PROJETO KYVAVERÁ

Mari Gemma e suas imagens ressignificadas



mari miolo

 

A artista Mari Gemma de La Cruz é uma gaúcha que virou cuiabana. Há aproximadamente 30 anos mudou-se para Cuiabá e, em 2013, iniciou sua trajetória nas artes visuais. A fotografia foi o caminho para adentrar-se na criação. As imagens que vem criando flertam, ou namoram firme e partem para as vias de fato. Está com o Projeto Kyvaverá em execução. O endereço virtual para conferir sua proposta criativa é https://marigemma.com/porto-kyvavera . O convite está feito.

O tradicional Porto, bairro secular de Cuiabá é o alvo de Kyvaverá. O projeto foi contemplado pelo Edital 2019 do Fundo Municipal de Apoio e Estímulo à Cultura da SECEL de Cuiabá, o que possibilitou sua produção. 

Uma exposição virtual que retrata as características do bairro, de forma delicada e rica em detalhes. O Porto, nos tempos primevos de Cuiabá, era um local estratégico da cidade, ponto de entrada e de saída da capital de Mato Grosso, nos tempos em que o caminho para se chegar à cidade era exclusivamente fluvial. Situado nas margens do rio, que cedeu seu nome à cidade, o Porto foi o marco zero da chegada dos bandeirantes paulistas, em suas expedições pela região Centro-Oeste do Brasil.

Plenamente ambientada em Cuiabá, Mari Gemma logo se encantou com o bairro do Porto. Com Kyvaverá a artista apresenta um conjunto de imagens que resgata o histórico do local e também enuncia um engajamento social.

mari miolo

 

Mari Gemma e a equipe de profissionais que participaram (e participam) do projeto, retrata cenas de um cotidiano que passa ao largo do raciocínio da maioria das pessoas, sejam elas moradoras ou visitantes do Porto. Sobre seu projeto, ela frisa:. “Expõem de forma doce e sincera, a realidade que muitos insistem em não ver; a indiferença do povo e o desmazelo explícito da cidade, para consigo mesmo, e suas origens”.

O lançamento do projeto aconteceu há alguns dias. Nessa fase inicial, que já ficou para trás, aconteceram lives em redes sociais, com convidados especiais, nas quais, foram desenvolvidos diálogos sobre as nuances de Kyvaverá.

Essa interação online, no formato roda de conversa, remeteu ao antigo hábito dos moradores de Cuiabá, que colocavam cadeiras na calçada e se punham a assuntar o cotidiano e outros tipos de conversações.

“Convido você a mergulhar nestas camadas afetivas onde tempo e espaço se misturam e que representam o olhar de um ‘pau rodado’, migrante do Sul que fincou raiz e deu frutos, agora oferecidos ao mundo", registrou Mari Gemma.

Pelo site também é possível acompanhar de forma permanente um videoarte expondo o projeto de forma geral, exibindo as características locais da terra. Além do projeto oficial, no mesmo endereço, podem ser explorados outros movimentos e projetos, bem como a biografia da artista e contato. Os interessados devem acessar o link  https://marigemma.com/mari-gemma-de-la-cruz , para se aprofundar nesses aspectos.

mari miolo

 

A artista e o Porto

O carinho que Mari Gemma criou com o Porto, tema central do projeto, teve sua raiz em 1994, quando ela conheceu “Seu Swat”, raizeiro tradicional que trabalhava em seu ervanário. Nessa época ela estudava plantas medicinais e fazia mestrado em Saúde e Ambiente na UFMT.

Vinte anos se passaram e a essa primeira experiência com o Porto, ela conheceu os poemas de Luciene Carvalho e Ivens Cuiabano Scaff. Tratou de estabelecer conexões, localizando no território os versos desses autores.

Em outubro de 2018, os percursos realizados no Porto de Cuiabá a levaram a fazer imagens que mesclassem suas memórias da cidade natal (Porto Alegre), com as memórias do bairro. “Talvez fosse uma forma de amenizar a dor de uma perda anunciada. Eu me encontrava bastante afetada pelo avanço da enfermidade de minha mãe, que já não me reconhecia, vindo a fazer a passagem em dezembro do mesmo ano”, rememora.

A artista

'Biopsicosócioambientalespiritual' é como Mari Gemma define seu olhar. Antes de assumir sua trajetória artística, atuou como farmacêutica industrial. Tem mestrado  em Saúde e Ambiente, é professora e pesquisadora com foco em plantas medicinais, homeopatia e educação ambiental. De repente, passou a frequentar cursos livres e tornar-se imagética.

É artista visual desde 2013. A partir de 2016, ao realizar cursos com a fotógrafa Jacqueline Hoofendy e em 2018 com o artista em novas mídias Scott MacLeay, desencadeou seu processo criativo, que define ser alquímico. Algo bem significativo para uma farmacêutica que se tornou imagética.

No campo da performatividade, atua com autorretratos e intervenções em espaços urbanos, utilizando objetos encontrados no seu cotidiano ou na natureza para a construção dos cenários, propondo frequentemente metáforas imagéticas.

mari miolo

 

Tem desenvolvido trabalhos que se movem no campo da cartografia afetiva de territórios, sejam eles internos ou externos, que fornecem componentes psíquicos com interface à sua biografia. 

Os temas que partem de profundas raízes emocionais, muitas vezes estão ligados ao universo feminino e às questões ambientais e sua relação tempo-espaço, entrelaçadas à pesquisa em base de dados científicos e / ou literatura, o que a leva a tecer semelhanças entre o seu microcosmo e a coletividade.

Integra o Coletivo Aruaz de Mulheres Fotógrafas e o Coletivo Literário Maria Taquara, neste último com foco na produção de fotopoemas e poesia experimental. Também atua como curadora independente. 

Sua carreira como artista ainda é recente, mas seu currículo nos remete à uma mulher bastante ativa. Já conquistou inúmeras premiações e distinções em diversos eventos. (*com informações do site  http://www.diariodoestadomt.com.br/ e da plataforma do projeto)

 

SERVIÇO

O QUE: lançamento do Projeto Kyvaverá, de Mari Gemma de La Cruz
ONDE CONFERIR: https://marigemma.com/porto-kyvavera  

 


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