DOCUMENTÁRIOS

Curtas no Sesc Arsenal a partir das 19h30



Dois documentários curtas-metragens são exibidos nesta quarta (29) no Sesc Arsenal, a partir das 19h30. “Quanto mais Manga, melhor”, de 17 minutos, e “Uma rua chamada Triumpho”, de Ozualdo Candeias, de 11 minutos. Em menos de meia hora de projeção os espectadores vão viajar pela história do audiovisual brasileiro, conhecendo um pouco mais sobre dois realizadores que foram importantes para a história do cinema brasileiro.

“Quanto mais Manga, melhor”, tem a direção de Michele Lavelle e é focado no trabalho de direção de Carlos Manga, um dos ícones da Atlântida Cinematográfica, entre os anos 50 e 70. A produção, de 2007, apresenta depoimentos de atores que se consagraram naqueles tempos como Chico Anysio, Adelaide Chiozzo, Agildo Ribeiro e do próprio Carlos Manga.

José Carlos Aranha Manga nasceu em 1928 no Rio de Janeiro e ainda está na ativa. Atualmente, é publicitário e diretor artístico de minisséries da Globo. Ele foi um grande inovador do cinema brasileiro, com suas come´dias e sátiras. Antes de atuar no cinema, trabalhou como bancário, mas sua paixão pelo cinema o levou à Atlântida, onde começou como almoxarife, depois contra-regra, em seguida assistente de montagem e de direção. Em 1951 estreou numa comédia musical, para depois se firmar como um dos mais expressivos nomes das chamadas “chanchadas” do cinema nacional.

“Uma rua chamada Triumpho”, produzido em 1971, em preto e branco, tem a direção de Ozualdo Candeia, nome sagrado da história do cinema brasileiro. O curta tem sua direção e explora a região paulistana conhecida como Boca do Lixo, mostrando o ambiente e as pessoas que por ali circulavam.

Ozualdo morreu em 2007. Seu primeiro longa-metragem de ficção foi “A Margem” (1967), uma produção realizada às custas do próprio diretor e que deixou a crítica cinematográfica de então perplexa. Candeias, então, passou a ser cultuado pela categoria.

Foi um dos precursores do movimento denominado ‘cinema marginal’, que caracterizava as produções realizadas com baixo orçamento e que eram produzidos na região conhecida como Boca do Lixo. Dessenvolveu notável parceria com José Mojica Marins, o Zé do Caixão.

Ozualdo Candeias ralou bastante antes de se encaixar no cinema. Era filho de agricultores, tendo vivido sua infância e juventude entre Mato Grosso (na época um só estado) e São Paulo. Abandonou a escola para trabalhar no campo. Antes de partir para o cinema, trabalhou ainda como militar, caminhoneiro, chofer de táxi, ofice-boy, lustrador de móveis, metalúrgico, operário e funcionário público. Começou no cinema em 1955, com o curta-metragem “Tambau - Cidade dos Milagres”, no qual já trazia elementos comuns à sua obra, como a ironia e a provocação.




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