DOCUMENTA DE KASSEL

Na Alemanha e na Grécia



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Ok, você já viu o que tinha de ver na itinerância cuiabana da 32ª Bienal de São Paulo e agora quer ir mais fundo. Quer, digamos, internacionalizar sua vivência com a arte contemporânea e entrar mesmo de cabeça na criação moderna do planeta. A dica do Tyrannus é pra você arrumar as malas e se mandar pra Alemanha (ou pra Grécia). Já foi aberta a 14ª Documenta de Kassel.

Kassel é uma cidade alemã que tem 1.104 anos e é lá que, desde 1955, acontece, durante cem dias a Documenta de Kassel, há cada cinco anos. E nesta edição de 2017 a Documenta acontece também em Atenas, capital da Grécia, cidade que tem 3.400 anos.

Aberta há poucos dias, a Documenta vai até o começo de setembro e reúne obras de 160 artistas de todo o mundo. O polonês Adam Szymczyk é o diretor artístico da mostra nesta edição.

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"Aprender de Atenas" é o título temático da Documenta para 2017. De acordo com a proposta de Azymczyk, Kassel e a capital grega recebem a exposição em pé de igualdade.

São cidades com diferentes posições geográficas e que também divergem em contextos históricos, socioeconômicos e culturais. Os dois centros urbanos  influenciaram o processo criativo das duas partes da exposição, exercendo um papel preponderante nas manifestações individuais dos artistas participantes.

Os artistas foram convidados a pensar e produzir no contexto da relação dinâmica emergente entre essas duas cidades e a desenvolver um trabalho para cada um dos dois locais. A Documenta 14, dessa forma, abrange uma multiplicidade de vozes entre as duas cidades onde se situa, atingindo, claro, também o contexto europeu.

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Com essa divisão da mostra entre as duas cidades, a proposta é evidenciar uma Europa dividida entre norte e sul, acentuando uma geopolítica contemporânea que implica em valores e costumes divergentes e que têm a ver com conflitos econômicos e migratórios. Dessa forma, a iniciativa descentralizadora questiona a própria instituição.

A ideia, teoricamente, é válida, porém, também é geradora de críticas. "A agitação forçada da `troca´ é inédita e resulta numa rotatória que não leva a lugar nenhum", registrou, no  Estado de São Paulo, Sheila Leirner, jornalista e crítica de arte brasileira. "Levar Kassel a Atenas e vice-versa é como um safári ou uma cruzada turística humanitária na África, feita por americanos ricos", pontua Sheila. A jornalista, em seu texto, também registra a opinião do  ex-ministro grego da economia, Yanis Varoufakis, segundo o qual, "trata-se de um truque inútil que explora o turismo da crise”.

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Bom, não é este Tyrannus, um site passarinheiro tão atolado aqui neste cerrado mato-grossense devorado pelo agronegócio, na região mais central da América do Sul, o veículo mais apropriado para dar pitacos em relação a isso.

A proposta do diretor artístico polonês, Adam Szymczyk, crítico e curador de arte, que, dizem, é "especializado" em artistas desconhecidos; pode não ser a mais ideal para um evento da envergadura da Documenta de Kassel, mas, é importante que a Documenta aconteça e a fila ande.

Daqui há três meses, certamente, o mundo terá uma opinião mais abalizada do que foi essa conversa de "Aprender com Atenas".   

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