PREMIADOS NA MAUAL

Oito produções mato-grossenses



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"Ser mãe de negra é..."

Oito curtas de realizadores baseados em Mato Grosso recém-premiados na MAUAL - 19ª Mostra de Audiovisual Universitário e Independente da América Latina - são atração dessa semana na Temporada de Filmes Online. Essa foi a primeira edição da MAUAL realizada integralmente pela internet. 

A partir das 19h30 dessa terça, 27 de outubro, serão compartilhados os curtas: “Poemargens”, “Balbúrdia”, “Sempre foi assim”, “Pi'õ Rómnha Ma'ubumrõi'wa - Mulheres Xavante Coletoras de Sementes”, “Ser mãe de negra é…”, "Paracusia”, “A quimérica vontade de pertencer a outro mundo” e “Ânsia”.

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"Paracusia"

A ação envolve parceria entre realizador@s, Cineclube Coxiponés, Cine Teatro Cuiabá, Rede Cineclubista de Mato Grosso (REC-MT) e integra a programação complementar à MAUAL 2020, cuja Mostra Competitiva aconteceu entre 28 de setembro e 02 de outubro, no Canal do YouTube do Cineclube Coxiponés da UFMT. Link para acesso: https://wp.me/pbQLhj-Fe

Sobre os curtas compartilhados

Em "Poemargens" (Anna Maria Moura/Ananás & Sol Ferreira, MT, 2020. 25’, classificação indicativa 14 anos), eleito melhor curta da MAUAL 2020 pelo júri oficial, Sol e Ananás coadunam em poemas, investigando as possibilidades de comunicação entre poesia marginal e performatividade para uma produção artística singular e autoral onde rimas se tecem e trajetórias se recriam. O curta de Sol & Ananás foi concebido para o edital Festival Cultura em Casa, realizado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel/MT). O curta participou da MAUAL na modalidade universitária, sendo Anna Maria Moura estudante do Curso de Radialismo, e Sol Ferreira estudante do Curso de Letras com Habilitação em Língua Portuguesa & Literatura, ambos da UFMT.

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"Sempre foi assim"

"Balbúrdia" (Mylena Leite, Caroline Almeida, Ana Luisa Kelm &  Emanuelle Valverde, MT, 2019, 1', classificação indicativa 10 anos), premiado como curta experimental da modalidade universitária mais visualizado na MAUAL 2020, é uma obra experimental baseada na vivência de universitários perante os ataques do governo contra as universidades públicas em 2019. As realizadoras do curta são estudantes do curso de Comunicação Social/Publicidade & Propaganda da UFMT. 

"Sempre foi assim" (Lucas Bezerril, MT, 2020, 02', classificação indicativa livre), apresenta um relato sobre temores e angústias de uma mãe no momento de ciência da maternidade. O curta foi premiado como documentário independente mais visualizado da MAUAL 2020.

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"Poemargens"

"Pi'õ Rómnha Ma'ubumrõi'wa - Mulheres Xavante Coletoras de Sementes" (Danielle Bertolini, MT, 2020, 13', classificação indicativa livre) acompanha o grupo Pi’õ Rómnha/ Ma’ubumrõi’wa, das coletoras Xavante da Terra Indígena Marãiwatsédé, localizada no município de Bom Jesus do Araguaia e que destina todas as sementes coletadas para a restauração das áreas dentro e adjacentes à Terra Indígena. O grupo começou em 2011 quando coletores da ARSX visitaram a aldeia e apresentaram o trabalho aos Xavante, abrindo a possibilidade de criar um grupo de coleta e venda das sementes. O curta foi eleito pelo júri oficial como melhor curta de resistência da MAUAL 2020.

Em "Ser mãe de negra é…" (Victor Arias, MT, 2020, 4', classificação indicativa livre), Bella é uma menina que, aos poucos, busca por sua independência. As influências que estão presentes no seu cotidiano, a acompanham. Mas, para vivenciar as culturas de suas raízes, sua mãe, Patrícia, teve que pesquisar e estudar diversos temas. Muitas coisas elas aprendem juntas. Porém, por enquanto, Bella fica pertinho de Patrícia, pois um novo desafio aparece na vida dessa família. O curta foi premiado como ficção mais visualizada na modalidade universitária da MAUAL 2020. Victor Arias é estudante do Curso de Radialismo na UFMT.

