EXPOSIÇÃO

O diário visual de um artista



O poeta americano Allen Ginsberg e Weiwei em Nova York

Nosso ídolo, que já foi citado trocentas vezes aqui no site, o artista chinês Ai Weiwei está de volta ao Brasil. Ele participou da Bienal de São Paulo há três anos, com uma instalação. Perseguido politicamente na China, Weiwei vive confinado em sua casa naquele país, depois de passar três meses no xilindró, ano passado. Sua situação ‘prisioneira’, no entanto, jamais ofuscou suas constantes visitas à mídia universal.

Ele terá sua primeira individual brasileira em fevereiro de 2013, no Museu da Imagem e do Som de São Paulo. A perseguição política ao artista é coisa praticamente hereditária. Seu pai, o poeta Ai Qing, também enfrentou problemas semelhantes, só que com mais intensidade. A ditadura chinesa o condenou a trabalhos forçados no nordeste daquele país.

Obra do artista em protesto à prisão

Weiwei passou uma década em Nova York, onde virou artista e começou a chamar a atenção do mundo. Depois, retornou ao seu país, munido de uma formação que envolvia o caráter libertário da arte. Lá conviveu com o poeta Allen Ginsberg e se aprofundou nas artes de Marcel Duchamp, aquele mesmo que vaticinou certa vez: “Doravante, tudo que eu disser que é arte, será arte”.

Na mostra que vai chegar a São Paulo estão as fotografias em preto e branco do artista, uma espécie de diário imagético. As tais fotografias são escancaradoras do pensamento e da atitude do artista, mais do que suas obras, propriamente ditas. É o que garantiu à Folha de São Paulo, o curador da mostra Urs Stahel. São flagrantes da época em que ele viveu em Manhattan, do período depois que retornou à China e também do cotidiano de seu ateliê. Na foto da capa desta edição, a namorada de Weiwei levanta displicentemente a saia para ser clicada, em plena Praça da Paz Celestial.

Weiwei seria moderno demais pra caretice do governo chinês, mas é querido no mundo inteiro. Mesmo sendo tripudiado pelos poderosos da China Ai Weiwei foi o assessor artístico na construção do Estádio Nacional de Pequim, onde foram celebrados os Jogos Olímpicos de Pequim de 2008. A obra, que depois ficou conhecida como Ninho de Pássaro, foi uma empreitada conjunta entre os arquitetos Jacques Herzog, Pierre de Meuron, Stefan Marbach e Ai Weiwei.
 
 


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