7ª ARTE

Visconti e o neo-realismo



Uma das cenas mais impressionantes do filme

Luchino Visconti e o seu cinema maravilhoso. Ver e rever seus filmes, um transporte para arte elaborada, refinada... nunca uma viagem perdida. "Rocco e seus irmãos" (1960), obra expoente do neo-realismo italiano.

Estava passando naquele canal Arte 1, emissora nova de TV paga, cujo nome já diz tudo. E como ainda está em fase experimental, a programação fica se repetindo frequentemente. Sentamo-nos para dar uma olhadinha e fomos completamente absorvidos pelo filme. Grudados na tela, envolvidos com uma família italiana e suas relações.

Cinco irmãos e sua mãe, viúva, mudam-se de uma pequena cidade italiana para Milão. Lávão enfrentar uma vida nova. O carga dramática de Visconti, inseparável de seus filmes, está toda ali. Bom, e uma família italiana, vocês sabem como é que é.

Em preto e branco, a fotografia não chama tanta atenção, por que talvez seja sobrepujada pela força dos personagens que ali se apresentam. O filme tem trilha sonora de Nino Rota e traz no papel principal Alain Delon, quem diria, um ator francês se dando bem no meio de um elenco quase todo italiano.

Um dos irmãos de Rocco (Delon) é boxeador e envolve-se com uma prostituta, interpretada por outra atriz fora do ninho pátrio, Annie Girardot. Rocco, que pelo menos aparentemente, é o mais normal entre os irmãos, quis o destino, acaba de envolvendo com a prostituta, quando esta já era ex-namorada do irmão. Mas isso não impede uma complicada pendenga familiar.

Rocco, à certa altura da estória, vê-se obrigado a subir no ringue para também boxear. Minha companheira cinemaníaca foi à loucura, morrendo de medo que algum golpe estragasse aquele rostinho tão bonito. E Claudia Cardinale também está no elenco, mas, praticamente como figurante

E o drama se esparrama pela tela ao longo de quase três horas de filme. Os atores ótimos e a direção segura garantem o telespectador aprisionado até o final da trama. Uma tragédia ronda a família de Rocco, e isso parece ter sido anunciado desde o início do filme. A vida é dura, mesmo para quem não é mole.

Claudia Cardinale em sua discretíssima participação no filme


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