DOMINGO

“Jovens Músicos de MT”, eu fui!



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Um Pablo de Sarasate sob medida para o virtuosismo de Lindi Mariani

Um concerto histórico no domingão. Criei coragem e fui ao teatro da UFMT, distante apenas 4 ou 5 km de minha casa. Esse papo de “Jovens Músicos de Mato Grosso” me interessa muito. O novo, aquele que chega com a passagem do tempo, é valiosíssimo para as lides culturais.

Apesar de ainda sermos os mesmos e vivermos como nossos pais. Quer dizer... mais ou menos.

Um quinteto de bravos musicistas mato-grossenses, todos com vinte e poucos anos, comandaram o concerto, contando com a competência dos músicos da Orquestra Sinfônica da UFMT. Abner Rôa (regência), Níger Ortega (clarinete), Iasmin Medeiros (cantora/soprano), Lidiane Alves (clarinete) e Lindi Mariani (violino) mostraram técnica e inspiração ao desenvolver um repertório muito interessante.

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A suave delicadeza de Mozart foi emplacada com garbo por Lidiane Alves


Richard Wagner (1813-1883), Carl Maria Von Weber (1786-1826), Pablo de Sarasate (1844-1908), Mozart (1756-1791), Jacques Offenbach (1819-1880) e Georges Bizet (1838-1875) estavam no programa. Adorei o repertório. Variado, expressivo dentro do contexto da música universal, prato cheio pra solistas, ideal para alargar a formação musical de qualquer plateia.

E, do ponto de vista do humilde redator, ouvir Wagner na abertura de um concerto é coisa para arrepiar. Sempre reclamei junto aos maestros que conheço a pouca execução de Richard Wagner em concertos por estas plagas do cerrado. Quis o destino que na minha programação cultural domingueira, entretanto, eu me visse contemplado.

O teatro não estava muito cheio. Quem sabe uns 250 assentos ocupados, segundo avaliei. Mas estavam lá, por exemplo, a magnífica reitora Myriam Serra; e Fabrício Carvalho, diretor artístico e maestro titular da Osufmt. Fabrício está há mais de vinte anos no comando da orquestra e confidenciou-me que talvez esteja na hora de “passar” a bola.

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Iasmin Medeiros: segurança e talento numa ária exigente de Jacques Offenbach


Mas a presença dele e da reitora, preciso dizer, demonstram o carinho e a atenção institucional que a orquestra recebe e merece, desde quando foi criada, há décadas, pelos ex-reitores Gabriel Novis Neves e Benedito Pedro Dorileo.

Não devo me estender muito sobre gente como Fabrício, Gabriel e Dorileo, por que a conversa aqui vai ficar parecendo coisa de comadre. Fica só, portanto, o registro de que é saudável alicerçar amizades com pessoas que vão escrevendo a história desta nossa região, com apego ao viés cultural.

Bom, não é mesmo minha intenção prolongar o texto. Quando o querido leitor e a interessada internauta lerem estas linhas, eu já terei dormido e acordado no tempo pós concerto. Sentei-me na primeira fileira do teatro, bem pertinho do palco, mas, mesmo assim, não consegui fazer as imagens que desejava da emocionante experiência musical.

Isso, no entanto, não tem muita importância. “O importante é que a nossa emoção sobreviva”, escreveu o poeta e letrista Paulo César Pinheiro.

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Os jovens solistas que já sabem mostrar a que vieram

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Abner Rôa, o jovem regente que deu conta do recado à frente da Osufmt

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Níger Ortega e o seu clarinete precioso a serviço de Carl Maria Von Weber


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