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"Pi´õ Rómnha Ma´ubumrõ´wa - Mulheres Xavante Coletoras de Sementes"

Em "Paracusia" (Isabela Brun, MT, 2020, 3’, classificação indicativa 12 anos), uma mulher acorda no meio da noite com o barulho da chuva e, ao se levantar em busca de um copo d’água, começa a perceber outros sons pelo apartamento. “Paracusia” foi premiado como ficção mais visualizada na modalidade independente da Mostra.

Em "A quimérica vontade de pertencer a outro mundo" (Olavo Fernandes, MT, 2020, 3’, classificação indicativa 12 anos), durante a quarentena, um jovem tenta largar o cigarro cercado de ansiedade e paranoia, sem saber que está sendo vigiado. A produção foi eleita melhor curta curtíssimo pelo júri oficial da MAUAL 2020. Olavo Fernandes é estudante do Curso de Cinema e Audiovisual da UFMT.

"Ânsia" (João Pedro Regis, MT, 2020, 8’, classificação indicativa 10 anos) mostra a apreensão de uma jovem (Ana Carolina de Mello) que, de tanto correr, não consegue sair do lugar, o que nela produz sentimentos de melancolia, tensão e, principalmente, paranoia. “A ansiedade e o medo envenenam o corpo e o espírito” (George Bernard Shaw). “Ânsia” foi eleito melhor curta produzido durante a quarentena pelo júri oficial da MAUAL 2020.

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"Balbúrdia"

Sobre a premiação da MAUAL 2020

O júri oficial da 19ª MAUAL foi composto por Íris Alves Lacerda, cineasta (“Majur”) e ex-bolsista do Cineclube Coxiponés, Valentim Félix, realizador audiovisual e militante do campo das transmasculinidades, Maurício Pinto, cineasta (“Pandorga”) e membro do Coletivo de Audiovisual Negro Quariterê, Stephany Paipilla, estudante intercambista da Colômbia no PPGE/UFMT e curadora da iniciativa cineclubista “Círculos Anônimos da Palavra”, Karine Queiroz, produtora audiovisual e curadora da iniciativa cineclubista “: doc”, Leonardo Esteves, cineasta (“Alguém tem que honrar essa derrota!”) e professor do Curso de Comunicação Social da UFMT, e Ana Graciela Fonseca, produtora audiovisual e professora do Departamento de Comunicação Social da UFMT e da UNIC. Além da premiação pelo júri oficial, os curtas mais visualizados/acessados na Mostra Competitiva da MAUAL 2020 foram premiados, nas modalidades  universitária e independente, e nas categorias ficção, documentário e experimental. 

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"Ânsia".

Realizada pelo Cineclube Coxiponés da Universidade Federal de Mato Grosso através da Coordenação de Cultura da Pró-Reitoria de Cultura, Extensão e Vivência da UFMT (PROCEV), a 19ª MAUAL contou com a parceria dos Cursos de Radialismo & de Cinema e Audiovisual da UFMT, ComunicArte UFMT, Cine Teatro Cuiabá, Coletivo de Audiovisual Negro Quariterê, Produtora Experimental Pequi com Câmera, Sessão Belo Belo, Cena Livre de Teatro, Ixpia O Festival, CTAV (Centro Técnico Audiovisual do Ministério da Cidadania), Rede Cineclubista de Mato Grosso (REC-MT) e Associação Mato-Grossense de Audiovisual (MTCINE). As atividades relacionadas à MAUAL 2020 integram a Temporada Cultural e Artística UFMT 2020 e a Agenda UFMT 50 Anos da Coordenação de Cultura/PROCEV/UFMT. Mais informações sobre a Mostra estão disponíveis no site www.mostrauniversitariaufmt.com e no Canal do YouTube do Cineclube Coxiponés. (*com assessoria)

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"A quimérica vontade de pertencer a outro mundo"

 

SERVIÇO

O QUE: Temporada de Filmes Online, com compartilhamento dos oito curtas de realizador@s basead@s em Mato Grosso premiados na MAUAL 2020
QUANDO: A partir das 19h30 de terça-feira, 27 de outubro de 2020
DISPONÍVEIS NO LINK: https://wp.me/pbQLhj-Fe
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: nos textos sobre os curtas

 

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