RIO DE JANEIRO

Cresceu a presença de jovens (15 a 19 anos)



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Os números divulgados mostram que a média de livros comprados por visitante manteve-se em 6,6, com um gasto médio de R$ 25,18

A 18ª Bienal Internacional do Livro superou as expectativas de público e recebeu ao menos 680 mil visitantes desde 31 de agosto. Os números divulgados pelos organizadores do evento, tendem a ser maiores, já que o balanço foi preparado antes das 17h e a Bienal esteve aberta até as 22h do domingo.

A expectativa inicial dos organizadores era de que 600 mil pessoas fossem ao Riocentro participar da Bienal, que ampliou em 30% sua programação cultural.

Um dos destaques do crescimento foi o público de 15 a 19 anos, cuja participação aumentou de 18% para 33% do total de visitantes. Em 10 anos, a participação dessa faixa etária aumentou três vezes, já que a Bienal de 2007 teve apenas 11% de público nesse grupo.

A vice-presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, Mariana Zahar, disse que a Bienal deste ano ocorre em um momento em que o mercado literário começa a dar sinais de recuperação."A Bienal está marcando a saída desse momento [de crise] do mercado editorial."

De janeiro até a primeira semana de setembro, o setor cresceu 5% sobre o mesmo período do ano passado. Mariana pondera que a alta de 2017 deve ser vista com cautela, porque 2016 registrou queda de 20% em relação a 2015. Sobre a participação dos jovens, ela comemora: "Está alinhado com o que vem acontecendo no mercado editorial e nos enche de esperanca de que teremos um público leitor maior daqui para frente."

O público jovem que foi à Bienal encontrou uma programação mais reforçada. A Arena #Semfiltro, por exemplo, teve o espaço ampliado de 90 para 400 lugares e, mesmo assim, atingiu uma lotação média de 90% ao longo do evento. Os organizadores também avaliam que o espaço Geek & Quadrinhos também teve boa resposta do público.

A diretora da Bienal, Tatiana Zaccaro, destacou que o público jovem responde a um investimento feito pelo evento nos últimos 10 anos. Já o crescimento da oferta de atrações está alinhado com a proposta de fazer da Bienal um programa cultural mais amplo que uma feira de livros. "A Bienal vai muito além disso. Tanto para a gente que organiza quanto para os próprios editores", diz Tatiana. "O que a Bienal se propõe é invadir o Rio e o Brasil com a importância da leitura, do livro, dos autores, é se tornar um programa cultural e estar no calendário do carioca."

Os números divulgados mostram que a média de livros comprados por visitante manteve-se em 6,6, com um gasto médio de R$ 25,18.

A nota recebida pela Bienal em avaliação do público aumentou de 8,4 para 8,6, e 93% dos visitantes disseram que pretendem voltar nas próximas edições.

Um em cada quatro visitantes foi à Bienal do Livro pela primeira vez este ano, e 14% deles vieram de outros estados.

Os números divulgados, vale reforçar, tendem a ser um pouco mais expressivos, considerando que foram registrados algumas horas antes do fechamento da Bienal. (*da Agência Brasil)


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