SOLISTAS DE MT

Concurso destacou quatro vencedores



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O palco do Teatro Zulmira reuniu jovens expoentes da boa qualidade música que vem se expandindo em Mato Grosso

Aquele nervosismo todo, pois a hora H chegou. Essa foi a tônica da noite de sábado (7), no Teatro do cerrado Zulmira Canavarros. A data e o local onde foram definidos os melhores solistas de Mato Grosso. 

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Jéssica Gubert, 1º lugar

As inscrições terminaram em junho e, de lá pra cá, as "peneiradas" se sucederam, porque é assim que tem que ser, pelo menos, quando se trata de um concurso. Cerca 60 solistas foram selecionados na etapa inicial e as etapas seguintes afunilaram para nove músicos. 

Ao término das apresentações dos nove finalistas, os jurados anunciaram os vencedores: Jéssica Gubert (clarineta) em 1º lugar, André Marcílio (violão) em 2º, Joahan Lima (violino) em 3º e menção honrosa para Hoberdam Peno (violão).  

O Concurso, promovido pela Orquestra de Câmera (Ocam) da UFMT, tinha como finalidade incentivar a carreira de instrumentistas e cantores residentes no Estado, atuantes na música de concerto. Os concorrentes deveriam ter entre 14 e 35 anos.

O Tyrannus acompanhou com carinho todo o desenrolar do certame. Respeito, admiro e apoio esse grupo de professores da UFMT envolvidos nessa iniciativa, profissionais dedicados e responsáveis diretos pela "revolução silenciosa" que o setor da música mato-grossense vem atravessando.

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André Marcílio, 2º lugar

Digo silenciosa, porque não há estardalhaço e nem ações deliberadamente marqueteiras. A gestão e as ações musicais que professores como Teresinha Prada, Helen Luce, Flávia Vieira, Oliver Yatsugafu, entre outros, arquitetam e praticam, têm tudo a ver com a expansão da qualidade da música regional. E o Concurso de Solistas é um nobre exemplo dessas articulações.

Na plateia me deparo com Murilo Alves, maestro que está à frente do Instituto Ciranda, que combina música e cidadania. O instituto tem se mostrado um celeiro musical da nossa região e Murilo ali está, quem sabe, torcendo para que os finalistas que têm relação profissional com o Ciranda, se saiam bem.

A torcida é livre, mas tem que ser comportada. As apresentações atrasam. A coisa demora. Está chegando um ônibus de Chapada dos Guimarães, que traz mais uma torcida organizada. Neste domingo de manhã telefono para Teresinha Prada e comentamos como foi o clima de ontem.

"Teresinha, essa história toda me parece algo bem assim... provinciano", digo. Ela ri e responde: "Mas é isso que nós somos...". Rimos juntos. Ora, afinal, não interessa ser provinciano ou gente de cidade grande. O importante é que o nível dos finalistas estava bem pra cima e deve ter dado uma trabalheira lascada. "Não gostaria de estar na pele deles", confidencia-me Teresinha.

 

 


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