vive um belo romance com o músico Caio (Lucas Lemos). Eles vivem uma história de amor, até que Gabi se vê sendo destruída aos poucos.

duas

"Duas em um" (Ana de Mello, 2018, 2´)

De volta pra casa (Danielle Bertolini, 2016, 61’)
Sinopse: Preso devido à violência doméstica cometida contra sua mulher, José faz planos de regressar para a esposa e filhas após sair da prisão. Este documentário acompanha sua trajetória, e busca refletir sobre as causas da violência contra a mulher no Brasil, ouvindo os mais diversos atores e atrizes deste drama familiar e social.

Duas em um (Ana de Mello, 2018, 2’)
Sinopse: Uma menina (Ana de Mello) em tempos diferentes se percebe no mesmo espaço.

Inexorável Marilza (Carol Araújo, 5’, 2013)
Sinopse: Documentário sobre a poetiza Marilza Ribeiro, que transborda inquietações e reflexões sobre a cidade, a arte e o outro.

Licor de pequi (Marithê Azevedo, 2016, 15’)
Sinopse: O curta tem poética construída a partir de três gerações de mulheres: uma senhora (Lúcia Palma) guarda a memória do lugar por meio de objetos que juntou durante a vida, mas está esquecendo as palavras; uma jovem poeta (Luana Costa) busca a palavra geradora para escrever seus poemas; já a menina (Flor Leite), em fase de alfabetização, descobre as palavras. Uma conta histórias, a outra escreve poemas, a terceira solta pipas. As três habitam o mesmo espaço urbano, o Centro Histórico da cidade de Cuiabá, com casas abandonadas, casas habitadas e casas restauradas, todas com camadas distintas de memória. O filme foi realizado com recursos do MINC/SAV por meio de edital de curta metragem onde concorreram realizadores de todo o país.

de volta

"De volta pra casa" (Danielle Bertolini, 2016, 61´)

Making of Mata Grossa (Cia D’Artes do Brasil, 2020, 11’)
Sinopse: Resgatar a história feminina no Estado de Mato Grosso. Essa é a proposta do documentário inédito “Mata Grossa”, de Tati Mendes e de Amauri Tangará. O making of investe no processo de realização do filme, dificuldades enfrentadas pela produção,  descobertas feitas durante as filmagens e resultados alcançados. Filmado em 2018 e com previsão de lançamento para o final de 2020, “Mata Grossa” reúne 13 mulheres que se destacam no rompimento da lógica historicamente instituída na qual os homens são colocados como protagonistas dos principais acontecimentos do Estado. Seja a professora, a curandeira, a lavadeira ou a doutora; a indígena, a quilombola, a trans ou a ex-freira, são mulheres que em suas diversidades de profissões e de identidades têm em comum a coragem, a serenidade, a força e a perspicácia que ajudaram a construir a parte mais desconhecida da história de Mato Grosso. Além das 13 mulheres entrevistadas, “Mata Grossa” traz também a produção de um mural pela grafiteira carioca Panmela Castro, conhecida como Anarkia Boladona, que possui um trabalho voltado para a luta pela igualdade de gêneros e para o protesto contra a inferioridade atribuída à mulher nas esferas econômica, política, social, educacional e sexual. A obra foi feita na Universidade Federal de Mato Grosso com o objetivo de funcionar como objeto artístico representativo do empoderamento feminino, da partilha e da busca do respeito à igualdade de gêneros.

contidas

"Contidas nunca mais" (Núcleo de Mulheres Cena Livre de Teatro, 2019, 42´)

Nó de rosas (Glória Albuês, 2007, 15’)
Sinopse: O curta apresenta a história de Rosa, Rosália e Rosário, mulheres de três gerações unidas pelo sangue. Rosa, nascida na fronteira do Brasil com a Bolívia, é filha de pai brasileiro e mãe boliviana. A trágica morte da mãe Rosália afeta a sexualidade de Rosa, que não consegue atingir o orgasmo. Através de uma viagem onírica à Bolívia em busca de suas origens, Rosa encontra a avó Rosário, que a inicia nos caminhos de sua ancestralidade feminina e na descoberta da plenitude do amor. O filme protagonizado por Juliana Knust e Sandro Lucose é uma co-produção Brasil/Bolívia e foi exibido em diversos festivais e mostras de cinema, incluindo: 14º Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá; 18º Festival Internacional de São Paulo; XXXIV Jornada Internacional de Cinema da Bahia; III Festival de Cinema Feminino Tudo Sobre Mulheres; 7º Goiânia Mostra Curtas; 6º Festival de Cinema de Juiz de Fora; 12º Brazilian Film Festival of Miami; Selecionado para circulação no SESC Amazônia das Artes.

Poemargens (Anna Maria Moura & Sol Ferreira, 2020, 25’)
Sinopse: Sol e Ananás coadunam em poemas, investigando as possibilidades de comunicação entre poesia marginal e performatividade para uma produção artística singular e autoral onde rimas se tecem e trajetórias se recriam. (*com assessoria)

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  • Live `Salve d Pantanal'
  • Dia: 24 de setembro
  • Local: redes sociais do Cine Teatro Cuiabá
  • Informações: no link
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